quarta-feira, 30 de abril de 2014

LENÇO DOBRADO NO TÚMULO


Porque Jesus deixou o lenço dobrado no túmulo? -

 “E que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte." (João 20:7)

 O LENÇO tem uma tradição de ser utilizado principalmente em eventos e importantes cerimoniais. Isto é, em variadas funções sociais, quer pela nobreza, classe média ou baixa, pela burguesia, etc. Além de fazer parte de um traje, até sofisticado, é usado como uma combinação no vestuário, também em acontecimentos importantes e formais, como casamentos, funerais, entre outros.

Porque Jesus dobrou o lenço? Porque Jesus deixou os lençóis no sepulcro depois de sua ressurreição?

Em João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. (LEIA O TEXTO).

Por quê...

 

VAMOS PENSAR UM POUCO NOS MOMENTOS ANTES DO SEPULCRO:

 Imagine você observando os eventos que tomaram lugar na província romana da Judéia. Cruzando o Vale de Cedron, Jesus e Seus discípulos chegam a um dos seus lugares favoritos – o Jardim do Getsêmani. Jo 18:1-2.

Enquanto seus discípulos esperam, Jesus se distância poucos metros para orar. Sua petição ao Pai demonstra uma tensão emocional maior que palavras podem descrever.

Creio que o pensamento de fracassar na missão, sem dúvidas, digo que O levava a uma agonia extrema. “E, posto em agonia, orava mais intensamente”.

Diz a Bíblia que o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão. Lc 22:44.

Jesus mal acabara de orar quando Judas chega com uma multidão de aproximadamente 150 pessoas armadas de espadas e tochas. ‘Salve, Mestre.’ diz Judas beijando a Jesus - Este era o sinal para os homens prenderem a Cristo.

Tudo aconteceu tão rápido! Jesus foi preso e levado. Em medo e confusão, os apóstolos abandonaram seu Mestre e fugiram.

Nas primeiras horas da manhã, o Sinédrio falsamente acusa a Jesus de blasfêmia. Interesses políticos permeiam a vergonhosa trama jurídica. Assim, depois de abusos físicos e agressões verbais, Jesus é levado ao Gólgota, onde é implacavelmente pregado a duas madeiras de tortura.

Lá esta Ele. Podemos perceber a expressão de angústia em Seu rosto. Jesus sofre uma morte agonizante. Teria sido a maior tragédia da história se a morte de Jesus realmente tivesse acabado com a Sua vida.

Felizmente, isso não ocorreu. Os discípulos foram surpreendidos ao descobrir que Jesus havia levantado da morte. Aleluia.

E neste momento, a única coisa que podemos notar é Maria Madalena, caminhando através da escura madruga em direção ao sepulcro. Mas pasmem – a pedra estava removida!

Num ímpeto mesclado de pavor e ansiedade, Madalena corre até Pedro e João e os notifica sobre a ausência do Mestre na tumba. Sim, os dois correm em direção ao túmulo. Correm em busca de respostas, correm motivados pela emoção, correm em busca do seu Deus.

Ambos correm! Mas não João. João avança como um velocista em busca da medalha olímpica e chega primeiro ao local do sepultamento.

Era demasiada informação para o pequeno coração de João. A angústia da separação na sexta, agora era substituída pela incerteza da ressurreição.

Preste atenção – Observe que uma pergunta atormentava o coração:

Extasiado pela ausência de Cristo, uma ambivalência sentimental é desencadeada pelas vívidas lembranças das declarações de Jesus – teria meu melhor amigo ressuscitado ou O teriam levado?

E enquanto sua mente fica detida nestas perguntas, seu coração logo enxerga os lençóis de linho que envolvia a Cristo.

E ele simplesmente fica parado.

Contemplando o local e maravilhado pela cena.

Ele não precisa atravessar a abertura na rocha para verificar por meios concretos sobre a realidade do que havia acontecido – sobre a verdade da ressurreição. Não! Ele apenas sabia que Jesus havia ressuscitado! Mas como?

Mesmo Pedro, que sempre apreciou obter soluções racionais e impulsivas, não começou a vasculhar o local em busca de respostas táteis! Ele apenas entrou, e creu!

 ATENÇÃO: O que fez com que eles apenas entrassem e cressem?

O melhor amigo de Jesus, ao narrar estes acontecimentos em seu livro no capítulo 20:1-10. Coloca um pequeno verso que, compreendido sob a perspectiva das tradições daquela época, nos mostra o porquê deles terem acreditado na ressurreição (mesmo sem terem visto a Cristo); e ainda, nos ensina sobre as intenções de Jesus para nós hoje.

 

Pensemos: - E o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte. Jo 20:7.

 

A tradição – POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? 

 Vamos refletir novamente...

 A Bíblia reserva um versículo inteiro, para nos dizer que o lenço, foi dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

Bem cedo, na manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra da entrada havia sido removida.

Ela correu ao encontro de Simão Pedro e outro discípulo... (aquele que Jesus tanto amara): João e disse ela: - "Tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde o levaram."

Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver ...

O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá chegou primeiro. Ele parou e observou os lençóis, mas ele não entrou no túmulo.

Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis ali deixados, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado, e colocado em outro lado.

Para poder entender a significado do lenço dobrado, se faz necessário que entendamos um pouco a respeito da tradição Hebraica daquela época.

O lenço dobrado tem  a ver com o Amo e o Servo, e todo menino Judeu conhecia essa tradição.

Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo, ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu Amo queria.

A mesa era colocada ao gosto de seu Amo e, o Servo esperava fora da visão Dele, até que o mesmo terminasse a refeição. O Servo não podia se atrever nunca, a tocar na mesa antes que o Amo tivesse terminado a sua refeição.

Diz a tradição que ao terminar a refeição, o Amo se levantava, limpava os dedos, a boca, a  sua barba, e embolava o lenço e o jogava sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer: "Eu terminei".

 

No entanto, se o Amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o Servo jamais ousaria tocar na mesa porque, o lenço dobrado queria dizer: - "Eu voltarei!".
 

 A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado e cuidadosamente colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

               Eu sou a Ressurreição e a Vida!” A morte foi vencida pelo Senhor da Vida! Já não há mais o que temer!!

 

EU SOU O CAMINHO, VERDADE E A VIDA



segunda-feira, 28 de abril de 2014

VIGÍLIA PASCAL





 

VIGILIA PASCAL E SEUS SIMBOLOS (19/4/2014)


“Eu sou o Alfa e Ômega, o Primeiro e o Último, o Principio e o Fim”(Ap 21,13;1,8)


 


O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma "noite clara", ou melhor, «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz»


 


CÍRIO PASCAL: Tradicionalmente era confeccionada em cera pura de abelha. Em nossos dias já não se exige e nem e segue esta tradição. Se nome CÍRIOvem exatamente por ser feita de cera. O Círio se chama “PASCAL” porque é usado e aceso em todo o tempo Pascal. O tempo Pascal que vai desde a Vigília Pascal até o domingo de Pentecostes. Os desenhos no Círio:


·        CRUZ: em geral de cor vermelha, cor do sangue derramado na cruz. Foi o preço pago por Jesus para o resgate e salvação da humanidade, bem como para reconciliação da mesma com Deus. Ao traçar a cruz sobre o Círio o presidente diz: Cristo, ontem e hoje (na vertical), Principio e Fim (na horizontal)


·       
ALFA E ÔMEGA: as duas letras do alfabeto grego no alto e embaixo da cruz. Jesus Principio e Fim”. Ele é a finalidade, o objetivo último de todas as pessoas e coisas;


·        O NÚMERO DO ANO EM CURSO gravado no Círio é a afirmação que Jesus está vivo, ressuscitado, caminha como Bom Pastor no meio do seu povo para conduzi-lo pelos caminhos da verdade, na busca do Pai. Ao cravar o número do ano em curso o presidente diz: (nº 2) “A Ele o tempo, (nº 0) e a eternidade, (nº 1) a glória e o poder (nº 4) pelos séculos. Amém.

·        OS CINCO GRÃOS DE INCENSO são afixados na cruz, uma no alto, outra no centro, outra embaixo e as outras duas nos dois braços da cruz, simbolizam as cinco chagas de Jesus. Chagas que fora dolorosíssimas, mas que agora são gloriosíssimas. Ao fixar os grãos de incenso, o presidente diz: (Al alto da cruz) “Por suas santas chagas, (no centro) suas chagas gloriosas, (embaixo) O Cristo Senhor (à esquerda) nos proteja, (à direita) e nos guarde. Amém.

·        ACENDER O CÍRIO para ter pleno simbolismo o Círio Pascal precisa estar aceso. A sua chama de fogo e luz tem um significado profundíssimo. A grande chama de fogo e luz simboliza exatamente a fortíssima iluminação da fé causada pela ressurreição de Jesus. Como nos diz São Paulo: “Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria nossa fé” (I Cor 15,14). Se Jesus não tivesse ressuscitado, não teríamos a prova definitiva de que Ele é o Messias, Salvador, o Enviado do Pai. Ao acender o Círio com o fogo novo o presidente diz: “A luz de Cristo que ressuscita resplandecente, dissipe as trevas do nosso coração e da nossa mente”.

 

PREPARAÇÃO DO CÍRIO PASCAL: A grande celebração da noite santa da Vigília Pascal se inicia com a BÊNÇÃO DO FOGO NOVO, fora do recinto da Igreja.

·        FOGO NOVO Em tempos passados uma pessoa experiente tomava duas pedras duríssimas, batia uma contra a outras de raspão, a fim de produzir faíscas e com elas, conseguir o fogo necessário para acender a fogueira.

Esta ação tem um significado bastante profundo: Jesus foi sepultado numa tumba escavada na rocha. Seu corpo foi colocado e lacrado dentro da rocha. Na manhã da ressurreição, Jesus saiu da rocha vivo, ressuscitado, vitorioso e glorificado. ELE, JESUS, RESSUSCITADO É O GRANJDE FOGO, A GRANDE CHAMA DO FOGO QUE TENDO SAIDO DA ROCHA BRILHA NAS TREVAS DO MUNDO, ILUMINA A TODOS AQUELES QUE NELE CRÊEM.   

            Este fogo novo (tirado da rocha...), fogo novo da Páscoa, fogo que queima, ilumina e aquece, recebe uma bênção especial antes de acender o Círio Pascal. Jesus também recebe a gloriosa benção da ressurreição de seu corpo. É com uma chama do fogo novo que o Círio é aceso.

 

INTRODUÇÃO DO CÍRIO NA IGREJA: terminada a preparação do Círio Pascal,
inicia-se a procissão para introduzi-lo na Igreja. Ao iniciar a procissão do Círio Pascal, apagam-se todas as luzes da Igreja para deixar o ambiente completamente escuro. A IGREJA TODA ESCURA SIMBOLIZA O MUNDO EM TREVAS, O MUNDO SEM DEU, SEM JESUS, SEM O EVANGELHO. NESTA ESCURIDÃO DO MUNDO SEM DEUS BRILHOU E BRILHA UMA ÚNICA LUZ VERDADEIRA: A LUZ DE JESUS RESSUSCITADO, SIMBOLIZADA PELA LUZ DO CÍRIO PASCAL. É exatamente para expressar esta realidade que o presidente leva o Círio Pascal aceso para dentro da Igreja escura, a fim de iluminá-la.  

            No inicio do corredor, no fundo da Igreja, o Círio é elevado e apresentado aos fiéis reunidos, através do canto: “Eis a luz de Cristo”. Ao ouvirem o anúncio solene, os fiéis voltam-se para o Círio, ajoelham-se e cantam: “Demos graças a Deus”. Todos permanecem por uns instantes ajoelhados, adorando a Jesus Ressuscitado, simbolizado no Círio. Ato seguido, é acesa uma vela no Círio e as velas da assembléia são acesas, para significar que crêem, aceitam e querem viver na Luz de Jesus.

            Caminhando em direção ao altar mais uma vez é feito o anúncio pelo presidente e todos os fiéis estarão com suas velas acesas, para significar que a fé em Jesus se alastra, vai tomando conta do ambiente e penetra em cada coração para iluminar suas vidas. Aos poucos, à luz das velas, a Igreja, antes Às escuras vai se iluminando. À medida que a luz avança, as trevas se dissipam. À medida que Jesus é anunciado e aceito, as trevas do  mundo desaparecem dos corações das famílias e da sociedade.

            Por fim, em frente ao altar, o presidente faz o terceiro anúncio, ao qual todos respondem como das outras duas vezes anteriores. Acendem-se todas as luzes da Igreja.

            O presidente coloca o Círio em um pedestal e o incensa para significar a adoração que os fiéis presentes prestam ao Ressuscitado.

               Logo a seguir canta-se o grande anúncio da Ressurreição de Jesus: O EXULTET (Exulte de alegria...) 

            Este hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

            Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja por suas autoridades e seus fiéis, pelos governantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial.

 

A LITURGIA DA PALAVRA: Nesta noite a comunidade cristã se detém mais do que o normal na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo (as leituras) e o Povo que Lhe responde (Salmos e orações).

            As leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: "...e começando por Moisés e por todos os profetas, os interpretou (aos discípulos de Emaús) em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito"(Lc 24, 27)

            

            Desejo que este artigo ajude você a ter uma maior participação na Vigília Pascal, de forma mais consciente e profunda a cada passo da celebração. De maneira especial da benção do fogo novo, da preparação do Círio, bem como do solene canto que anuncia a Ressurreição de Jesus, e assim viver as graças deste tempo maravilhoso que Deus nos oferece, pois como nos diz o Papa Francisco “a ressurreição de Jesus não é o final feliz de uma linda fábula, mas a intervenção de Deus Pai, quando toda a esperança humana já tinha desmoronado. E também nós somos chamados a seguir Jesus por este caminho de humilhação”.

 

            FELIZ E SANTA PASSAGEM PARA VOCÊ TODA SUA FAMILIA

 
                                                           Diác. Flori

segunda-feira, 14 de abril de 2014

SEMANA SANTA: DIA A DIA




O QUE ACONTECE COM JESUS DIA-A-DIA
              
A Igreja ontem, domingo, 13 de abril, a Semana Santa 2014. A semana mais importante do ano, quando se celebra de maneira especial os mistérios da morte e ressurreição de Jesus. É um tempo privilegiado de graça que Deus nos concede, convidando-nos a refletir sobre a vida e a missão de Jesus, sobre seu sacrifício redentor, a fim de que realizemos uma verdadeira conversão, confrontando nossa vida com os ensinamentos do Divino Mestre.
Para o Cristianismo, a  Semana Santa é a ocasião em que é celebrada a Paixão de Cristo, sua morte e ressurreição. Foi celebrada pela primeira vez no ano de 1682, através do Concílio de Nicéia, advinda do Papa Silvestre I, onde os ensinamentos da doutrina católica tornam-na como religião oficial do Império Romano.
Foi determinado que a semana santa fosse constituída de oito dias.
Seu início se dá no Domingo de Ramos, através da entrada do Rei, do Messias, na cidade de Jerusalém, para comemorar a Páscoa Judaica.
 Na segunda-feira seguinte foi o dia em que Maria ungiu Cristo; na terça-feira foi o dia em que a figueira foi amaldiçoada; a quarta-feira é conhecida como o dia das trevas; a quinta-feira foi a última ceia com seus apóstolos, mais conhecida como Sêder de Pessach. A sexta-feira foi o dia do seu sofrimento, sua crucificação. Sábado é conhecido como o dia da oração e do jejum, onde os cristãos choram pela morte de Jesus. E, finalmente, o Domingo de Páscoa, o dia em que ressuscitou e encheu a humanidade de esperança e de vida eterna

Não só recordamos acontecimentos do passado, mas professamos nossa fé no Divino Redentor.
               Depois, de segunda a quarta-feira, a Liturgia nos oferece para meditação textos bíblicos que ressaltam a missão redentora de Jesus.

               O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam como que uma só celebração, que resume toda a vida e missão de Jesus Cristo. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada solenemente no final da Vigília Pascal.

               Mas a Semana Santa não termina na sexta-feira e sim no dia seguinte quando a Igreja celebra festiva e solenemente a Vigília Pascal, revivendo a vitória de Jesus que, vencendo a morte e o pecado, ressuscita glorioso. É uma celebração muito bonita e rica de simbolismos, como o fogo, a luz e a água, que lembram a vida nova que brota do Ressuscitado.

OS PASSOS DE JESUS DIA-A-DIA

SEGUNDA-FEIRA SANTA
               É o segundo dia que vem depois de Domingo de Ramos onde se recorda a PRISÃO DE JESUS

TERÇA-FEIRA SANTA
           

   É o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as SETE DORES DA VIRGEM MARIA. É muito comum também por ser o dia de PENITÊNCIA no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos ou o dia da memória do encontro de Jesus e Maria no caminho do Calvário.




QUARTA-FEIRA SANTA
             
  É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de NOSSO SENHOR DOS PASSOS e NOSSA SENHORA DAS DORES. Ainda há igrejas que neste dia celebram o OFÍCIO DAS TREVAS, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.


QUINTA FEIRA SANTA
              
É o quinto dia da Semana Santa. Em geral, manhã deste dia, nas catedrais das Dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração da Crisma, na qual são abençoados os óleos que serão usados na administração dos sacramentos do BATISMO, CRISMA E UNÇÃO DOS ENFERMOS. Com essa celebração se encerra a Quaresma.
               Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA, o EXEMPLO DO LAVA-PÉS, com a instituição de um novo mandamento e a INSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é presointerrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.
               A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos de Jesus, que tiveram início nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza, desnudando os altares (quando são retirados todos os enfeites, toalhas, flores e velas), tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer. Em alguns lugares também se cobrem todas as imagens existentes no templo.

SEXTA-FEIRA SANTA OU SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
            
   É quando a Igreja recorda a MORTE DE JESUS. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos:
·        Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão.

SÁBADO SANTO
             
  É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de passagens da Bíblia percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

DOMINGO DE PÁSCOA
             


É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte para mostrar o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo  de Pentecostes
               Em alguns locais executa-se a procissão da Ressurreição.


 “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito!”

sábado, 12 de abril de 2014

DOMINGO DE RAMOS

O significado do Domingo de Ramos
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

A atitude das pessoas contemporâneas de Jesus, que o festejaram na sua entrada em Jerusalém e depois o abandonaram à mercê de seus algozes, se assemelha, muitas vezes, a atitudes de cada um de nós que louvamos a Cristo e nos enchemos de boas intenções para seguir os seus ensinamentos e, ao primeiro obstáculo, nos deixamos levar pelo desânimo, ou pelo egoísmo, ou pela falta de solidariedade e, mais uma vez, alimentamos o sofrimento de Jesus.

A Festa de Ramos com hosanas e saudações, prefigura a vitória de Cristo sobre a morte e o pecado, mas a hora definitiva ainda chegará. Jesus vai ao encontro da paixão com plena consciência e aceitação livre. Tem o poder de solicitar legiões de anjos que venham em seu auxílio, mas renuncia ao uso deste poder. Ele veio trazer a paz ao mundo, escolhe o caminho da humildade, a vontade do Pai se realizando.

Jesus entra em Jerusalém em clima de festa. Parece que Ele quer mesmo isso porque arma a cena que reproduz direitinho a profecia de Zacarias (o rei dos judeus virá como rei pacífico, montado num jumentinho, não numa montaria de guerra). É aquela aclamação. O povo festejava na expectativa de ter finalmente o prometido descendente de Davi, que ia reconduzir Israel a uma situação de vitória até maior do que as glórias idealizadas do passado. "Hosana ao filho de Davi", clamavam. E a lembrança das promessas feitas à dinastia de Davi alimentava certa imagem do Messias. O problema é que essa imagem de Messias poderoso, invencível, não ia combinar bem com o que aguardava Jesus pouco tempo depois.

Entre a entrada festiva como rei em Jerusalém e o deboche da flagelação, da coroação de espinhos e da inscrição na cruz (Jesus de Nazaré, rei dos Judeus), somos levados a pensar: Que tipo de rei o povo queria? E que tipo de rei Jesus de fato foi?

O povo ansiava por um Messias, mas cada um o imaginava de um jeito: poderia ser um rei, um guerreiro forte que expulsasse os romanos, um “ungido de Deus” capaz de resolver tudo com grandes milagres... É verdade que havia também textos que falavam no Messias sofredor, que iria carregar os pecados do povo. Mas essa idéia tão estranha não tinha assim muito apelo. Talvez o povo pensasse como muita gente de hoje: “de sofredor, já basta eu, quero alguém que saiba vencer”.

Deus, como de costume, exagera na surpresa. O Messias, além de não vir alardeando poder, entra na fila dos condenados. Para quem não olhasse a história com os olhos de hoje, não haveria muita diferença entre as três cruzes no alto do monte Calvário.

Domingo de Ramos é o portal de entrada da Semana Santa. Para as comunidades cristãs, esta semana maior sempre será um confronto com o problema do mal no mundo. Muito sofrimento. Além das catástrofes naturais, há no mundo muita opção de morte, desde a violência da guerra, o terrorismo, a violência urbana, a morte pela fome e as deficiências até a violência contra a própria natureza.Qual a saída? A guerra preventiva para vencer o terrorismo com o terrorismo? A imposição da idolatria do capital contra o império do mal?Ou a saída, certamente a mais difícil, não será a da proposta do Evangelho, que passa pelo mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor? Muitas vezes Jesus caminha ao nosso encontro e nós não o reconhecemos.
Tenhamos a coragem de viver estes dias da Paixão meditando os sofrimentos de Cristo, que são os nossos sofrimentos para vencermos a morte na alegria da Ressurreição.