quarta-feira, 19 de março de 2014

SÃO JOSÉ


19 de Março - São José

Do esposo de Maria sabemos somente aquilo que nos dizem os evangelistas Mateus e Lucas, mas é o que basta para colocar esse incomparável "homem justo" na mais alta cátedra de santidade e de nossa devoção, logo abaixo da Mãe de Jesus.
Venerado desde os primeiros séculos no Oriente, seu culto se difundiu no Ocidente somente no século IX, mas num crescendo não igual ao de outros santos. Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia; Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.
O privilégio de ser pai adotivo do Messias constitui o

título mais alto concedido a um homem.
O extraordinário evento da Anunciação e da divina maternidade de Maria da qual foi advertido pelo anjo depois da sofrida decisão de repudiar a esposa coloca São José sob uma luz de simpatia humana, em razão do papel de devoto defensor da incolumidade da Virgem Mãe, mistério prenunciado pelos profetas, mas acima da inteligência humana.
Resolvido o angustiante dilema, José não se questiona. Cumpre as prescrições da lei: dirige-se a Belém para recenseamento, assiste Maria no parto, acolhe os pastores e os reis Magos com útil disponibilidade, conduz a salvo Maria e o Menino para subtraí-lo do sanguinário Herodes, depois volta à laboriosa quietude da casinha de Nazaré, partilhando alegrias e dores comuns a todos os pais de família que deviam ganhar o pão com o suor de sua fronte. Nós o revemos na ansiosa procura de Jesus, que ele conduz ao templo por ter cumprido os 12 anos de idade.

Enfim, o Evangelho se despede dele com uma imagem rica de significado, que coloca mais de um tema para nossa reflexão: Jesus, o filho de Deus, o Messias esperado, obedece a ele e a Maria, crescendo em sabedoria, idade e graça.



Oração a São José pelas famílias São José,
protetor da família de Nazaré e de nossas famílias,
ensina-nos a nos relacionar, respeitar, falar, trabalhar e amar,
como ensinaste a Jesus no lar de Nazaré.
Peço-te especialmente por estas famílias: ..............
Abençoa a todas as pessoas destas famílias e
alcança-nos a graça de cumprir o Projeto de Deus,
como a Família de Nazaré. Amém.
São José, Rogai por nós...

segunda-feira, 17 de março de 2014

NOSSA SEXUALIDADE E AFETIVIDADE



 


ALGUNS ELEMENTOS DA ANTROPOLOGIA SEXUAL


         Falar em afetividade e sexualidade é estar atento a alguns elementos fundamentais:

   1)O nosso corpo é organismo autônomo, vivo, dinâmico, em crescimento perpétuo. Ele constitui a minha presença no mundo, Não tenho corpo, mas sou corpo que cheira, sente, olha, vibra... Mais, somos templo do Espírito Santo; somos imagem e semelhança de Deus... Portanto o corpo é muito mais do que objeto a ser explorado ou força de trabalho a ser manipulado. Ele é sujeito, é mediação e tem sentido,

     2) O corpo define o ser no mundo. A diferenciação sexual (homem ou mulher) define a maneira de ser. O ser humano é sexuado na totalidade do seu ser, o que manifesta que não está fechado em si, mas para o outro. Como abertura e comunhão, a sexualidade é criadora do ser: de mim e do outro; também pode ser fechamento e exploração do outro.

     3) Há no ser humano uma fome de comunhão, Como homem ou como mulher, mora em nós a pulsão sexual, que é a vontade, o desejo de dois seres se encontrarem. A pulsão sexual traz consigo esta necessidade de comunhão.

     4) O desejo sexual, como desejo do outro, é busca do prazer, vontade de procriação, e busca de união. Há a necessidade de unidade e complementaridade, o apelo de ser e a busca da plenitude. Somos para amar.

     Nascemos homem ou mulher, mas o masculino e feminino devem ser construídos em nós, o que exige esforço, renúncia, recomeço, perseverança, aceitação, festa. A criação não é só ato do passado, mas processo contínuo e continuado. Ao criar o ser humano, Deus revela o valor infinito da afetividade, da amizade e da ternura. E alguém que não tem um apreço a sim e de seu corpo, dificilmente tratará bem os outros e a si mesmo.

       No ser humano existem e coexistem dinamismos fortes, que fazem parte de sua personalidade:

1-AMAR: Deus é Amor. Fomos criados à sua imagem e semelhança.

 2-CONVIVER: Nós nos realizamos na relação com os outros no mundo, no amor

3- EDUCAR: Estamos na escola da vida. Somos alunos e professores.

        A sexualidade é energia solta por todo o corpo, que busca significação. Deve ser integrada na dinâmica do crescimento e do amadurecimento das pessoas em comunhão com os outros e o OUTRO. As pulsões estão tentadas para o egoísmo, o auto - erotismo, principalmente quando nos fechamos ao outro e ao mundo, Uma pulsão que se orienta para o outro, gera comunicação, torna-se gesto. O apóstolo Paulo, compreendeu bem que com as pulsões não se brinca: ”Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero”. (Rm 7,15)

       Os desejos sexuais devem ser educados com jeito, numa perspectiva de valores e num espírito de liberdade. A educação se impõe como tarefa humanizadora e libertadora. Necessário se faz acolher os desejos e não destruí-los, nem reprimi-los. O desafio que se propõe para nós é aceitarmos que em nós existe esta realidade energética, mas que ela não é absoluta, que esta energia deve ser evangelizada na busca da maior integração, no amor para a vida fraterna.
      

                Vejamos alguns traços que apontam para pessoa mais ou menos integrada:

1-Contemplativa: É pessoa que não tem medo da solidão como abandono, como momento de se encontrar consigo mesma: ela sabe ficar só.

 2-Autocrítica: Não é arrogante de si nem se veste com falsa modéstia. Tenta ser realista e verdadeira consigo mesma.

3-Humilde: Não é auto - suficiente e sabe ser ajudada; deixa-se ajudar.

4-Realista: Vive com os pés no chão, Não se engana nem vive de ilusões.

5-Segura: É tranqüila internamente e sabe em que e em quem está sua confiança.

6-Tranqüila: Não se descontrola e não vive cheia de ansiedades

7-Ativa: Não é queixosa nem se deixa vencer, vive alegremente sua vida.

8-Criativa: Sabe assumir iniciativas, novas maneiras de ser e amar.

9-Flexível: Não é rígida, nem formal, Sabe discernir, buscado o melhor.

10-Serviçal: Não é meramente receptiva: sabe doar-se e de forma gratuita.

11-Solidária: Não precisa competir Dá valor ao outro como outro.

12-Terna: Não é de reações emocionais descontroladas. É delicada, quando firme.

13-Audaciosa: Sabe arriscar sem ser, contudo, temerária.


                A sexualidade humana é potencial de encontro/ É dinamismo de abertura, de comunhão e de criatividade. Dom a ser acolhido e a ser cultivado. Pode-nos libertar como também nos fechar, dominar e alienar. É ambígua, e, como tal, é tarefa para a liberdade.
 

PARA REFLETIR EM GRUPO
1-O que mais chamou atenção neste texto de estudo?
2-O que tem a ver com a sua vida e com a nossa?
3-Como vivenciamos a afetividade e a sexualidade?
4-Como a sociedade encara ou “comercializa” essas duas realidades?
5-Que dúvidas, perguntas, dificuldades tenho no campo da afetividade e sexualidade?

                 Meu corpo é sagrado - o essencial na vida do homem e da mulher é o espírito e o coração.

Cuidados que devemos ter com nosso corpo:

estudar com iluminação (vista);

alimentar-se bem, sem exagero;

dormir o necessário (nem mais, nem menos);

higiene pessoal;

ginástica e esporte;

bons  modos, valorizando o próprio corpo... também nos trajes;

repouso mental; oração (dar um tempo).

 Prejuízos ao nosso corpo:

comer até estragar a saúde;

beber até perder o equilíbrio e a razão;

usar o corpo só para prazeres sexuais;

ter vícios, como fumo, álcool, drogas;

trabalhar demais;

não se preocupar com a  saúde.

 

 Iluminação da fé: I Cor 6,12-20

 

CONSAGRAÇÃO DO CORPO
    Senhor, Tu me deste um corpo. Um corpo que me ajuda a cumprir minha missão na terra. Pelo Batismo fui consagrado a Ti. Renovo hoje minha consagração. Coloco este meu corpo à Tua disposição.
    Dá-me domínio sobre ele. Que seja sempre instrumento para o bem. Dá-me um corpo resistente para o trabalho, capaz de enfrentar momentos difíceis, sempre para o serviço do irmão.
    Senhor, que o meu corpo seja a casa onde Tu possas morar. Amém.

   

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 11 de março de 2014

ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ

ATIVIDADE DIOCESANA: VAGAS PARA TODAS AS PARÓQUIAS



CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA IMPLEMENTAÇÃO DA ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ
DATA: 29 E 30 DE MARÇO 2014
HORÁRIO: 29 (sábado) das 14h00 às 18h30
                      30 (domingo) das 8h00 às 17h00
TAXA: R$ 40,00
LOCAL: PARÓQUIA SANTA CRUZ E SÃO DIMAS
INSCRIÇÕES: ATÉ DIA 24 DE MARÇO, DIRETO COM O ESCRITORIO DO SINE :
TELEFONE: ( 12 ) 3912-9092
           
T E M Á R I O:

1- Ministério de Escola de Formação na Fé

2- Organização do Ministério

3- Conteúdo da catequese

4- Reunião semanal com as crianças

5 - Como trabalhar com os pais e catequistas

6- Eventos: espiritual e recreativo

7- Primeira Comunhão

8- Missão de crianças

sábado, 8 de março de 2014

DIA DA MULHER






Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.
Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.


 
Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.
  
 Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.
  Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.
 Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.
  
Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.
  









quarta-feira, 5 de março de 2014

CAMPANHA DA FRATERNIDADE/ 2014







Tema: FRATERNIDADE E TRÁFICO HUMANO





Lema: “É PARA A LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU” (Gl 5,1)

Abertura da C. F. 2014 Acontece em nossa Paróquia quinta-feira dia 06/03 às 19h30 no Centro Pastoral Beato João Paulo II

            O tema da Campanha da Fraternidade desse ano discute a questão do Tráfico de pessoas.
            É a primeira vez que a CNBB trata do tema.
            Esta é apenas um síntese do Texto Base. Apenas uma introdução a discussão do tema, que certamente nos levará a leitura integral do Manual da CF 2014.



SÍNTESE DO TEXTO BASE


            A CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social. Tráfico Humano e Fraternidade é o tema da Campanha para a quaresma em 2014. O lema é inspirado na carta aos Gálatas: “É para a Liberdade que Cristo nos libertou” (5,1).
            O Tráfico Humano viola a grandeza de filhos, é cerceamento da liberdade e o desprezo da dignidade dos filhos e filhas de Deus. Resgatar essa dignidade, identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-lo são objetivos dessa Campanha da Fraternidade. Mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar o mal do Tráfico Humano, a Campanha propõe-se a reivindicar dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas e sensibilizar para a solidariedade com ações preventivas.
As principais modalidades do Tráfico Humano são: Trafico para exploração no trabalho, para exploração sexual, para extração de órgãos, para adoção de crianças, para exploração da força de trabalho, para atividade ilícita. O Tráfico Humano caracteriza-se pela ampla estrutura do crime organizado, em rotas nacionais e internacionais e internacionais, pela invisibilidade ajudada pela falta de denúncia e pelo aliciamento e a coação.
            A globalização com a competição econômica tem provocado migrações de pessoas em busca de melhores condições de trabalho e de vida. Essas pessoas tornam-se vulneráveis perante a ação de tráfico humano. Temos que distinguir na migração atual, tráfico de pessoas do contrabando de migrantes, pois nesse último, existe o consentimento do trabalhador sujeitando-se a uma condição de ilegalidade. Visando o lucro acima de tudo, a globalização econômica gera uma massa de excluídos sujeitados à terceirização á informalidade e as formas precárias de trabalho. Dessa condição aproveita-se o tráfico humano para aliciar pessoas, com propostas de trabalho enganosas.
            O enfrentamento do crime do Tráfico Humano exige a cooperação entre os países, em áreas como a criminal, jurídica, tecnológica, econômica e de meios de comunicação. O Brasil adotou a “Convenção de Palermo” das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional onde foi assinado um Protocolo Adicional conhecido como ”Protocolo de Palermo”. Esse instrumento legal internacional, o principal para prevenção, repressão e punição do tráfico humano, define o crime e aponta os elementos que caracterizam:
            Os atos mais comuns o recrutamento; o transporte; a transferência; o alojamento; o acolhimento de pessoas.
            Os meios que configura o tráfico- ameaça; uso da força; outras formas de coação; rapto; engano; abuso de autoridade; situação de vulnerabilidade; aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre a outra.
            A principal finalidade- A exploração da pessoa sob várias formas: prostituição e outras formas de exploração sexual; a servidão; a remoção de órgãos. É importante frisar que, para a configuração do crime de tráfico humano, o consentimento da vítima é irrelevante. Os traficados devem ser vistos como vítima e são protegidos pela lei brasileira, mas ainda faltam leis mais abrangentes quanto ao crime de tráfico de pessoas.
            O II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2013-2016) pretende:
a Integração e fortalecimento das políticas públicas, redes de atendimento e organizações para a prestação de serviços; capacitação para o enfrentamento ; produção, gestão e disseminação de informação; campanhas e mobilização.
           
            Há necessidade de conscientizar a sociedade da importância de informar, de denunciar ao Poder Público para que se possa investigar e punir os que praticam o crime do tráfico humano, através dos canais oficiais de denúncia disponíveis em todo o Brasil.
            A Igreja é solidária com as pessoas traficadas e comprometidas com a evolução da consciência sobre o valor da dignidade humana, fundamentada na Sagrada Escritura. Essa dignidade é assumida na medida em que o ser humano vive seus relacionamentos: consigo, com a natureza com o outro e com Deus em seu plano de Amor.
            A ruptura dessas relações leva ao pecado da violência, da exploração do outro, agressões à dignidade humana como o tráfico de pessoas. A Boa Nova de Jesus como vemos em Gálatas “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (5,1) é uma liberdade para o serviço (Rm 6,22) e para o compromisso com a justiça do Reino (Rm 6,16) . “Fostes chamados para a liberdade” (Gl 5,13) nos impele a vencer a idolatria do dinheiro, da ideologia e a tecnologia que se encontra na origem do pecado do Trafico Humano, onde o TER sobrepõe-se ao SER. Todo cristão é ungido no Batismo para ser um libertador como Jesus, por isso o Tráfico Humano não é somente uma questão social, mas também, eclesial e desafio pastoral. A Igreja é desafiada a ser advogada da justiça e a defensora dos pobres, cabe a ela emprestar sua voz para quem não consegue gritar, denunciar.
            Os três caminhos de ação que desponta são:
prevenção,
cuidado pastoral das vítimas
e a sua proteção e reintegração na sociedade.
            O Tráfico Humano beneficiado por preconceitos sociais, raciais e sexuais, agride a dignidade e liberdade de todos, por isso sua erradicação deve ser assumida por todos. Uma conversão dos corações para a solidariedade e cuidado com aponta para um caminho de menos opulência, menos concentração de riqueza e esbanjamento. Variam pastorais e organismos envolvidos com o tema foram reunidas pela CNBB (2011). no Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Tráfico Humano. Sem essas articulações da Igreja e também com a sociedade civil, não se transformará em realidade os três ps (prevenção, punição e proteção) planejados pelo II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2013-2016).
            Fortalecer a defesa da dignidade do ser humano e esclarecer sobre a grave violação que o Trafico Humano representa, exige que sejamos como o bom samaritano. É preciso resistir “a cultura do bem estar que leva á globalização da indiferença” denunciada pelo Papa Francisco em Lampedusa (Itália).
           
OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICOS DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014:


            O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2014 é:
“identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.

            Objetivos específicos:

Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos sofridos por esta exploração;
Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vitimas dessas práticas;
Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador desta realidade aviltante da pessoa humana;
Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano;
Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania dos atingidos;
Reivindicar, aos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar, eclesial e social.

CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014
                O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
                Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
                As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
                A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.
               
                A mão fechada é a da força: Da exploração do trabalho. A que tem o feto, na verdade é um órgão humano, lembra o problema do tráfico de órgãos humanos. a terceira mão, recorda o aliciamento de mulheres para a prostituição (veja as unhas vermelhas…) e Mão da criança traz o problema da adoção ilegal de crianças que alimenta o tráfico de pessoas.


ORAÇÃO CAMPANHA DA FRATERNIDADE/2014
Ó Deus, sempre ouvis o clamor do vosso povo
e vos compadeceis dos oprimidos e escravizados.
Fazei que experimentem a libertação da cruz
e a ressurreição de Jesus.
Nós vos pedimos pelos que sofrem
o flagelo do tráfico humano.
Convertei-nos pela força do vosso Espírito,
e tornai-nos sensíveis às dores destes nossos irmãos.
Comprometidos na superação deste mal,
vivamos como vossos filhos e filhas,
na liberdade e na paz.
Por Cristo nosso Senhor.
AMÉM!