Subsídios Geral



CELEBRAÇÃO DE INÍCIO ATIVIDADES CATEQUÉTICAS (2ª - sugestão )

SOMOS ESCOLHIDOS PELO PAI, ENVIADOS PELO FILHO E ILUMINADOS PELO DIVINO ESPIRITO.
A ESTA PROPOSTA ESPERA-SE A NOSSA RESPOSTA, QUE QUANDO É DADA COM FIRMEZA, SENTIMOS QUE A SUA GRAÇA NOS CONDUZIR E DESCOBRIMOS A VERDADEIRA FELICIDADE QUE É COLOCAR OS NOSSOS DONS A SERVIÇO DO REINO.

1º parte

         ATIVIDADE: Sinais de compromisso de fé

         OBJETIVO: Acolher com alegria os catequistas, Catequizandos e familiares no início dos trabalhos da pastoral catequética, com destaque para o compromisso individual da educação da fé.

MATERIAIS: Aquário, um peixe, alimento para peixe, crucifixo (pode ser de papel firme) com uma mensagem para cada catequista, pais e Catequizandos.

DESENVOLVIMENTO: Após a saudação do presidente tem início a procissão. Primeiramente entra um casal, símbolo das famílias dos Catequizandos, com um aquário, que representa a casa, o lar. No recipiente, adiciona-se uma boa quantidade de água, simbolizando a graça de Deus que habita nessa família.

         Depois entra o coordenador da catequese com um jarro com água, que representa a graça de Deus distribuída pela vida em comunidade. Em seguida ele adiciona o líquido no aquário.

         O próximo símbolo é um peixinho, que desempenha o papel dos Catequizandos da comunidade que será levado por dois Catequizandos, um da preparação próxima à iniciação eucaristia e outro da crisma.
         Em seguida, um dos catequistas do grupo conduz a ração para os peixes, como sinal de doação, da força na fé e do alimento encontrado na Sagrada Escritura e na Eucaristia.

         Em seguida o aquário é entregue ao presidente: pela graça do sacramento da ordem, ele é responsável por alimentar nossa vida espiritual na comunidade. Isso representa que a pastoral da catequese conta sempre com a presença de todos em suas atividades, em que são necessários cuidados e orientação na caminhada.

2ª parte:

Animador: Depois de perdoados os nossos pecados comuns e elevarmos nossas primeiras orações, iniciaremos o ano catequético comprometidos com a vontade do Pai (Neste instante, o presidente da celebração convida os catequistas, pais e Catequizandos a prestarem um compromisso solene com a ação evangelizadora.
 Em seguida, ele os abençoa, para que sejam fiéis ao plano e Deus. A cada pergunta do presidente, todos responderão com firmeza:” Quero” ou “Prometo”. Inicialmente, os catequistas se aproximam do altar).
         Presidente: Meus queridos catequistas, vocês querem se dedicar com amor e responsabilidade ao serviço da catequese?
         Catequista: Quero.
         Presidente: Em sua missão de catequistas, prometem fidelidade a Deus, à Igreja, a mim, a seus coordenadores e a esta comunidade catequizadora?
         Catequista: Prometo
         Presidente: Prometem acolher com amor e misericórdia seus Catequizandos, dedicar-se fielmente à preparação dos encontros e também comparecer e participar ativamente das formações e dos estudos necessários que lhes forem designados?
         Catequista: Prometo
        
         Presidente: Bendito seja Deus, que lhes inspirou esses bons propósitos. Como pároco e responsável pelo crescimento espiritual desta paróquia, eu também prometo diante desta comunidade, ser um fiel animador da catequese. Eu os animo e abençôo: que o Senhor Deus os guarde das tentações do desânimo e do individualismo. Que o Espírito Santo os ilumine em seus estudos e encontros e os mantenha fiéis à Igreja de Cristo. Pela intercessão da Virgem Maria, a grande catequista, abençoe - os o Deus Pai Filho, Espírito Santo!
         Todos: Amém.

         Presidente: Meus queridos catequistas, nesse momento, eu os envio em sua missão. Como sinal desse compromisso, receba a Cruz de Cristo.
         (Nesse momento, o presidente passa a cruz para todos os catequistas, dizendo: ”Receba a cruz de Cristo”!)

Após receber a cruz os catequistas fazem juntos á oração.

ORAÇÃO DO CATEQUISTA:

Nós catequistas renovamos nosso compromisso com Deus, com a Igreja de Jesus Cristo e com nossa comunidade.
Queremos nos dedicar cada vez mais ao serviço da Palavra, através do ministério da Catequese, caminhando juntos em nossa realidade, vivendo intensamente a Eucaristia.
Queremos ser fiéis aos ensinamentos da Igreja e buscar sempre a Leitura Orante da Palavra de Deus.
Anunciaremos Jesus Cristo, promotor da Paz, que ressuscitou e está no meio de nós.
Faremos o possível para que nossos Catequizandos participem ativamente da vida e celebrações da comunidade, a fim de que, juntos, busquemos um mundo mais justo e mais fraterno,sinal do Reino de Deus.
Que o Senhor da vida, nos dê força e coragem para que sejamos fiéis a atividade profética da Esperança. Amém

         Animador: (Após dialogar com os catequistas, abençoá-los e enviá-los, o presidente dirige-se aos pais e responsáveis presentes, pedindo que fiquem em pé, e a cada pergunta respondam no singular: Quero ou Prometo)

         Presidente: Meus queridos pais e responsáveis pelos Catequizandos, é com imensa alegria que os acolho em nossa comunidade. Façam da casa do Senhor a sua casa de oração e fraternidade. Que possam buscar forças e sentido para suas vidas. Eu lhes pergunto: querem que seus filhos e filhas participem ativamente desta comunidade e que sejam por ela catequizados?
         Pais: Quero.

         Presidente: Prometem participar desta comunidade, para testemunhar uma vida repleta de fé e fraternidade?
         Pais: Prometo.

         Presidente: Bendito seja Deus, que lhes inspirou esses bons propósitos.

         Animador: Nesse momento os pais elevam a cruz para receber a bênção especial do presidente.

         Presidente: Que o Senhor os inspire aos ideais vividos pela Sagrada Família de Nazaré e os ajude a ser fiéis e entusiasmados com a catequese de seus filhos e filhas. Que suas casa possam ser templo de misericórdia e amor. Que essas cruzes que trazem nas mãos lembrem o amor infinito do Deus que deu a vida pela vida eterna de toda a humanidade. Abençoe-os o Deus Pai, Filho e Espírito Santo!
         Todos: Amém.

         Presidente: (Os pais permanecem segurando a cruz, com as mãos abaixadas. Agora é a vez de todos os Catequizandos dialogarem com presidente). Caros Catequizandos, fiquem em pé e respondam sempre com estas palavras no singular: “Quero” ou “Prometo”.

         Presidente: Meus queridos Catequizandos, que todos sejam bem vindos a esta comunidade. Com esse espírito de acolhida, eu lhes pergunto: querem participar dessa comunidade e serem por ela catequizados, acolhendo a Boa Nova de Jesus Cristo?
         Catequizandos: Quero

         Presidente: Prometem participar das celebrações todos os domingos e colaborar com esta comunidade que lhes acolhe com carinho? 
         Catequizandos: Prometo.

         Presidente: Prometem ainda participar dos encontros de catequese com boa vontade, animação, disciplina e fé respeitando as catequistas?
         Catequizandos: Prometo.

         Presidente: Bendito seja Deus que lhes inspirou estes bons propósitos. Que o Senhor Deus faça que as sementes da fé que habitam em seus corações cresçam e dêem bons frutos. Que Deus os anime nos encontros da catequese, nas celebrações e nas coisas deste ano. Que Ele os guarde de todo mal e de todo pecado. Abençoe-os o Deus Pai, Filho e Espírito Santo! 
         Todos: Amém.

         Animador: As cruzes serão abençoadas e entregues aos Catequizandos.

         Presidente: Bendito seja Deus, que fez desta Paróquia... uma comunidade catequizadora! Como sinal de encontro e do compromisso prestado por todos nós, eu convido os pais e, na sua ausência os catequistas  a entregar a cruz a seus filhos, repetindo com muita fé esta frase: “Receba a cruz de Cristo”!
         (Como sugestão, pode-se transferir o abraço da paz para esse momento em sinal de confraternização e saudação pelo compromisso mútuo assumido em nossa comunidade).   

OBS.:
  • As cruzes podem se feitas em papel mais firme e colocar atrás uma mensagem.
  • Após a celebração os Catequizandos podem ser convidados para ir até o Salão Paroquial para a divisão dos grupos por catequistas.
  •  Pode ser oferecido um lanche de confraternização.




DIOCESE DE PIRACICABA - COMISSÃO BIBLICO-CATEQUETICA  

COMPROMISSO E ENVIO DOS CATEQUISTAS - (1ª - sugestão )

Após a homília o presidente convida os catequistas, para ir até o presbitério.

PR: No centro da catequese, encontramos essencialmente uma Pessoa: Jesus de Nazaré, Filho único do Pai, cheio de graça e de verdade, que sofreu e morreu por nós, e que, agora ressuscitado, vive conosco para sempre.

CATEQUISTAS: Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Por isso nos comprometemos a viver em íntima e profunda experiência com Ele.

PR: Catequizar é procurar desvendar na Pessoa de Cristo, todo o plano eterno de Deus que nele se realiza. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados.

CATEQUISTAS: Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, por isso nos comprometemos a transfigurar sua Pessoa em nossa vida,

PR: Jesus é o Mestre que revela o homem a si mesmo. Mestre que salva, santifica e guia. Que está vivo e que fala. Desperta, comove, corrige, julga, perdoa, e caminha todos os dias conosco pelos caminhos da história. O Mestre que vem e que há de vir em sua glória.

CATEQUISTAS: Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida, por isso nos comprometemos a nos colocar a serviço dos irmãos, anunciando a todos suas mensagens de amor, em especial aos mais excluídos.

PR: Na Catequese é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado... Somente Cristo ensina. Qualquer outro que ensine, o faz na medida em que é seu porta-voz, permitindo a Cristo ensinar pela sua boca.

CATEQUISTAS: Jesus é o Caminho, a Verdade e A Vida. Por isso nos comprometemos a estarmos em permanente formação, para sermos fiéis e firmes em nossa vocação.

ORAÇÃO DO CATEQUISTA - Todos (as)
                
Nós catequistas renovamos nosso compromisso com Deus, com a Igreja de Jesus Cristo e com
nossa comunidade.
Queremos nos dedicar cada vez mais ao serviço da Palavra, através do ministério da Catequese, caminhando juntos em nossa realidade, vivendo intensamente a Eucaristia.
Queremos ser fiéis aos ensinamentos da Igreja e buscar sempre a Leitura Orante da Palavra de Deus. Anunciaremos Jesus Cristo, promotor da Paz, que ressuscitou e está no meio de nós.
Faremos o possível para que nossos catequizandos participem ativamente da vida e celebrações da comunidade, a fim de que, juntos, busquemos um mundo mais justo e mais fraterno, sinal do Reino de Deus.
Que o Senhor da vida, nos dê força e coragem para que sejamos fiéis a atividade profética da Esperança. Amém

SUGESTÕES: PARA DEPOIS DO COMPROMISSO:

1ª - CADA CATEQUISTA, NUM GESTO DE SERVIÇO PODERÁ LAVAR OS PÉS UM  DOS OUTRAS OU DE ALGUNS CATEQUIZANDOS E CANTAR: ”JESUS ERGUENDO-SE DA CEIA” OU OUTRO RELACIONADO,  ENQUANTO DURAR O GESTO.

2ª - CADA CATEQUISTA PODERÁ TER SEUS PÉS UNGIDOS PELO PRESIDENTE DA CELEBRAÇÃO COM OLEO PEFUMADO, PODENDO CANTAR “COMO SÃO BELOS OS PES DO MENSAGEIRO..”

PROFISSÃO DE FÉ

ORAÇÃO DA ASSEMBLÉIA

PR: Ó Pai, que por meio de Cristo, fizestes descer sobre a primeira comunidade cristã a força do Espírito Santo, renovai vossos prodígios em nosso meio. Fazei que sejamos dóceis à escuta da Palavra, perseverantes na oração, unidos na comunhão, alegres no partir do pão, e generosos no serviço fraterno. Rezemos juntos e digamos:

Todos: Que a Sua Palavra nos oriente.

1-Ó Pai, que os catequistas, em comunhão, com o Papa, os Bispos, os Sacerdotes e os Diáconos, desempenhem com zelo ardente e generoso sua missão de educar os verdadeiros discípulos de Cristo, rezemos...

Todos: Que a Sua Palavra nos oriente.

2-Ó Pai, que os pais tenham consciência de que devem ser para os filhos os primeiros educadores da fé, mediante a palavra e o testemunho, rezemos...

Todos: Que a Sua Palavra nos oriente.

3- Ó Pai, que as crianças, adolescentes, jovens e adultos,  façam juntos sua caminhada de fé ao encontro do Senhor, na escuta da Palavra, nas celebrações litúrgicas, e no testemunho da fraternidade, rezemos.  

Todos: Que a Sua Palavra nos oriente.
            

PR: Ö Deus, que pelo Espírito Santo, concedei a todos batizado, o Dom da Palavra, renovai nossos corações, abri nossos  lábios para o anúncio e tornai-nos coerente com o Evangelho.               

                      
NOS AVISOS: Catequistas anunciam dias e horários dos encontros (poderá ser feito no final da celebração no Salão, inclusive servindo um lanche)
                          
ENVIO DOS CATEQUISTAS (antes da bênção final)

PR: O Pai, que enviou o Seu Filho para ser o nosso Salvador, agora envia a vocês, catequistas, para revelar o seu amor com a palavra e o testemunho.

CATEQUISTAS: Eis - nos aqui. Enviai-nos, Senhor!

PR: Jesus Mestre, que confiou aos apóstolos a sua mensagem envia a vocês a para transmitir a sua Palavra, Luz para todo o momento da vida.

CATEQUISTAS: Eis - nos aqui, Envia-nos, Senhor!

PR: O Espírito Santo, Mestre interior da Igreja, os envia para edificar comunidade cristã na comunhão dos seus dons.

CATEQUISTAS: Eis - nos aqui. Envia - nos, Senhor

Benção Final

ENVIO DA ASSEMBLÉIA

CANTO DE DESPEDIDA: Quero ouvir teu apelo Senhor... (ou outro de envio)
  



DIOCESE DE PIRACICABA - COMISSÃO BIBLICO-CATEQUETICA
 

SUGESTÕES DE FORMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA PARA 2012
           
            1-Evangelização e Catequese - Primeiro anúncio (DNC 3)            
            2-Catequese e Evangelização (DNC 4)
            3-Vocação
            4-Vocação na Bíblia
            5-O Perfil do Catequista

 O perfil do catequista é um ideal a ser conquistado, olhando para Jesus, modelo de Mestre, de servidor e de catequista. Sendo fiel a esse modelo, é importante desenvolver as diversas dimensões: SER, SABER E SABER FAZER em comunidade. (DNC  262-276).
 Inclusive as bases cristãs: CRER, CELEBRAR, VIVER E ORAR - para ter não apenas como doutrina, mas como mistério.

O ser do catequista, seu rosto humano e cristão

  • Pessoa que ama viver e se sente realizada-Assume seu chamado com entusiasmo e como realização de sua vocação batismal. Compromete sua vida em beneficio de mais vida para o próximo. “Ser catequista é assumir corajosamente o Batismo e vivenciá-lo na comunidade cristã. É mergulhar em Jesus e proclamar o reinado de Deus, convidando a uma pertença filial à Igreja. O processo formativo ajudará a amadurecer como pessoa, como cristão e cristã, e como apóstolo e apóstola” (DGC 238) 
  •  Pessoa de maturidade humana e de equilíbrio psicológico. “Com base numa inicial maturidade humana, o exercício da catequese, constantemente reconsiderado e avaliado, possibilita o crescimento do catequista no equilíbrio afetivo, no senso crítico, na unidade interior, na capacidade de relações e de diálogo, no espírito construtivo e no trabalho de grupo” (DGC 239).
  • Pessoa de espiritualidade, que quer crescer em santidade. O catequista coloca-se na escola do Mestre e faz com Ele uma experiência de vida e de fé. Alimenta-se das inspirações do Espírito Santo para transmitir a mensagem com coragem, entusiasmo e ardor. “Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste” (Jo 17,3). Nutre-se da Palavra, da vida de oração, da Eucaristia e da devoção mariana. Falará mais pelo exemplo do que pelas palavras que profere (cf. CR 146). A verdadeira formação alimenta a espiritualidade do próprio catequista, de maneira que sua ação nasça do testemunho de sua própria vida.
  • Pessoa que sabe ler a presença de Deus nas atividades humanas. Descobre o rosto de Deus nas pessoas, nos pobres, na comunidade, no gesto de justiça e partilha e nas realidades do mundo. “A fé, no seu conjunto, deve enraizar-se na experiência humana, sem permanecer na pessoa como algo postiço ou isolado. O conhecimento da fé é significativo, ilumina a existência e dialoga com a cultura; na liturgia, a vida pessoal é uma oferta espiritual; a moral evangélica assume e eleva os valores humanos; a oração é aberta aos problemas pessoais e sociais” (DGC 87).
  •  Pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente. É aberta aos problemas reais e com sensibilidade cultural, social e política. Cada catequista assumirá melhor sua missão à medida que conhecer e for sensível à defesa da vida e às lutas do povo. “Olha o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade de seu tempo” (DGC 16).
  • Pessoa que busca, constantemente, cultivar sua formação. Assumir a missão catequética é cuidar com esmero de sua autoformação. Somos pessoas em processo de crescimento e de aprendizado, desde a infância até a velhice. As ciências teológicas, humanas e pedagógicas estão sempre em evolução e progresso. Daí a necessidade de uma formação permanente, assumida com responsabilidade e com perseverança. A catequese, em qualquer ambiente, “precisa de pessoas que buscam preparação e estejam dispostas a aprender sempre mais, para dar um testemunho convincente de fé. Não basta boa vontade, é preciso uma atualização dinâmica [...]. Requer, também, uma grande intimidade com a Palavra de Deus, com a doutrina e a reflexão da Igreja [...]” (CMM 38f).
  • Pessoa de comunicação, capaz de construir comunhão. O catequista cultiva amizades, presta atenção nas pessoas, está atento a pequenos gestos que alimentam relacionamentos positivos. A delicadeza diária, simples, também é um anúncio do amor de Deus, através da consideração dos sentimentos das pessoas. “A comunicação autenticamente evangélica supõe uma experiência de vida na fé e de fé, capaz de chegar ao coração daquele a quem se catequiza”. (CR 147).
O saber do catequista

A formação dos catequistas é atualmente uma das tarefas mais urgentes de nossas comunidades, pois, “o catequista é de certo modo, o intérprete da Igreja junto aos catequizandos” (DCG 35).
  • Conhecimento dos elementos básicos que formam o núcleo de nossa fé (cf. DGC 130);
  • Suficiente conhecimento da Palavra de Deus: a Bíblia é fonte de catequese e, portanto, indispensável na formação. “A Sagrada Escritura deverá ser a alma da formação” (DGC 240). A própria Igreja coloca à disposição de seus fiéis documentos que ajudam a aprofundar essa reflexão;
  • Familiaridade com as ciências humanas, sobretudo pedagógicas: o catequista adquire o conhecimento da pessoa humana e da realidade em que vive, através das ciências humanas que, nos nossos dias, alcançaram um grau extraordinário de desenvolvimento;
  • Conhecimento das referências doutrinais e de orientação: Catecismo da Igreja Católica, documentos catequéticos, manuais... “Diante do legítimo direito de todo batizado de conhecer da Igreja o que ela recebeu e aquilo em que ela crê, o Catecismo da Igreja Católica oferece uma resposta clara. É, por isso, um referencial para a catequese e para as demais formas do ministério da Palavra” (DGC 121); conhecimento suficiente da pluralidade cultural e religiosa, com capacidade para encontrar nela as sementes do Evangelho: “A catequese, ao mesmo tempo que deve evitar qualquer manipulação de uma cultura, também não pode limitar-se simplesmente à justaposição do Evangelho a esta, de maneira decorativa, mas sim deverá propô-lo de maneira vital, em profundidade e isso até as suas raízes, à cultura e às culturas do homem” (DGC 204; EN 20). Considerando a pluralidade religiosa fortemente presente em nossa sociedade e até nas próprias famílias de catequistas e catequizandos, é preciso educação para o diálogo, com conhecimento sério da própria identidade de fé e respeito pelo sentimento religioso dos outros;
  • Conhecimento das mudanças que ocorrem na sociedade, inteirando-se sobre as descobertas recentes da ciência nos diversos campos: genética, tecnologia, informática... A inculturação da mensagem cristã nesses campos é cada vez mais desafiante. A voz do Espírito que Jesus, por parte do Pai, enviou a seus discípulos ressoa, também, nos acontecimentos da história. Por trás dos dados mutáveis da situação atual e nas motivações dos desafios que se apresentam à evangelização, é necessário descobrir os sinais da presença e dos desígnios de Deus (cf. ChL 3);
  • Conhecimento da realidade local, da história dos fatos, acontecimentos, festas da comunidade, como terreno para uma boa semeadura da mensagem: o discípulo de Jesus Cristo, de fato, participa das alegrias e das esperanças, das tristezas e das angústias dos homens de hoje (cf. GS 1, DGC 16);
  • Conhecimento dos fundamentos teológicos pastorais, para ser a voz de uma Igreja com rosto misericordioso, profético, ministerial, comunitário, ecumênico, celebrativo e missionário.

O saber fazer do catequista:

A questão metodológica Para que o catequista possa tornar-se uma pessoa de testemunho e de confiança perante a comunidade, é preciso que seja competente em sua ação catequética, superando a improvisação e a simples boa vontade. Para isso, é preciso levar em consideração várias dimensões:
relacionamento, educação, comunicação, pedagogia, metodologia e programação.
·        Relacionamento: o catequista necessita cultivar a qualidade das relações, pois elas permitem maior interação entre as pessoas. Jesus criou espaços de relacionamento afetuoso, acolhedor, misericordioso, que permitiam às pessoas maior proximidade. O catequista é um mediador de inter-relações na dinâmica do Reino. Um espaço privilegiado de relações humanas fraternas, de ajuda e de crescimento é o grupo de catequistas. As relações passam pela experiência do diálogo, do compartilhar, da amizade, da convivência dos grupos de trabalho, das festas.
·         Educação: o catequista, como o Mestre Jesus, será um educador com possibilidade de desenvolver potencialidades, qualidades e capacidades para maior maturidade humana e cristã. “A formação procurará fazer amadurecer no catequista a capacidade educativa, que implica: a faculdade de ter atenção com as pessoas, a habilidade de interpretar e responder à demanda educativa, a iniciativa para ativar processos de aprendizagem e a arte de conduzir um grupo humano para a maturidade. Como acontece em toda arte, o mais importante é que o catequista adquira seu próprio estilo de ministrar a catequese, adaptando à sua personalidade os princípios gerais da pedagogia catequética” (DGC 244).
·        Comunicação: o catequista necessita ser um promotor de comunicação da vida e da fé. “Ele desperta e provoca a palavra dos membros da comunidade” (CR 145). Além dos meios de comunicação da própria Igreja, é importante utilizar material do mundo secular, veiculado através de TV, rádio, jornais, internet, fitas de vídeos, CDs, DVDs.
·        Pedagogia: o catequista necessita conhecer e integrar elementos de pedagogia na sua prática, fundamentando-a na pedagogia divina, com ênfase na pedagogia da encarnação; nela se destacam: 
·         a) o diálogo de Salvação entre Deus e a pessoa, ressaltando a iniciativa divina, a     motivação amorosa, a gratuidade, o respeito pela liberdade;
    • b) uma Revelação progressiva, adaptada às situações, pessoas e culturas;
    • c) a valorização da experiência pessoal e comunitária da fé;
    • d) o Evangelho proposto em relação com a vida;
    • e) as relações interpessoais;
    • f) o uso de sinais, onde se entrelaçam fatos e palavras, ensinamento e experiência;
    • g) a pedagogia litúrgica;
    • h) a mistagogia do processo catecumenal.
    • ·        Metodologia: o catequista necessita de:
    • a) um suficiente conhecimento dos interlocutores, para haver uma sintonia com as suas necessidades, sentimentos, situações, cultura, valorizando a experiência que cada pessoa traz. Qualquer metodologia deve se inspirar no princípio da interação fé e vida (cf. CR 113-117);
    • b) levar em conta as ações concretas na comunidade, a memorização, sobretudo das formulações de fé expressas na Bíblia, a criatividade dos catequizandos, a importância do grupo e a comunidade como lugar visível da fé e da vida.
  • Programação: aos responsáveis pela catequese compete conhecer e realizar um planejamento de forma conjunta com o pároco, pais, catequistas e catequizandos, fazendo uma interação com a programação própria da comunidade. Nessa programação incluem-se projetos de formação permanente. É preciso “saber programar a ação educativa, no grupo de catequistas, ponderando as circunstâncias, elaborando um plano realista e, após a sua realização, avaliá-lo criticamente” (DGC 245).