quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PARA O PRIMEIRO ENCONTRO COM PAIS
ENCONTRO COM PAIS DE CATEQUIZANDOS
Tema: Ser Igreja, ser comunidade


Ambientação:
- À frente da assembleia, uma mesa decorada com flores, com duas velas e lugar para por a Bíblia;
- Uma outra mesa com uma jarra de vidro com água e um outro recipiente de vidro transparente, vazio. Uma velinha flutuante e fósforo para acendê-la;
- Na recepção, na mesa onde estiver as listas de presença para assinatura dos pais, colocar uma cesta com pequenas pedrinhas e entregar uma ou mais pedrinhas para cada um que chegar.

Material:
Um modelo do convite enviado aos pais, em tamanho maior (A4);
- Um cartaz grande (cartolina), com a mesma Igreja do convite, sem ter nada escrito, mas, dentro das portinhas colar várias figuras de crianças, famílias, pessoas, tipo um porta-retrato gigante;
- Bexigas, canetas ou canetinhas para desenhar nas bexigas.

ROTEIRO DO ENCONTRO



19h30 – Abertura/acolhida – Coordenação
- Boa noite, boas vindas...
(Se o padre estiver presente, convidá-lo para uma palavra de acolhida a todos).
- Pedir para que todos fiquem em pé para leitura da Palavra...

(Um catequista faz a entrada da Bíblia e todos cantam “A Bíblia é a Palavra de Deus, semeada no meio do povo...”. A mesma catequista ou outra faz a leitura Bíblica.) 

Leitura Bíblica – Efésios 2, 19-22 –

19h40 – O que é ser Igreja?
 - Lembrar do convitinho enviado a eles, perguntar quem recebeu e se gostaram do convite (Mostrar o modelo maior em A4). Falar da “chamada” do convite “Venha ser Igreja!”, colocada no alto, no lugar dos sinos que “chamam os fiéis”. Falar da mensagem do convite colocada dentro da “portinha” ... e abrindo a portinha mostrar que, com aquele texto, todos estão ali, naquele momento, e foram “acolhidos” para estar “dentro” da nossa Igrejinha/comunidade...

Falando do que é Igreja - Nós ouvimos essa palavra em quase todos os nossos ambientes. Muitos usam esse nome para descrever um belo edifício construído em um determinado lugar. Outros usam o termo para falar de uma organização religiosa. É de fundamental importância saber o que significa o termo Igreja. Origina-se do grego e do latim:
A palavra Igreja deriva de Eckesia, que em grego quer dizer “assembléia”, eram assim chamadas as reuniões em Atenas, na Grécia antiga.
Já em latim, a palavra Eclésia significa Igreja como lugar de reunião. Originalmente, Eclésia é “curral de ovelhas”, lembrando aqui, que Jesus nos chamava de “suas ovelhas”, sendo Ele nosso Pastor.

Mas, o que é “Igreja” para nós. O que pensamos e lembramos quando alguém diz: “Vou à Igreja”? (Incentivar a participação dos ouvintes, que alguém dê um “palpite”)
O que nos vem à mente primeiro é a imagem do “prédio”, da construção da Igreja, não é?
Mas, será que Igreja é só uma edifico, um lugar onde as pessoas se reúnem? Não, ela não é apenas uma construção com blocos, pedras e cimento, mas um edifício construído com “pedras vivas”...

- Pedir a todos que venham colocar as pedrinhas que ganharam na entrada, no recipiente de vidro ali na frente...

Lembrar então, o conceito de “pedras vivas” da carta de São Pedro:
Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo". (1 Pedro 2, 5)

Relembrar a leitura bíblica feita no início do encontro, destacando os termos em negrito:

"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; na qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito". (Efésios 2, 19-22)

E como nós podemos ser santos? Como seremos família? Como vamos nos “ligar”, unir as pedras, para nos tornamos edifício da habitação de Deus no Espírito?

- Despejar a água na jarra, lentamente no recipiente com as pedras...

Agora, com a água despejada aqui, não “ligamos” todas as pedras?

E o que vem a ser essa “água”? (Incentivar a participação dos ouvintes, perguntando a eles...)

Esta água simboliza o nosso “batismo”, nosso “renascimento”. A água nos torna cristãos, nos torna Igreja, nos torna “edifício da habitação do Senhor”. Mas ainda falta uma coisa...

-Colocar a vela flutuante acesa no recipiente com as pedrinhas e a água...

Falta nesta nossa construção o fogo do “Espírito Santo”, que nos dá força, luz, energia!

Esse edifício é chamado a atingir uma finalidade, isto é, ser santo, viver em comunhão e oferecer sacrifícios agradáveis a Deus.

- Lembrar que a água do batismo é o que une as “pedras”, que nos faz parte de um “corpo”.

Portanto, a Igreja é um corpo, nela não há separação, se existe divisão é porque ainda não aprendemos a ser Igreja. O corpo é formado por vários membros, a Igreja é formada e representada por muitas pessoas e a esse conjunto de pessoas chamamos de comunidade. Seremos Igreja quando formos comunidade chamada a sair e anunciar a Palavra. Isso se faz com humildade e com a intenção de agradar a Deus.

Não estamos falando do edifício em si, mas estamos falando da criação de um “corpo” na cidade de Ipeúna (colocar o nome do bairro e cidade), com pessoas diferentes e um objetivo comum: Santificar, ensinar e disseminar o Projeto de Jesus Cristo.

Hoje em dia, os desafios são bem mais acentuados quando da criação da paróquia há tantos anos atrás (se souber, citar). O mundo secularizado e pluralista oferece às pessoas não só uma autonomia, mas também muitos valores que nada tem a ver com a ética cristã, dando à sociedade um prazer imediato e a ilusão de ter alcançado os seus objetivos saciando seus desejos meramente materiais. Ninguém mais parece preocupado em ser “Igreja”, comunidade de pessoas unidas em prol do bem comum. E alguns, que estão na Igreja no momento das celebrações, parecem ter esquecido que não basta só estar lá rezando por si mesmo... É preciso sair da celebração da missa, transformando ela em “missão”, em projeto, em “fazer” pelo bem da comunidade.

E o que é comunidade? Comunidade é ter algo em “comum”, é “partilhar” o pão, repartir aquilo que temos. Igreja que não é comunidade, é apenas um prédio de tijolos...

A Igreja, na pessoa de nossos líderes, o Papa, os bispos, nossos padres, diáconos... têm insistido em uma nova evangelização, cujo foco central é a pessoa de Jesus Cristo: caminho, verdade e vida. É isso que a Igreja deseja realizar com a ajuda de seus batizados. Os desafios de hoje são imensos no campo da evangelização, mas a nossa esperança é maior ainda e, por isso, podemos sonhar com uma sociedade que expressa uma fé madura, levando-a a um comprometimento com a Igreja. Mas tudo depende de nossas ações. A Igreja é o nosso próprio retrato.... Querem ver?

- Mostrar o cartaz da Igreja como “porta-retratos” ..., Abrir as portinhas e mostrar o rosto das pessoas, que somos nós mesmos...

- Convidar a equipe do dízimo para expor as razões e necessidades da Igreja, incentivando os pais a partilhar...

20h10 – Dízimo – Equipe do Dízimo

20h20 – Avisos e recomendações – Coordenação

- Fala sobre “comprometimento”, sobre sermos uma pequena “comunidade”, a catequese, dentro de uma comunidade maior que é a paróquia. Que os pais se comprometam realmente com a catequese dos filhos.

- Avisos e assuntos pontuais da catequese.

20h30 – Dinâmica: “Onde está meu filho?”

- Interessante chamar os pais para um salão onde tenha um espaço vazio. Se não houver tempo, realizar pelo menos a primeira parte da dinâmica.

- Pequena reflexão – usar o “gancho” da brincadeira e apresentar cada uma dos catequistas aos pais... eles dirão seus nomes, dia e horário da catequese e o primeiro nome de seus catequizandos.

- Benção de despedida.
- Pedir que fiquem, dois a dois, um de frente para o outro: Citar a importância da imposição das mãos na Biblia, onde se pede a proteção de Deus e a infusão do Espírito Santo. Lembrar do quanto é importante pedirmos a bênção aos nossos pais, avós... abençoarmos nossos filhos, afilhados, sobrinhos. Convidar os pais a “resgatar” este bonito gesto da nossa Igreja.
- Então, primeiro um depois o outro fará a seguinte bênção: coloca as duas mãos sobre a cabeça do outro e diz: “Deus te abençoe e te guarde...” em seguida abraça o outro, primeiro de um lado dizendo: “Te dê muita paz” ... e depois do outro: “Te dê muito amor... Amém”.
- Convidar a todos para, de mãos dadas, rezar o Pai- Nosso.

20h45 – Encontro com catequista da turma

- Convidar os pais a acompanhar as suas catequistas às salas.

20h30 – Encerramento/término

Despedida feita pelos próprios catequistas de cada turma/sala.
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AVALIAÇÃO DO ENCONTRO:
Na hora da dinâmica dos balões eles amaram a brincadeira... Mostraram-se tão preocupados em “cuidar” dos seus filhos, que poucos os perderam de vista.

Gostaram também da bênção que fizemos no final.


MODELO DE CONVITE






DINÂMICA - ONDE ESTÁ MEU FILHO?
Uma dinâmica muito interessante para fazer com os pais num dos primeiros encontros:

DINÂMICA - ONDE ESTÁ MEU FILHO?

Material: Balões (bexigas) e canetinhas.


01 – ENCHENDO BALÕES

-Cada pai/mãe enche um balão colorido e desenha nele o seu filho. Pode desenhar só o rosto, O corpo inteiro, pode escrever o nome do filho(a)... algo que o identifique;

-Todos ficaram em círculo num espaço vazio e ao comando da catequista vai tocando no balão para cima devagar:

Segure com carinho seu filho...
Agora toque levemente para cima... ele está começando a sair de casa... está indo pra escola;
Agora toque um pouquinho mais forte, ele vai sair com a tia...
Isso, agora um pouquinho mais forte, ele está indo dormir fora pela primeira vez... (os pais quase morrem aqui... rsrsr);
Agora com mais força... eles estão indo pra primeira viagem de férias... (pensa a reação!).
Mais forte, deixem ir bem longe, pois agora estão indo pra praia com a madrinha... (dava pra ver uma linha inexistente entre os pais e seus balões) ...
Vamos bater mais longe... Ele vai pra catequese também! 
Tente não perdê-lo de vista, mais toque o mais forte que puder e não saia do seu lugar, pegue o balão que estiver mais perto de você...
Ei, onde está seu filho? Você conhece a pessoa que o está segurando agora?

OBSERVAÇÕES: Os pais sofrem e riem durante a dinâmica ao perceber o medo que têm de soltar os "filhos-balões" e contestam o tempo todo, quase clamando para que a brincadeira pare... Quem não está com o balão-filho desenhado faz questão de recuperá-lo.. E a gente os devolve a eles.

REFLEXÃO: Você sabe quem é a pessoa que está com seu filho? O que ela pensa? O que ela fala? Será que gosta de criança? Será que vai entender o jeito de ser dele? Será que irá tratá-lo com carinho e atenção? Será que vai saber transmitir a mensagem que ele precisa? Qual o nome desta pessoa?

Refletir sobre a importância dos pais conhecerem a Igreja, o ambiente e a catequista da criança, saber como a catequese funciona, como a catequista trabalha, afinal é com ela que eles estão deixando as suas "produções", seus "balões", seus presentes de Deus.

A segunda dinâmica contextualiza ainda mais este pensamento e o completa.

2- TRABALHANDO JUNTOS

- Os pais fazem um círculo segurando os balões e a catequista fica no meio;
- Um participante do encontro pode ser convidado a ser ajudante na brincadeira;
- Ao sinal todos começaram a jogar os balões para cima, sem desmanchar o círculo;
- O ajudante vai tocando um pai/mãe de cada vez e este vai se sentando e deixando o balão na brincadeira;
- Todos tem que se esforçar para que nenhum balão caia no chão;
- A catequista, continuava no meio tentando, em vão, manter os balões no ar..

REFLEXÃO: Antes de a brincadeira terminar, alguém grita: "essa catequista não está dando conta de segurar os filhos da gente!"...

E aí parte-se para a reflexão que queremos: A catequista precisa da ajuda dos pais para poder realizar um bom trabalho. Os pais não podem apenas largar os filhos na Igreja sem saber com quem eles estão e sair de cena sem saber o que acontece e as dificuldades que a catequista, que a catequese está enfrentando. Precisamos trabalhar juntos, como uma equipe, para que a evangelização funcione, afinal dentro de uma sala tem uma gama de balõezinhos, uma de cada tamanho, cor, pensamento e sentimentos diferentes, somente com a ajuda dos pais será possível compreendê-los e promover uma evangelização que contribua para o crescimento da criança. Deixar a catequista "sozinha" para segurar tantos balõezinhos... Não, não é possível fazer um bom trabalho.


Ângela Rocha


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