terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DIA MUNDIAL DA PAZ




1º DE JANEIRO: DIA MUNDIAL DA PAZ

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (Jo 14:27)


Celebrar o início de um novo ano é celebrar a renovação da esperança. Pois Deus, em sua infinita bondade nos oferece um novo tempo para podermos recarregar as energias e ser construtores da Civilização do Amor. Por isso desde 8 de dezembro de 1967, criado pelo Papa Paulo VI, vivemos o Dia Mundial da Paz e temos um tema que nos exorta na caminhada. A Mensagem para este dia busca chamar a atenção para o valor essencial da paz e a necessidade de trabalhar incansavelmente para consegui-la.

Este ano, Papa Francisco nos faz refletir o tema “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”.

De acordo com um comunicado do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, divulgado dias atrás, o Pontífice escolheu a fraternidade como tema já que “desde o início do seu ministério como Bispo de Roma, destacou a importância de superar a ‘cultura do descartável” e de promover a ‘cultura do encontro’, para caminhar rumo à realização de um mundo mais justo e pacífico”.


Ele começa a reflexão a partir da família, onde experimentamos a primeira forma de fraternidade: Abrange um aspecto comum a todos nós: todos nós temos a experiência de fraternidade, no sentido de que todos crescemos em uma família e assim sabemos o que é um irmão ou uma irmã. Isto nos ajuda, então, certamente, a aplicar essa experiência à complexidade de nossas vidas.


Mas como muitas vezes esquecemos disso...podemos dizer que há aspectos que não conseguimos traduzir na realidade de nossas vidas. Às vezes damos por evidente essa fraternidade e então a tornamos algo que exigimos dos outros ao invés de algo que damos aos outros. Certamente tudo isso tem a ver com a paz, porque uma fraternidade que constrói a paz é uma fraternidade que dever ser fundada na experiência da nossa fragilidade, na experiência da riqueza que cada encontro com alguém diferente de nós, irmão ou irmã, pode nos ajudar a viver, e depois certamente deve ser aprofundada e purificada, tentando traduzir em ação a igualdade que a fraternidade nos dá.

Podemos dizer que a cultura do bem-estar faz perder esse sentido de responsabilidade e da relação fraterna, pois possuir bens faz com que nos preocupemos em mantê-los e talvez nos faz sentir uma espécie de antagonismo para com os outros, ou porque eles têm mais ou porque têm coisas diferente de nós, ou ainda porque parece que levam embora os nossos bens. Eu ainda acho que o bem-estar nos coloca em um estado de indiferença para com os outros. Uma pessoa que está bem não vê que também ela é frágil: não percebe, não vê que vive no sofrimento ou na carestia. E depois, em certo sentido, tudo isso se torna também um sentimento, muitas vezes, infelizmente, social, de medo do estrangeiro, de quem é diferente, de quem tem costumes diferentes dos nossos. O possuir as coisas, e não ter necessidade dos outros nos torna incapazes de ver, quem sabe, que o outro que chega no nosso país precisa de algo.
Há a necessidade de globalizar a fraternidade e não a indiferença, como várias vezes disse Papa Francisco. E isso é possível quando nos educamos a pensar que, precisamente porque somos todos irmãos, filhos de Deus, os bens que recebemos nesta terra são de todos. Neste sentido, portanto, a experiência religiosa, em particular a cristã, mas toda experiência religiosa, ajuda a globalizar a fraternidade. Ajuda também, certa maturidade humana, que podemos obter olhando ao nosso redor e olhando também um pouco mais longe – sobretudo nós europeus, nós italianos – do nosso viver social, da nossa realidade. Em terceiro lugar, também buscar e expressar, através de estruturas políticas e sociais, esse tipo de comportamento. Um país é capaz de praticar a fraternidade quando também aqueles que são eleitos pelos cidadãos, são capazes de viver esse tema com decisão.

A fraternidade, segundo destaca ainda o comunicado, é um dom que cada homem e mulher carrega consigo enquanto seres humanos, filhos de um mesmo Pai. E diante de tantos dramas que atingem a família dos povos, como a pobreza, a fome, conflitos e desigualdade, a fraternidade é fundamento e caminho para a paz.

“Papa Francisco, no início de seu ministério, com uma mensagem que se coloca em continuidade com a de seus Predecessores, propõe a todos o caminho da fraternidade, para dar uma face mais humana ao mundo”, destaca o Vaticano.

Diante dos inúmeros dramas que atingem a família humana, como pobreza, conflitos, criminalidade organizada e fundamentalismos, a fraternidade é fundamento e caminho para a paz. Esses mesmos dramas e a cultura do bem-estar fazem perder o sentido da responsabilidade e da relação fraterna. Os outros, ao invés de nossos‘semelhantes’, aparecem como antagonistas ou inimigos e muitas vezes como objetos. Não raramente, os pobres e os necessitados são considerados como um“fardo”, que impede o desenvolvimento. Ou seja, não são mais vistos como irmãos, chamados a compartilhar os dons da criação, os bens do progresso e da cultura.

Neste inicio de ano não basta apenas desejar que este seja bom, feliz, como algo mágico, mas cada um deve dar sua colaboração neste sentido, por isso neste dia em também celebramos a Santa Mãe de Deus, peçamos Ela que nos tome pela mão e nos ajude a compreender e a viver todos os dias a fraternidade que jorra do coração do seu Filho, para levar a paz a todo o homem que vive nesta nossa amada terra.

É este meu desejo a você e a toda sua família: no ano de 2014 sermos protagonista, fazendo nossa parte para vivermos a plenitude da verdadeira paz que só vem de Cristo Jesus, para que um outro mundo seja possível. E isto só é possível quando, guiados pelo Espírito Santo renovamos nossa vida tornando-nos homens e mulheres novos. O ano só é novo quando nós também nos renovamos, senão será apenas mudança no calendário!! Lembre-se: Deus caminha conosco e quer contar com nosso SIM!!!

Minha bênção

Diá.c Flori

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL


PRESENTE DE DEUS: O NATAL DE JESUS

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2, 11)

           Natal, tempo de renovar as esperanças! Confie o Senhor está com você!

          Este é o sentido do Natal, pois Deus quer dar ao ser humano a certeza de que não é um Deus distante, mas em Cristo Jesus é o Deus Conosco, que caminha lado a lado com todos e cada homem e mulher.

Sua presença na história humana inicia-se na forma de uma frágil criança, pois Deus Todo-Poderoso, o Criador de tudo, sempre confunde os orgulhosos deste mundo, dando a certeza de que tudo o que é terreno tem valor relativo, efêmero. Só Ele é Absoluto e só Nele temos os valores eternos.     

Jesus como criança trouxe consigo presentes maravilhosos de Deus, e à medida que crescia ia desembrulhando-os e nos ensinando a amar a Deus e ao próximo, a viver em comunidade, a partilhar nossos dons, a perdoar...

 Só Ele é Luz, mas incumbiu-nos de testemunhar a luz, acendendo-a nas trevas do egoísmo, da ambição, do desespero, da desunião... e levando a todos a quem encontrarmos a mesma boa noticia que os anjos anunciaram quando do seu nascimento, e que é sempre a grande novidade do Natal: a Salvação já é realidade.

          Permitamos que Jesus desperte em nós o olhar puro de uma criança e a sabedoria de encontrar a felicidade nas coisas simples do dia-a-dia.

          Que,assim como o Salvador, possamos humildemente estender a mão ao próximo e compartilhar seus ensinamentos e valores.

Natal é amor em ação: toda vez que amamos que doamos é Natal!

Querido (a) catequista, que você viva plenamente a alegria do Natal em cada encontro com seus catequizandos na sua nobre missão de “fazer ecoar a voz de Deus”.

Um Feliz e abençoado Natal a você e seus familiares

Com carinho, um grande abraço,

Diác. Flori

domingo, 8 de dezembro de 2013

IMACULADA CONCEIÇÃO


História de Imaculada Conceição


Imaculada Conceição refere-se a um dogma através do qual a Igreja declarou que a concepção da Virgem Maria foi sem a mancha (mácula em latim) do pecado original. Desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada do pecado pela graça de Deus. Ela sempre foi cheia da graça divina. O dogma declara também que a vida da Virgem Maria transcorreu completamente livre de pecado.

Desde os tempos da Igreja primitiva, os fiéis sempre acreditaram que Maria, a Mãe de Jesus, nasceu sem o pecado original. Tanto no Oriente como no Ocidente, há grande devoção à Maria enquanto mãe de Jesus e Virgem sem Pecados. No começo do cristianismo o dogma da Imaculada Conceição já era tida como uma verdade de fé para os fiéis.

Bíblia e tradição

O dogma que declara a Imaculada Conceição da Virgem Maria é fundamentado na Bíblia: Maria recebeu uma saudação celestial do Anjo Gabriel quando este veio anunciar que ela seria a Mãe do Salvador. Nessa ocasião, o Anjo Gabriel saudou como cheia de graça.

Foi o papa Pio IX, o papa que proclamou o dogma da Imaculada Conceição, recorreu principalmente à afirmação de Gênesis (3, 15), onde Deus diz: Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.

O verso Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti, no Cântico dos Cânticos (4,7) também é uma referência para defender a Imaculada Conceição. Outras passagens bíblicas referentes são: Também farão uma arca de madeira incorruptível (Êxodo 25, 10-11). Pode o puro (Jesus) vir de um ser impuro? Jamais! (Jó 14, 4). Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível... (Deuteronômio 10, 3). Maria é considerada a Arca da Nova Aliança (Apocalipse 11, 19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente incorruptível ou imaculada.

Também existem os escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. São Tomás de Aquino, por volta de 1252, declarou abertamente que a Virgem foi, pela graça, imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde.

Definição do dogma de Imaculada Conceição

O dia da festa da Imaculada Conceição foi definido em 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja na Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do dogma no século XIX.

No dia 8 de dezembro de 1854, dia da festa, o Papa Pio IX, com a Bula intitulada Deus Inefável (Ineffabilis Deus), definiu oficialmente o dogma da Santa e Imaculada Concepção de Maria.

Assim está escrito na bula (documento papal) intitulada Ineffabilis Deus que o Papa Pio X proclamou: Em honra da Trindade (...) declaramos a doutrina que afirma que a Virgem Maria, desde a sua concepção, pela graça de Deus todo poderoso, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do homem, foi preservada imune da mancha do pecado original. Essa verdade foi-nos revelada por Deus e, portanto, deve ser solidamente crida pelos fiéis.

Maria confirma o dogma

Santa Bernadete Soubirous (1844-1879), a jovem que viu Nossa Senhora em Lourdes, disse que Nossa Senhora se auto definiu dizendo assim: Eu sou a Imaculada Conceição. Isso aconteceu em 1858, apenas quatro anos após a definição do dogma.

Todos os estudiosos consideram quase impossível que uma adolescente como era Bernadete, vivendo num lugarejo insignificante como era Lourdes, soubesse da proclamação do dogma e muito menos o seu significado. Por isso, as aparições de Nossa Senhora em Lourdes são consideradas como uma confirmação celstial do dogma da Imaculada conceição. Esta é uma das três aparições de Nossa Senhora consideradas verdadeiras pela Igreja Católica.

Imaculada Conceição, Mãe sem manchas

Por isso, nós podemos recorrer a Maria com toda a confiança justamente porque ela é Imaculada, sem mancha, sem pecado, sem impurezas. Ela é cheia, plena, repleta da graça de Deus e, por isso, pode ouvir nossos pedidos e súplicas e apresentá-los ao Pai, diante de quem ela está no céu. Nossa mãe celestial é pura, santa, sem pecado e nos ama com um amor puro, santo e divino. Assim, com esta confiança, recorramos a ela sempre, pois ela intercede por nós.

Oração a Imaculada Conceição

Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: Ave Maria, cheia de graça; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações
e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal
e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós.