quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

2015 ESTÁ CHEGANDO AO FIM




BALANÇO DE FIM DE ANO


Creio firmemente que a forma pela qual se deveria avalia ruim ano, teria mais que ver como fomos capazes de amar, de perdoar, de rir, de aprender coisas novas, de haver desafiado nossos egos e nossos apegos. Por isso, não deveríamos ter medo do sofrimento nem ao tão temido fracasso, porque ambos são só instancias de aprendizado.

Custa-nos muito entender que a vida e o como vivê-la depende de nós, e como encerrarmos com as coisas que não queremos, depende só do cultivo da vontade. Se não gosto da vida que tenho, deverei desenvolver as estrategias para mudá-la, porém está em minha vontade o poder fazê-lo.

Ser feliz é uma decisão, não nos esqueçamos disso. Então, comestes critérios me perguntava que teria que fazer eu para poder construir um bom ano, porque todos estamos no caminho de aprender todos os dias a ser melhores e de entender que a esta vida viemos para três coisas:

- para aprender a amar
- para deixar marcas
- para ser felizes.

Nessas três coisas deveríamos trabalhar todos os dias, o tema é como e creio que há três fatores que ajudam nestes pontos:

- Aprender a amar a responsabilidade como uma instancia de crescimento. O trabalho seja remunerado ou não, dignifica a alma e o espírito e nos faz bem em nossa saúde mental. Agora o significado do cansaço é visto como algo negativo do qual devemos desfazer-nos e não como o privilégio de estar cansados porque isso significa que estamos entregando o melhor de nós. A esta terra viemos para cansar-nos...

- Valorizar a liberdade como uma forma de vencer-me a mim mesmo e entender que ser livre não é fazer o que eu quero. Talvez deveríamos exercer nossa liberdade fazendo o que devemos comprazer e dizer que estamos felizmente esgotados e assim poder amar mais e melhor.

- O terceiro e último ponto a cultivar é o desenvolvimento da força de vontade, esse maravilhoso talento de poder esperar, de postergar gratificações imediatas depois de coisas melhores.

Fazer-nos carinho e tratar-nos bem como pais e como família, saudar-nos nos elevadores, saudar aos guardas, aos motoristas de ônibussorrir pelo menos uma ou varias vezes ao dia. Querer-nos. Criar tranquilidade dentro de nossas casas, lares, e para isso tem que haver cheiro de comida, almofadas amassadas e até manchadas, certa desordem que acuse que aí há vida. Nossas casas independentes dos recursos estão se tornando demasiado perfeitas que parece que ninguém pode viver dentro. Tratemos de crescer no espiritual. A transcendência e o dar-lhe sentido ao que fazemos tem que ver com a inteligência espiritual.

Tratemos de dosar a tecnologia e demos passo ao diálogo, aos jogos antigos, aos encontros familiares, aos encontros com amigos, dentro de casa. Valorizemos a intimidade, o calor e o amor dentro de nossas famílias. Se conseguirmos trabalhar nestes pontos e eu me comprometo a tentar, haveremos decretado ser felizes, o que não nos exime dos problemas, porém, nos faz entender que a única diferencia entre alguém feliz ou não, não tem a ver com os problemas que temos, e sim com a ATITUDE com a qual enfrentamos o que nos toca.

Dizem que as alegrias, quando se compartilham, se engrandecem. E que e, troca, com as penas se passa ao contrario: e diminuem. Talvez o que sucede, é que ao compartilhar, o que se dilata é o coração. E um coração dilatado está melhor capacitado para gozar das alegrias e melhor defendido para que as penas não nos lastimem por dentro.
Mamerto Menapace
Monje benedictino



sábado, 26 de dezembro de 2015

NATAL





A SERIEDADE DO NATAL 

Em geral, o Natal toma a encarnação do Verbo de Deus na parte mais descomprometida e infantil. É um menino que nasce. E um menino não diz coisas sérias. Este Menino Deus não disse todavia "Sede perfeitos”, nem "sepulcros caiados”, nem "vende teus bens e segue-me” nem "Eu sou a Verdade e a Luz”. Todavia está calado este menino. E nos aproveitamos de seu silêncio para comprar-lhe o Amor barato, a preço de sinos e músicas.

Nessa Noite Feliz não intuimos o tremendo compromisso que adquirimos os humanos. Como é um Menino o que nos nasceu, não percebemos a Lei e o Compromisso sério, que nos traz sobe seu débil braço. Em torno de um menino tudo parece ser coisa de jogo e de algazarra. Também com o Menino Deus? A que nos compromete a Encarnação do Filho de Deus? Que quer dizer a nós hoje a Encarnação?

A Belém se aproximaram este ano:
  - O Papa, levando a Jesus todas as luzes e sombras, as alegrias e as tristezas da Igreja.
  - Os bispos e sacerdotes de todo o mundo, levando às suas costas suas dioceses e paróquias, seus movimentos e grupos, para presentear a Jesús.
  - Religiosos e religiosas, com seus corações consagrados e seus anseios de seguir-Lhe na pobreza, castidade e obediência.
  - Missionários e missionárias, dispostos a aprender as lições dessa cátedra de Belém.
  - Leigos, admirados ou indiferentes, despertos e sonolentos, santos e pecadores, sãos e enfermos, jovens e adultos, crianças e anciãos.

Entenderemos todos o que alí, em Belém, se joga? Nascerá em cada um de nós, esse Menino Deus?

Natal não são as luzes coloridas, nem as guirlandas que adornam as portas e janelas das casas, nem as avenidas enfeitadas, nem as árvores decorados com fitas e bolas brilhantes, nem os a fogos que iluminam e explodem.

Natal não são as lojas em oferta. Natal não são os presentes que damos e recebemos, nem os cartões que enviamos aos amigos, nem as festas que celebramos. Natal não são Papai Noel, nem os Reis Magos que trazem presentes. Natal não são as comidas especiais. Natal não é nem sequer o presépio que construímos, nem a novena que rezamos, nem os sinos que cantam alegres.

Natal é Deus que se faz homem como nós porque nos ama e nos pede um lugar em nosso coração para nascer. Por isso, ser homem é tremendamente importante, pois Deus quis fazer-se homem. E que levou nossa dignidade humana como a levou o Filho de Deus Encarnado. Por isso, Natal é imensamente exigente porque Deus pede a gritos um oco limpio em nossa alma para nascer um ano mais. Se o daremos?

Natal é uma jovem Virgem que dá à luz ao Filho de Deus. Por isso, dar a luz é tremendamente importante à luz da Encarnação, porque Deus quis que uma mulher do gênero humano lhe desse a luz em uma gruta de Belém. Ter um filho é imensamente comprometedor, pois Jesus foi dado a luz por Maria. Não é o mesmo ter ou ter um filho; não é o mesmo querer tê-lo ou não te-lo. Natal convida ao dom da vida, nãoo impedir a vida.

Natal é um menino pequeno recostado em um presépio. Por isso é tão maravilhosamente ser menino, e menino inocente, ao que devemos educar, cuidar, ter carinho, dar-lhe bom exemplo, alimentar-lhe no corpo e na alma… como fez Maria. E não explorar ao menino, e não escandalizar às crianças, e não espancar às crianças, e não insultar às crianças.

Natal são anjos que cantam e trazem a paz dos céus à terra. Por isso, é imensamente importante fazer coro aos anjos, não julgar com eles a superstições e malabarismos mágicos, e sim encomendar-lhes nossa vida para que nos ajudem no caminho para o céu e fazer-lhes caso à suas inspirações. Por isso é tremendamente importante ser construtores de paz e não fatores de guerras.

Já desde o presépio pende a cruz. É mais, o presépio de Belém e a cruz do Calvário estão intimamente relacionados, profundamente unidos entre si. O presépio anuncia a cruz e a cruz é resultado e produto, fruto e consequência do presépio. Jesus nasce no presépio de Belém para morrer na cruz do Calvário. O menino débil e indefeso do presépio de Belém, é o homem débil e indefeso que morre cravado na cruz.

O menino que nasce no presépio de Belém, no meio da más absoluta pobreza, no silêncio e na solidão do campo, na humildade de um lugar destinado para os animais, é o homem que morre crucificado como um marginal, como um blasfemo, na cruz destinada para os escravos, acompanhado por dois malfeitores. Em seu nascimento, Jesus aceita de uma vez e para sempre a vontade de Deus, e no Calvário consuma e realiza plenamente esse projeto do Pai.

Que unidos estão Belém e Calvário! O presépio é humildade; a cruz é humilhação. O presépio é pobreza; a cruz é desprendimento de tudo, esvaziamento de si mesmo. O presépio é aceitação da vontade do Pai; a cruz é abandono nas mãos do Pai. O presépio é silêncio e solidão; a cruz é silêncio de Deus, solidão interior, abandono dos amigos. O presépio é fragilidade, pequenez, desamparo; a cruz é sacrifício, dom de si mesmo, entrega, dor e sofrimento.

Agora sim, temos vislumbrado um pouco mais o mistério de Belém, o mistério do Natal, o mistério deste Deus Encarnado.

Castanholas, pandeiros e sinos? Bem! Porém, não esqueçamos o compromisso sério deste Deus Encarnado… pois quando começar a falar nos vai pedir: "Nega-te a ti mesmo, toma tua cruz e segue-me”. Então nos darão vontade de atirar longe os pandeiros, as castanholas e começar a escutar a esse Deus Encarnado que por amor a nós toma a iniciativa de vir a este mundo, para ensina-nos o caminho do bem, do amor, da paz e da verdadeira justiça.

ORAÇÃO 

"Menino do presépio, pequeno Menino Deus, irmão dos homens. A alma se me enche de ternura e o coração de felicidade, quando Te vejo assim, pequeno, pobre e humilde, débil e indefeso, reclinado nas palhas do presépio. Ensina-me, Jesus, a apreciar o que vale Tua doce encarnação. Ajuda-me a compreender o profundo sentido de Tua presença entre nós. Faz que meu coração sinta a grandeza de Tua generosidade, a profundidade de Tua humildade, a maravilha de Tua bondade e de Teu amor salvador”.

Autor: P. Antonio Rivero, L.C. | Fuente: Catholic.net



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL

CRISTO, A LUZ DO NATAL





“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus. A grande luz que tira a humanidade das trevas é Jesus Cristo, para quem tudo foi feito. Todo o universo se curva em adoração àquela pequena criança, nascida em Belém, de forma tão singela, mas que tem o poder de dar sentido à vida de cada um.

O homem foi feito para Deus e encontra o seu fim e sentido Nele.

O nascimento de Jesus é motivo de imensa alegria, pois Ele dá razão a tudo, dá sentido à nossa existência, Ele vem para salvar e resgatar a humanidade. Para Ele fomos criados, por Ele somos salvos.

Nós somos esse povo que anda nas trevas!
A experiência da impotência humana que nos leva a dizer: não sei mais o que fazer...
Uma multidão de cegoguiando outros cegos, um povo perdido.

Qual é essa luz que vem para nos iluminar?
Ela é muito mais que a estrela de Belém... todos os títulos messiânicos que Jesus recebe ao nascer justifica essa luz. ELE é a grande luz que dá sentido ao mundo e à vida. ELE é o porquê, a razão de ser. Nós somos para Ele e as trevas se dispersam.
Você não existe para você mesmo, mas existe para Ele. "Logo", a palavra, também quer dizer o sentido, a lógica, a razão de ser das coisas.
Se a minha vida tem sentido, não sou eu que vou dar um sentido à ela.
Você não é capaz de dar um sentido à sua vida. Tire esse peso, esse fardo dos seus ombros. Você foi pensado, sonhado desde toda a eternidade, criado por um 'sonho' de Deus.
Precisamos parar de nos debater e tomar nosso lugar nesse sonho. Nesse sonho está a cruz, mas também está a ressurreição.

Aquele menino que nasce frágil na manjedoura é a razão de tudo, a razão do universo. Não precisamos buscar esse sentido da vida em um lugar distante e inalcançável, mas ele vem e se torna palpável e se faz carne, você pode encontrá-lo na Eucaristia, na celebração da Santa Missa o verbo se fará carne mais uma vez para dar sentido e brilhar nas trevas de sua existência.

Um feliz e abençoado santo Natal.
Abraço e abençoo a todos (as)

Diác. Flori

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O NATAL É UM ENCONTRO



Fragmento da homilía do Papa Francisco em Santa Marta. 

Preparar-se para o Natal com a oração, a caridade e o louvor: com o coração aberto para deixar-se encontrar pelo Senhor que tudo renova.

No Advento começamos um novo caminho, um "caminho da Igreja para o Natal". Vamos ao encontro do Senhor, porque o Natal não é só um acontecimento temporal ou uma recordação de uma coisa bonita.

O Natal é algo mais: vamos por este caminho para encontrar-nos com o Senhor. O Natal é um encontro! E caminhamos para encontrà-Lo: encontrá-Lo com o coração; com a vida; encontrá-Lo vivo, como Ele é; encontrá-Lo com fé. O Senhor, na palavra de Deus que escutamos, se maravilhou do centurião: se maravillhou da fé que ele tinha. Ele havia feito um caminho para encontrar-se com o Senhor, porém, o havia feito com fé. Por isso não só ele se encontrou com o Senhor, e sim que sentiu a alegria de ser encontrado pelo Senhor. E este é precisamente o encontro que nós queremos: O ENCONTRO DA FÉ!

Porém, mais além de ser nós os que encontramos ao Senhor, é importante "deixar-nos encontrar por Ele"

Quando somos nós só os que encontramos ao Senhor, somos nós –digamos, entre aspas – os donos deste encontro; porém quando nos deixamos encontrar por Ele, é Ele quem entra em nós, é Ele o que torna a fazer tudo de novo, porque esta é a vinda, o que significa quando vem Cristo: tornar a fazer tudo de novo, refazer o coração, a alma, a vida, a esperança, o caminho. Nós estamos no caminho com fé, com a fé do centurião, para encontrar ao Senhor e, sobretudo, para deixar que Ele nos encontre.

Porém, se necessita um coração aberto para que Ele me encontre. E me diga aquilo que Ele quer dizer-me, que não é sempre aquilo que eu quero que me diga. Ele é Senhor e Ele me dirá o que tem para mim, porque o Senhor não nos olha a todos juntos, como uma massa. Não, não! Nos olha a cada um o rosto, os olhos, porque o amor não é um amor assim, abstrato: É um amor concreto! De pessoa a pessoa: o Senhor pessoa me olha a mim pessoa. Deixar-se encontrar pelo Senhor é precisamente isto: deixar-se amar pelo Senhor.

Que o caminho feito para o Natal, tenha nos ajudado em algumas atitudes:
• A perseverança na oração, orar mais;
• O trabalho na caridade fraterna, aproximar-nos um pouco mais dos que estão necessitados;
• A alegria no louvor do Senhor.

Portanto: a oração, a caridade e o louvor, com o coração aberto para que o Senhor nos encontré no Natal, que pode ser todos os dias.

É o que desejo abraçando e abençoando a todos (as)
Diác. Flori



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO


História de Imaculada Conceição

Imaculada Conceição refere-se a um dogma através do qual a Igreja declarou que a concepção da Virgem Maria foi sem a mancha (mácula em latim) do pecado original. Desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada do pecado pela graça de Deus. Ela sempre foi cheia da graça divina. O dogma declara também que a vida da Virgem Maria transcorreu completamente livre de pecado.
Desde os tempos da Igreja primitiva, os fiéis sempre acreditaram que Maria, a Mãe de Jesus, nasceu sem o pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e Virgem sem Pecados. No começo do cristianismo o dogma da Imaculada Conceição já era tida como uma verdade de fé para os fiéis.

Bíblia e tradição

O dogma que declara a Imaculada Conceição da Virgem Maria é fundamentado na Bíblia: Maria recebeu uma saudação celestial do Anjo Gabriel quando este veio anunciar que ela seria a Mãe do Salvador. Nessa ocasião, o Anjo Gabriel saudou como cheia de graça.
Foi o papa Pio IX, o papa que proclamou o dogma da Imaculada Conceição, recorreu principalmente à afirmação de Gênesis (3, 15), onde Deus diz: Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.
O verso Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti, no Cântico dos Cânticos (4,7) também é uma referência para defender a Imaculada Conceição. Outras passagens bíblicas referentes são: Também farão uma arca de madeira incorruptível (Êxodo 25, 10-11). Pode o puro (Jesus) vir de um ser impuro? Jamais! (Jó 14, 4). Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível...(Deuteronômio 10, 3). Maria é considerada a Arca da Nova Aliança (Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente incorruptível ou imaculada.
Também existem os escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. São Tomás de Aquino, por volta de 1252, declarou abertamente que a Virgem foi, pela graça, imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde.

Definição do dogma de Imaculada Conceição

O dia da festa da Imaculada Conceição foi definido em 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja na Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do dogma no século XIX.
No dia 8 de dezembro de 1854, dia da festa, o Papa Pio IX, com a Bula intitulada Deus Inefável (Ineffabilis Deus), definiu oficialmente o dogma da Santa e Imaculada Concepção de Maria.
Assim está escrito na bula (documento papal) intitulada Ineffabilis Deus que o Papa Pio X proclamou: Em honra da Trindade (...) declaramos a doutrina que afirma que a Virgem Maria, desde a sua concepção, pela graça de Deus todo poderoso, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do homem, foi preservada imune da mancha do pecado original. Essa verdade foi-nos revelada por Deus e, portanto, deve ser solidamente crida pelos fiéis.

Maria confirma o dogma

Santa Bernadete Soubirous (1844-1879), a jovem que viu Nossa Senhora em Lourdes, disse que Nossa Senhora se auto definiu dizendo assim: Eu sou a Imaculada Conceição. Isso aconteceu em 1858, apenas quatro anos após a definição do dogma.
Todos os estudiosos consideram quase impossível que uma adolescente como era Bernadete, vivendo num lugarejo insignificante como era Lourdes, soubesse da proclamação do dogma e muito menos o seu significado. Por isso, as aparições de Nossa Senhora em Lourdes são consideradas como uma confirmação celstial do dogma da Imaculada conceição. Esta é uma das três aparições de Nossa Senhora consideradas verdadeiras pela Igreja Católica.

Imaculada Conceição, Mãe sem mácula

Por isso, nós podemos recorrer a Maria com toda a confiança justamente porque ela é Imaculada, sem mancha, sem pecado, sem impurezas. Ela é cheia, plena, repleta da graça de Deus e, por isso, pode ouvir nossos pedidos e súplicas e apresentá-los ao Pai, diante de quem ela está no céu. Nossa mãe celestial é pura, santa, sem pecado e nos ama com um amor puro, santo e divino. Assim, com esta confiança, recorramos a ela sempre, pois ela intercede por nós.

Oração a Imaculada Conceição

Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: Ave Maria, cheia de graça; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações
e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós.



ANO SANTO DA MISERICÓRDIA



Em março de 2015, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco anunciou a convocatoria do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. O próprio Papa Francisco o justificava desta forma: "Anuncio um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo propicio para a Igreja, para que faça mais forte e eficaz o testemunho dos crentes", em um momento em que a Igreja vive um tempo de nova evangelização. Se trata de renovar o espírito do Concilio Vaticano II em seu quinquagésimo aniversario; já que com o Concilio "A Igreja sentiu a responsabilidade de ser no mundo sinal vivo do amor do Pai"; agora "A Igreja sente a necessidade de mantê-lo vivo".

Iniciará com a abertura da Porta Santa no Vaticano durante a solenidade da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro de 2015. Finalizará em 20 de novembro de 2016, domingo em que se celebrará a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Posteriormente, no terceiro domingo do Advento, se abrirá a Porta Santa da catedral de Roma, assim como a Basílica de São João de Latrão e sucessivamente se abrirá a Porta Santa nas outras Basílicas Papais.

Nesse domingo, se estabelece que cada Igreja particular abra, para todo Ano Santo, uma Porta da Misericórdia equivalente à Catedral, que é a Igreja Mãe para todos os fiéis, ou na igreja principal da cidade ou em uma igreja de significado especial ou santuário.

Jubileu, portanto, será celebrado em Roma e também nas Igrejas do resto do mundo como sinal visivel da comunhão de toda a Igreja.

O lema deste ano santo jubilar é "MISERICORDIOSOS COMO O PAI". O próprio Papa Francisco disse que "es meu vivo desejo que o povo de Deus reflita durante o Jubileu sobre as obras de misericordia corporais e espirituais". Redescobrir as obras de misericórdia corporais:
·        dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher os peregrinos, visitar os enfermos, visitar os encarcerados, sepultar os mortos. E as obras de misericórdia espirituais:
·        Aconselhar os duvidosos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar pacientemente as pessoas incômodas, rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos
Durante este ano, os fiéis que irão atravessar a Porta Santa com a possibilidade de adquirir a indulgência plenária. Sem contudo, o Regente da Penitenciária Apostólica, bispo KrzysztofNykiel, recordou que overdadeiro perdão chega com a Confissão: «Durante o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o confessionário será a Porta Santa da alma. E a celebração do sacramento da Reconciliação será a ocasião para um encontro vivo e verdadeiro com Cristo Misericordioso».

O prelado assinalou que este Jubileu será um ano propício para redescobrir a centralidade do sacramento da Confissão na vida da Igreja: «Todo o que queira experimentar a alegria de sentir-se acolhido e amado por Deus deverá, com efeito, aproximar-se do confessionário, porque principalmente através deste sacramento, Deus se manifesta ao homem como Pai que não se cansa nunca de perdoar e de salvar».

Por ele –afirmou Mons. Nykiel– «todos os peregrinos que cheguem a Roma para obter a indulgência plenária, deverão passar através da Porta Santa da Basílica de São Pedro, porém, para que o fiel obtenha a absolvição dos pecados e experimente a alegria do perdão de Deus, deverá passar através das portas do confessionário»

Durante o Ano Santo, o Papa Francisco enviará por todo o mundo aos «missionários da misericórdia», sacerdotes coma autoridade para perdoar também «os pecados que estão reservados à Santa Sé», quer dizer: «pecados que comportam a pena automática da excomunhão cuja remissão está reservada à Sede Apostólica», e que portanto necessitam ser submetidos geralmente ao juízo da Penitenciária Apostólica para ser absorvidos, como:
·        a profanação da Eucaristia; a violação do segredo de confissão; a consagração do Bispo sem autorização; e a ofensa ao Pontífice. Também o pecado do aborto, que implica a excomunhão, porém, que não está reservada à absolvição à Sede Apostólica e sim ao bispo ou um delegado seu.

Sobre as «condições» para absolver destes pecados são as mesmas que se pedem para a absolvição de outros pecados, quer dizer «o arrependimento e o desejo de recomeçar na vida cristã».

Os missionários da misericórdia estarão presentes em todas as dioceses como "sinal vivo de como o Pai acolhe a todo aquele que busca o perdão".


É realmente providencial e da máxima importância, pois a confissão –dizia o venerável bispo TihamérTóth– «é benção não somente para o individuo, e sim também para a sociedade. O síntoma mais alarmante do homem de nossos dias é precisamente que tem obscurecido nele a consciência do pecado e se tem debilitado o desejo de purificação".