segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CAMPANHA DA FRATERNIDADE



MENSAGEM PAPA FRANCISCO SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE/2015


Queridos irmãos e irmãs do  Brasil!

Aproxima-se a Quaresma, tempo de preparação para  a Páscoa:  tempo de penitência, oração e caridade, tempo de renovar nossas vidas, identificando-nos com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos,  sobretudo aos mais  necessitadosNeste ano, a Conferência  Nacional  dos  Bispos do Brasil, inspirando-se nas palavras d'Ele O Filho do Homem. não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc   10,45), propõe  coma  tema  de  sua  habitual   Campanha  «Fraternidade:
Igreja e Sociedade».

De fato a Igreja, enquanto «comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam seu olhar Jesus, autor da salvação principio da unidade» (Const. Dogmática Lumen, 3), não pode ser indiferente às necessidades  daqueles que estão ao seu redor, pois, “as alegrias e as   esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo  dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo» (Const. Pastoral Gaudium et spes, 1). Mas, o que fazer? Durante os quarenta dias em que Deus chama seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar,  à luz  do  Evangelho,   o  diálogo  e  a  colaboração  entre  a  Igreja  e a Sociedade propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II como  serviço de edificar o do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro.

A contribuição da Igreja, no respeito pela laicidade do Estado (cfr. Idem, 76) e sem esquecer a autonomia das realidades terrenas (cfr. Idem, 36), encontra forma  concreta na  sua Doutrina  Social,  com a qual quer «assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contr1buem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto  com os  demais cidadãos e instituições para  o bem  do ser   humano» (Documento  de Aparecida,  384). Isso não é uma  tarefa  exclusiva  das instituições: cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com quem me relaciono. E de modo concreto, e preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que «cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo» (Exort. Apost. Evangelii gaudium, 187), sobretudo, sabendo acolher, «porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela - um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso  tempo  - não  ficamos mais pobres, mas enriquecemos» (Discurso na Comunidade de Varginha, 25/7/2013 )Assim, examinemos a consciência sobre o compromisso concreto e efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.

Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz “Eu vim para servir (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso faço votos que o caminho  quaresmal  deste  ano à luz das propostas  da Campanha da Fraternidade, predisponha  os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a foa transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a  todos em sua dimensão  pessoal,  familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração  sentimentos de fraternidade e  de  viva  cooperação.   todos  e  a  cada  um,  pela  intercessão  de  Nossa Senhora Aparecida,  envio  de todo  coração  a Bênção Apostó1ica,  pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 2 de fevereiro de 2015.



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