quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

SE VOCÊ VAI VOLTAR À MISSA




Este artigo é para você se tem pensado em voltar à Missa. Talvez tenha pasado pouco tempo desde a última vez que foi, ou tal vez tenha pasado muito. Se o voltar à Missa tem estado em sua mente, se tem sentido um pequeno desejo em seu coração que quer voltar, porém está preocupado, ansioso ou simplesmente um pouco inseguro sobre fazê-lo, isto é para você

Pensa que quando entrar na igreja fará um piscar de luz por cima de sua cabeça dizendo: “Olha esta pessoa não vinha à Missa há anos!” Não tenha medo, Deus o quer como está agora. Para voltar a participar da Missa, não tem que ser perfeito. Deus quer que todos nos aproximemos do melhor que Ele tem preparado para nós que é a Eucaristía, porém, isso não significa que tenha que passar por um detetor de metais de seus pecados antes de entrar. Volte como você é e Deus fará Sua parte.

SE SENTE NO SEU CORAÇÃO O DESEJO DE REGRESSAR, AQUI LHE DEIXAMOS ALGUMAS ORIENTAÇÕES:

1. ENCONTRA ALGUÉM COM QUEM POSSA IR
É difícil ir a um lugar novo sozinho e não é diferente se vai voltar à Missa depois de algum tempo. Se quer ir, porém, não lhe fica outra que ir só, olha se pode contatar alguém que possa ir com você. Pode ser um amigo que já vai regularmente a uma paróquia, ou simplemente um conhecido. Talvez um membro da familia que previamente lhe tenha pedido que vá com ele.

2. LEMBRE-SE ONDE VAI. PREPARE-SE COM ANTECEDÊNCIA
Como em qualquer ocasião especial, a preparação é importante. Vista sua melho rroupa, pois isto tem um impacto em como se sente e se comporta quando está ali. Vestir-nos para a ocasião nos ajuda a enfocar-nos. Em segundo lugar, ajuda muito buscar a leitura do Evangelho um dia antes. Lê-lo e meditá-lo um pouco (em vez de ir às cegas). Se você vai em familia, trata de ler o comentário junto com eles. Pode encontrar as leituras diárias e ler uma reflexão do Evangelho para ajudá-lo a entender o significado da Palavra de Deus e como esta pode impactar em sua vida.

3. PROCURA CHEGAR UM POUCO ANTES
Procura chegar com tempo para que não tenha uma correría estressante de última hora. Se a igreja tem, pega um cancioneiro ou um folheto da missa para que possa seguir suas partes. Usamos este pequeno tempo antes, para fazer silêncio, orar e pedir ao Espírito Santo que nos permita participar na Missa da melhor maneira.

4. PARTICIPA SEM MEDO
Missa não é uma forma de entretenimento, porém, tampouco estamos para ser observadores estáticos do evento. Canta com todo seu coração (não importa se acredita que canta mal, não é uma competição). Sê um participante ativo. Não se preocupe se comete erros e se não está seguro de quando sentar-se, parar ou ajoelhar-se; só tem que seguir às pessoas que o rodeiam. Se está confundido quanto ao por que de pé ou de joelhos, recorda que isto ajuda a centrar-nos na importância do que está acontecendo nesse momento. O principal é dar-lhe tudo o que possa à Missa, trazendo todo o bem e o mal de sua vida e pondo-o diante do Pai celestial que o ama.

5. NÃO SE PREOCUPE COM SEUS FILHOS
Talvez volte retorne à Missa com seus filhos. Se é assim, por favor, não se preocupe se seu bebê está chorando. Haverá muitas pessoas que são pais e recorda o que é levar um bebê à Missa. Muitas paróquias temum lugar especial na parte posterior, onde pode levar o bebê se quer e todavia pode seguir a Missa dalí. Para crianças maiores é bom trazer-lhes algo (como um livro de orações ou histórias da Biblia), desta forma, eles poderão participar também.

6. ENTENDA A IMPORTÂNCIA DA COMUNHÃO
Antes de ir receber a comunhão, convida a Jesus ao seucoração e trata de estar muito presente no momento. Depois de comungar é bom que se detenha um tempo no banco falando com Jesus e agradecendo-lhe por tudo o que lhetem dado. Cristo é um presente belo, se está preparado!Recorda que só debe receber a comunhão se está em um estado de graça. Retornar à missa é muito mais que um ritual, é um encontró autêntico com Cristo e queremos fazê-lo com um coração limpo. Se não pode receber a Eucaristia, ou se não conseguiu confessar-se, por favor não deixe de participar na Missa por isto, pouco a pouco começará a estar preparado. Por certo, todos (especialmente os que participamos da Missa regularmente) temos que recordar a necessidade de não tomar ao Senhor e a nossa salvação por rotina. Não se preocupe pelo que os outros pensem. É entre você e Deus. Ninguém debe julgar à pessoa da fila da comunhão ou dos bancos. Não é um tempo para olhar e pensar por que uns receberam ou não receberam a comunhão, é um tempo para olhar nosso proprio coração, e com confiança e alegria pedir ao Senhor que nos cure.

7. FICA UM POUCO AO TERMINAR A MISSA
Logo que terminar a missa, não se apure em sair da igreja. Toma alguns momentos para refletir sobre o que acaba de acontecer. Houve algo que o impactou? Como isto pode mudar sua vida? O que você necesita fazer para mudar?

8. E FINALMENTE… NÃO ESPERE A PERFEIÇÃO!
Às vezes quando vamos à Missa não é como nós desejaríamos. Em um mundo ideal, a celebração da Missa estaría cheia de vida e alegria, o sacerdote faria uma homilía preciosa e todo o mundo poderia sentir-se completamente um com Deus. Porém, muitas vezes a Missa pode ser diferente, pode nos parecer aborrecida e monótona. Independentemente de sua experiência, recorda que Cristo está verdadeiramente presente e Ele não está limitado por nossas imperfeições humanas. Ainda que a Missa lhe pareça aborrecida, Cristo está todavía ali, se apresenta inclusive se as pessoas não estão realmente presentes. Concentre-se em dá-Lo tudo, buscar uma conexão com Deus e com os que o rodeiam, e recorda que a Missa é un ato de fé. Não se preocupe se não sente nada, porém, por favor, esteja seguro de que Cristo está encantado de vê-lo de novo!!!

“A SEMENTE  SEMPRE É DE BOA QUALIDADE, POIS É A PALABRA DE DEUS. PARA ELA GERMINAR DEPENDE O TERRENO EM QUE CAIR. PREPARE BEM SEU TERRENO (CORAÇÃO) PARA QUE ELA GRMINE E DÊ BONS E SABOROSOS FRUTOS”
* Silvana Ramos para CatholicLink




domingo, 10 de janeiro de 2016

BATISMO DO SENHOR



Eu vos batizo com água, mas virá Aquele que é mais forte do que eu...Ele vos batizará no Espirito Santo e no fogo” (Lc 3,16)


A celebração do Batismo do Senhor nos exige um compromisso de liberdade, que muitas vezes, foi obscurecido por uma exacerbada religiosidade descomprometida com a prática do Evangelho. Os textos de hoje são absolutamente explícitos. O julgamento misericordioso das nações será vingado pelo servo eleito, amado e dileto. Não clama nem levanta a voz (...) Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega, mas promoverá o julgamento para obterá verdade. Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra”Para que não reste nenhuma dúvida, o profeta declara que a prática da justiça será abrir os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão e livrar do cárcere os que se vivem nas trevas. O livros de Atos nos assegura e alerta que “Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, Ele aceita quem O teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”O Evangelho nos desvela que o Batismo de Jesus não foi nada extraordinário. Quando todo o povo estava sendo batizado no Jordão se solidariza com os pecadores que buscam conversão. E por seu batismo na cruz extingue, pelo corpo entregue e sangue derramado, toda miséria do desamor cristalizada no pecado do mundo. Tudo o que acontece entre seu batismo e sua morte na cruz testemunha, com toda a sua visibilidade, o amor de Jesus. Nele, cumpriu-se o profeta Isaias:“Eis o meu servo, eu o recebo; eis o meu eleito, nele se compraz a minha alma; pus meu espirito sobre ele, ele promoverá o julgamento da nações” (Is 42,1)O Senhor inverte a realidade política: quem recebe o poder do julgamento de Deus é um Servo. Como Jesus, o Cristo, somos ungidos pelo Batismo para corrermos riscos e não para nos aninharmos numa vida medíocre e fútil que nos alienado mundo e nos encerra em redoma de autossatisfação religiosa. A exigência de uma conversão permanente é, provavelmente, mais difícil para nós cristãos, tantas vezes orgulhosos de nossas certezas e seguranças, do que para os outros. Talvez esteja mais perto de uma metanóia“quem não aceita uivar com os lobos, nem zurra com os asnos” (provérbio africano). Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

EPIFANIA DO SENHOR


 “Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O».(Mt 2,3).

EPIFANIA significa "manifestação".Jesus se dá a conhecer. Embora Jesus tenha aparecido em diferentes momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como Epifanias três eventos:
  • Epifania a São João Batista no Jordão (cf. Mt 3, 13-17).
  • Epifania a seus discípulos e começo de Sua vida pública com o milagre em Caná (cf. Jo 2, 1-12).

A Epifania que mais celebramos no 
Natal é a primeira. A festa da Epifania tem sua origem na Igreja do Oriente. Diferentemente da Europa, no dia 6 de janeiro tanto no Egito como na Arábia se celebra o solstício, festejando o sol vitorioso com evocações míticas muito antigas. Epifanio explica que os pagãos celebravam o solstício invernal e o aumento da luz aos treze dias desta mudança; nos diz também que os pagãos faziam uma festa significativa e suntuosa no templo de Coré. Cosme de Jerusalém conta que os pagãos celebravam uma festa muito antes dos cristãos com ritos noturnos nos quais gritavam: "a virgem deu à luz, a luz cresce".

Entre os anos 120 e 140 dC os gnósticos trataram de cristianizar estes festejos celebrando o batismo de Jesus. Seguindo a crença gnóstica, os cristãos de Basílides celebravam a Encarnação do Verbo na humanidade de Jesus quando foi batizado. Epifanio trata de dar-lhes um sentido cristão ao dizer que Cristo demonstra assim ser a verdadeira luz e os cristãos celebram seu nascimento. Até o século IV a Igreja começou a celebrar neste dia a Epifania do Senhor. Assim como a festa de Natal no ocidente, a Epifania nasce contemporaneamente no Oriente como resposta da Igreja à celebração solar pagã que tentam substituir. Assim se explica que a Epifania no oriente se chama: Hagiaphota, quer dizer, a santa luz. Esta festa nascida no Oriente já era celebrada na Gália a meados do séc. IV onde se encontram vestígios de ter sido uma grande festa para o ano 361 dC. A celebração desta festa é um pouco posterior à do Natal.


OS REIS MAGOS


Enquanto no Oriente a Epifania é a festa da Encarnação, no Ocidente se celebra com esta festa a revelação de Jesus ao mundo pagão, a verdadeira Epifania. A celebração gira em torno à adoração à qual foi sujeito o Menino Jesus por parte dos três Reis Magos (Mt 2 1-12) como símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade.


De acordo com a tradição da Igreja do século I, estes magos são como homens poderosos e sábios, possivelmente reis de nações ao leste do Mediterrâneo, homens que por sua cultura e espiritualidade cultivavam seu conhecimento do homem e da natureza esforçando-se especialmente para manter um contato com Deus. Da passagem bíblica sabemos que são magos, que vieram do Oriente e que como presente trouxeram incenso, ouro e mirra; da tradição dos primeiros séculos nos diz que foram três reis sábios: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano de 474 d.C seus restos estiveram na Constantinopla, a capital cristã mais importante no Oriente; em seguida foram trasladados para a catedral de Milão (Itália) e em 1164 foram trasladados para a cidade de Colônia (Alemanha), onde permanecem até nossos dias.


Trazer presentes às crianças no dia 6 de janeiro corresponde à comemoração da generosidade que estes magos tiveram ao adorar o Menino Jesus e trazer-lhe presentes levando em conta que "o que fizerdes a cada um destes pequenos, a mim o fazeis" (Mt. 25, 40); às crianças fazendo-lhes viver formosa e delicadamente a fantasia do acontecimento e aos adultos como mostra de amor e fé a Cristo recém-nascido.




ANÚNCIO DAS SOLENIDADES MÓVEIS DE 2016
Irmãos caríssimos, a glória do Senhor manifestou-se, e sempre há de manifestar-se no meio de nós, até a sua vinda no fim dos tempos. Nos ritmos e nas vicissitudes do tempo, recordamos e vivemos os mistérios da salvação.
O centro de todo o Ano Litúrgico é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, que culminará no Domingo de Páscoa, este ano em 27 de março.
Em cada domingo, Páscoa semanal, a Santa Igreja torna presente este grande acontecimento, no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte.
Da celebração da Páscoa do Senhor derivam todas as celebrações do Ano Litúrgico:
-as cinzas, início da Quaresma, em 10 de fevereiro;
-a Ascensão do Senhor, em 08 de maio;
-o Pentecostes, em 15 de maio;
-o 1º Domingo do Advento, em 27 de novembro.
Também as festas da Santa Mãe de Deus, dos Apóstolos, dos Santos, e na comemoração dos Fiéis Defuntos, a Igreja peregrina sobre a terra proclama a Páscoa do Senhor.
A Cristo que era, que é e que há de vir, Senhor do tempo e da história, louvor e glória pelos séculos dos séculos. Amém.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

DIA MUNDIAL DA PAZ


TEMA: «Vence a indiferença e conquista a paz»

Conselho Pontifício da Justiça e da Paz apela à «consciência solidária» de povos e nações

Cidade do Vaticano, 11 agosto 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco escolheu o tema “Vence a indiferença e conquista a paz” para o 49.º Dia Mundial da Paz, comemorado no dia 1 de janeiro de 2016, informou hoje o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz.
“A Mensagem de 2016 pretende ser um ponto de partida para todas as pessoas de boa vontade, em particular as que trabalham na educação, cultura e nos meios de comunicação, agindo cada um segundo suas próprias possibilidades e de acordo com as melhores aspirações para construirmos juntos um mundo mais consciente e misericordioso, e, portanto, mais livre e mais justo”, revela o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz.
Num comunicado publicado na Sala de Imprensa da Santa Sé, o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz observa que a “indiferença aos flagelos atuais” é um dos motivos que prejudicam a paz no mundo.
“A indiferença é frequentemente associada a várias formas de individualismo que produzem isolamento, ignorância, egoísmo, e isso leva ao desinteresse”, alerta o conselho pontifício para quem o aumentar a informação “não é sinónimo de maior atenção para os problemas” se estes não foram acompanhados por uma maior consciência solidária.
Por isso, para além da contribuição das famílias reafirma-se o pedido de ajuda aos educadores, aos formadores, a todos os operadores culturais e de média, aos intelectuais e aos artistas.
“Na verdade, a indiferença pode ser superada apenas se se enfrentar esse desafio juntos”, observa o dicastério presidido pelo cardeal Peter Turkson.
“A paz deve ser conquistada. Não é um bem que é obtido sem esforço, sem conversão, sem criatividade e sem dialética. Trata-se de sensibilizar e educar para o sentido da responsabilidade para questões muito graves que afligem a família humana”, acrescenta o comunicado.
Neste contexto, o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz deu como exemplo “O fundamentalismo e seus massacres; perseguições por causa da fé e etnia; violações da liberdade e dos direitos dos povos; abuso e escravidão de pessoas; a corrupção e o crime organizado; as guerras que provocam o drama dos refugiados e dos migrantes forçados.”
Este trabalho de sensibilização e de formação é uma “oportunidade e possibilidade” para combater “esses males” através do amadurecimento de uma cultura da legalidade, da educação para o diálogo e a cooperação que são “formas básicas de feedback construtivo”.
O comunicado revela ainda que um campo onde se pode construir a paz cotidianamente vencendo a indiferença é o da “escravidão presente no mundo”, às quais que foi dedicada a Mensagem "Já não escravos, mas irmãos" para o Dia Mundial da Paz de 2015.
A mensagem do Papa para o dia 1 de janeiro é enviada para os Ministérios dos Negócios Estrangeiros de todo o mundo e também designa a “linha diplomática da Santa Sé para o novo ano”, contextualiza ainda o Conselho Pontifício da Justiça e da Paz.
O Dia Mundial da Paz foi instituído pelo Papa Paulo VI e é realizada todos os anos no dia primeiro de janeiro.

sábado, 2 de janeiro de 2016

SOLENIDADE DE MARIA, MÃE DE DEUS




Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que graça para nós começarmos o primeiro dia do ano contemplando este mistério da encarnação que fez da Virgem Maria a Mãe de Deus!
Este título traz em si um dogma que dependeu de dois Concílios, em 325 o Concílio de Nicéia, e em 381 o de Constantinopla. Estes dois concílios trataram de responder a respeito desse mistério da consubstancialidade de Deus uno e trino, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
No mesmo século, século IV, já ensinava o bispo Santo Atanásio: “A natureza que Jesus Cristo recebeu de Maria era uma natureza humana. Segundo a divina escritura, o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso”. Maria é, portanto, nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão. Fazendo a relação deste mistério da encarnação, no qual o Verbo assumiu a condição da nossa humanidade com a realidade de que nada mudou na Trindade Santa, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio de Maria, a Trindade continua sendo a mesma; sem aumento, sem diminuição; é sempre perfeita. Nela, reconhecemos uma só divindade. Assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo, por isso, a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus.
No terceiro Concílio Ecumênico em 431, foi declarado Santa Maria a Mãe de Deus. Muitos não compreendiam, até pessoas de igreja como Nestório, patriarca de Constantinopla, ensinava de maneira errada que no mistério de Cristo existiam duas pessoas: uma divina e uma humana; mas nãé isso que testemunha a Sagrada Escritura, porque Jesus Cristo é verdadeiro Deus em duas naturezas e não duas pessoas, uma natureza humana e outra divina; e a Santíssima Virgem é Mãe de Deus.
PRIMEIRA FESTA DE MARIA
A solenidade de Maria, Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, começou a ser celebrada em Roma no século VI, provavelmente junto com a dedicação no dia 1º de janeiro do templo Santa Maria Antiga no Foro Romano, uma das as primeiras igrejas marianas de Roma.
A antiguidade da celebração mariana pode ser constatada nas pinturas com o nome de Maria, Mãe de Deus (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiquissimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa nos tempos das perseguições.
Mais adiantes, o rito romano celebrava no dia 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Após desaparecer a antiga festa mariana, em 1931, o Papa Pio XI, por ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para o dia 11 de outubro, em memória deste Concílio, no qual se proclamou solenemente a Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário logo após o Concílio Vaticano II a festa foi transferida para o dia 1o de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título de Santa Maria, Mãe de Deus.
Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo de Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começamos o ano pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

O CONCÍLIO DE ÉFESO
No ano de 431, o herege Nestor atreveu-se a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses. Frente a isso, 200 bispos do mundo se reuniram em Éfeso a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos e iluminados pelo Espírito Santo declararam: A Virgem Maria é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus. E acompanhados por todo o gentio da cidade que os rodeava portando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém. Amém".
Também São Cirilo de Alexandria ressaltou: Dir-se-á: a Virgem é mãe da divindade? A isso respondemos: o Verbo vivente, subsistente, foi gerado pela mesma substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade... Mas no tempo ele se fez carne, por isso pode-se dizer que nasceu de mulher.
MÃE DO MENINO DEUS
"Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”
É a partir desse fiat, faça-se que Santa Maria respondeu firme e amorosamente ao Plano de Deus; graças a sua entrega generosa Deus mesmo pôde se encarnar para nos trazer a Reconciliação, que nos livra das feridas do pecado.
A donzela de Nazaré, a cheia de graça, ao assumir em seu ventre o Menino Jesus, a Segunda Pessoa da Trindade, torna-se a Mãe de Deus, dando tudo de si para seu Filho; vemos pois que tudo nela aponta a seu Filho Jesus.
É por isso, que Maria é modelo para todo cristão que busca dia a dia alcançar sua santificação. Em nossa Mãe Santa Maria encontramos a guia segura que nos introduz na vida do Senhor Jesus, ajudando-nos a conformar-nos com Ele e poder dizer como o Apóstolo vivo eu mas não eu, é Cristo que vive em mim.

SANTA MARIA MÃE DE DEUS, ROGAI POR NÓS!