quinta-feira, 21 de março de 2013

ENCONTRO DE FORMAÇÃO PARA SECRETARIADO REGIONAL




ENCONTRO DE FORMAÇÃO SECETARIADOS DIOCESANO E REGIONAL DE CATEQUESE (3/3/2013)


“Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres” Sl126, 3


 


1º MÓDULO:

 
 TEMA: COMO TRABALHAR A UNIDADE DOS CATEQUISTAS NA PARÓQUIA, REGIÃO PASTORAL E DIOCESE

 

      Este tema foi apresentado de forma lúdica, mas bem objetiva, vivencial e profunda, que levou os catequistas a uma compreensão de como melhor trabalhar esta dificuldade a partir de sua paróquia. Foi realizado o que se segue:

CELEBRANDO OS DONS

Objetivo: Conscientizar sobre o dom maior da comunidade, a Pessoa de Jesus, dom que gera todos os dons.

-Na vivência do exercício, motivar os participantes à manifestação do reconhecimento dos dons dos outros.

-Incentivar e fortalecer os dons dos participantes e motivá-los à reflexão sobre o compromisso do uso dos dons a serviço da comunidade.

Tempo: aproximadamente 90 m.

Ambiente: favorável à movimentação dos participantes. Colocação de 2 mesas para a realização do trabalho e suporte para afixá-lo.

Material: 2 cartolinas, 1 modelo de tijolo em cartolina, desenhado, canetas hidrocor, tesoura, cola ou percevejos, 1/4 de folha de papel sulfite e caneta/lápis para cada participante, crucifixo, vela, fósforo, Bíblia Texto Rm 12,1-21

Estratégia: 1º momento- cada participante acompanhará em sua Biblia Rm 12,1-21 e pedir que um dos participantes leia em voz alta, clara e pausadamente.

-recomendar que prestem atenção no sentido do texto, nos dons e frutos citados.

                  2º momento: distribuir ¼ de folha de sulfite para cada participante. Pedir que escrevam os dons e frutos encontrados na leitura e acrescentem os que desejarem. Dar o tempo necessário para execução: 10m, mais ou menos.

                 3º momento: pedir que leiam em silêncio o que escreveram. Solicitar que cada um olhe para (a) o companheiro (a) à sua direita, reflita sobre quais dons que ele (a) tem e grife-os na própria relação, sem comentar com ninguém. Dar o tempo necessário, mas que seja breve. Ao término, pedir que guardem o papel.

                 4º momento: fazer a proposta: “Vamos montar uma Igreja. Sobre a mesa há um desenho de tijolo. Cada um pegue o seu.

                 5º momento: convidar os participantes para que ocupem a mesma posição em que estavam sentados,

                  Apresentar as propostas por etapas, dando o tempo necessário à realização de cad uma dela, antes de propor outra.

                  1º cada um põe seu nome no tijolo;

                  2º cada um entrega se tijolo ao (a) companheira (a) à esquerda;

                  3º cada um escreve no tijolo que recebeu do outro os dons e frutos que reconheceu em seu (sua) companheiro (a) já assinalados naquela relação.; Não devolver;

6º momento: colocar o suporte para painel ou cartaz em posição estratégica, para que todos vejam;

-                    se for usar cola, forrar o suporte com papel, no caso de percevejos deixá-los à disposição;

                       Fazer a proposta: ”cada um de nós colocará o tijolo que tem em mãos no painel. Antes de colocá-lo vai dizer quem é o tijolo e com quais dons ou frutos ele (a) contribui para a construção da Igreja, da comunidade. Depois de dizer, pode afixar o tijolo no painel e voltar para seu lugar”.

                     deixar livre para quem quiser começar ou tomar a iniciativa para dar o exemplo;

                      deixar que coloquem os tijolos na posição que quiserem. Não interferir, não alertar para que sejam colocados próximos um do outro;

 7º momento:depois de todos colocarem, pedir que observem, O que parece? O que está faltando? Deixar que se manifestem. Naturalmente, sem comentar. Observe também, atente para os detalhes: parece Igreja? Parece muro, parede? Os tijolos estão próximos uns dos outros? Distantes? Fora de linha?

                       Dar um tempo pequeno para comentários; Mostrar sobre a mesa o crucifixo, a Bíblia e a vela,

                       Perguntar:

  • Se colocarmos a Bíblia aberta aqui, como uma porta, melhora? (colocar no painel);
  • E o crucifixo, como teto?
  • E a vela? Onde a colocamos? Apagada? Acesa?
  • (se for o caso) è se unirmos os tijolos?
  • E agora, parece Igreja?

8º momento: “o que vocês acharam da nossa experiência”?

                      “o que ela nos ensinou”?

                      Dar tempo para as manifestações;

                     Fazer observações conforme orientações abaixo, mas não se alongar.

Observações para o auxilio do animador:

              1º nós sabemos quais são os dons e os frutos (o bem que constrói);

             2º temos liberdade de nos construir, fazer o nosso próprio tijolo, mas é o outro quem vê e aprecia as qualidades do nosso tijolo;

             3º se não unirmos nossos dons e frutos- nossos tijolos- na comunidade, não iremos parecer Igreja;

            4º se nos unirmos apenas para formar grupinhos ao nosso gosto, desfrutando nossos dons e frutos, nosso tijolos, somente entre nós, sem vivermos a Palavra de Deus, seu Mistério Pascal, e sem a luz de Cristo (vela), não seremos Igreja, comunidade. Seremos um muro, uma parede que impede o crescimento do Reino de Deus.

          Deixar breve espaço de tempo para comentários.

 

APROFUNDANDO O TEXTO BÍBLICO

OS “SETE DONS” DA DIVERSIDADE

“Não se amoldem às estruturas deste mundo, mas transformem-se pela renovação da mente, a fim de distinguir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que é agradável a Ele, o que é perfeito” (Rm 12,2)

 

1-O primeiro dom citado é a PROFECIA: ”Quem tem o dom da profecia, deve exercê-lo de acordo com a fé” (Rm 12,6). Não se trata de previsão do futuro. Para Paulo, profecia é a lucidez de ler o presente, discernir o que é “estrutura deste mundo”, impelindo a comunidade a caminhar rumo ao futuro. Nem todos têm o dom da profecia, mas todos podem prestar atenção àquilo que os profetas dizem. Sem profetas a igreja doméstica acaba se amoldando às estruturas deste mundo.

 

2-Em segundo lugar vem o dom do SERVIÇO: “Se tem o dom de serviço, que o exerça servindo” (Rm 12, 7ª). Temos a impressão de que nas comunidades de Roma o serviço corria o risco de ser um cargo, ao invés de um encargo. Ao dizer que o “exerça servindo” Paulo estaria mostrando que o serviço é coisa prática e não teoria. Sem, a dimensão do serviço as comunidades se tornam competitivas e acabam se amoldando às estruturas deste mundo, onde o interesse suplanta a gratuidade e o poder se torna dominação. 

 

3-Em terceiro lugar vem o ENSINO: “se do ensino, que ensine” (Rm 12, 7b). O ensino corresponde praticamente à atual catequese. Sem uma catequese renovada, estimulante e fortemente centrada no Evangelho, isto é, libertadora de vícios e tradições infundadas, a comunidade se amolda às estruturas do mundo.

 

4-Em quarto lugar vem o ACONSELHAMENTO: “se é de aconselhar, aconselhe” (Rm 12, 8ª). O aconselhamento estava bem perto do ensino, sendo uma decorrência deste. A catequese apontava os rumos da comunicação. O aconselhamento era o modo de viabilizar, acompanhar e

estimular a caminhada. Se o ensino era teórico, o aconselhamento era prático. Sem o aconselhamento a comunidade pode facilmente se amoldar às estruturas do mundo

 

5-Em quinto lugar vem a PARTILHA: “se é de distribuir donativos, faça-o com simplicidade” (Rm 12, 8b). Paulo aconselha às pessoas que têm esse dom a exercê-lo com simplicidade, sinal de que partilha podia ser vista como meio de ambicionar posições importantes na comunidade ou como meio de angariar reconhecimentos. Sem a partilha as comunidades se amoldam às estruturas deste mundo.         

 

6-Em sexto lugar vem a PRESIDÊNCIA da comunidade: “se é de presidir a comunidade faça-o com zelo” (Rm 12, 8c). Certamente Paulo estava se referindo aos lideres, aos que coordenam, recomendando-lhes que fossem zelosos, que gostassem e priorizassem o bem comum. A presidência que não leva em conta o serviço e a partilha força a comunidade a se amoldar às estruturas deste mundo.

 

7-Em sétimo lugar vem a PRÁTICA DA MISERICÓRDIA: “se é de exercer a misericórdia, faça-o com alegria” (Rm 12, 8d). A prática da misericórdia está ligada aos cuidados com os doentes, pobres, idosos e deficientes da comunidade. É trabalhar com o coração, com alegria, pois sem esses predicados a comunidade estaria se amoldando às estruturas deste mundo.

 

         Prestar atenção aos dons da diversidade, pois na maioria das vezes trazemos as estruturas do mundo para a comunidade, mas não levamos ao mundo como ser comunidade através de nossa conversão e testemunho: “Vejam como eles se amam”

 

         9. Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem.

         10. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros.

         11. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor.

         12. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.

         13. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade.

         14. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis.

         15. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram.

         16. Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

         17. Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens.

         18. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens.

         19. Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35).

         20. Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s).

         21. Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.

 

9º momento: convite para a celebração, manter a vela acesa. A partir do painel, formar um circulo. Todos de mãos dadas, de forma que o painel seja o inicio e o fim do circulo. Convidar à oração: “Vamos orar, vamos louvar o Senhor, o principio e o fim de tudo, por todas as nossas descobertas”, concluindo que só conseguiremos a construção da Igreja de Cristo, não o Templo, com a união de nossos dons, e para isso temos que saber reconhecer e valorizar os dons que cada um tem, e que todos e cada um é especial. Ninguém é mais importante que o outro... 

 Encerrar com um canto sugestivo ao tema. 

 

 Agora é tempo de ser Igreja,/ Caminhar juntos, participar. (2x)
1. Somos povo escolhido/ E na fronte assinalados/ Com o nome do Senhor/ Que caminha ao nosso lado.
2.Somos povo em missão./ Ja é tempo de partir./ È o Senhor que nos envia, / em seu nome a servir
3. Somos povo esperança. / Vamos juntos planejar:/ Se  Igreja a  serviço  /  e a fé testemunhar.
4. Somos povo a caminho / Contruindo em multirão / Nova terra, Novo reino / De fraterna comunhão.

 

2º MÓDULO:

 

     TEMA: COMO    ORGANIZAR A     FORMAÇÃO PERMANENTE E SISTEMÁTICA COM OS CATEQUISTAS NA PARÓQUIA (ESCOLA DE FORMAÇÃO PERMANENTE E SISTEMÁTICA)


A palavra iniciação significa "levar para dentro", que causa modificação, transformação e mudança total na vida da pessoa.

Aqui estamos falando do papel da catequese na sua missão e na caminhada pastoral da Igreja nos novos tempos.

 

Tendo em vista a Exortação Apostólica Catechesi Tradendae nº 21: ”há necessidade de se ter uma catequese bem estruturada e coerente, com um ensino sistemático, não algo improvisado, mas que siga um programa que lhe permita alcançar um fim determinado”.

Entendendo que TODOS estamos em processo catequético, e não somente em preparação para algum sacramento, viável se torna que os catequistas vivam essa experiência, de forma que possa ter uma Iniciação Cristã, pois infelizmente, muitos que chegam não tem uma noção global muito clara da catequese, e acabam sendo apenas transmissores de doutrina, acompanhando apenas o subsidio que lhes é entregue.

O subsidio ajuda o catequista a fazer a mesma caminhada do catequizando: por encontro, de forma sistemática, com participação.

 

ESTRUTURA DA OBRA

O texto foi estruturado tendo como modelo os quatro tempos do RICA (Ritual de Iniciação Cristã para Adultos).

         O Primeiro Tempo: Dimensão Antropológica e Pré-Catecumenato, trata da pessoa humana no mundo em que vive, seu relacionamento consigo mesmo, com o outro e com Deus, bem como o do anúncio do querigma, que mostra o amor de Deus por nós e o chamado que recebemos como catequistas.

         O Segundo Tempo, denominado Palavra de Deus, fonte da Catequese Catecumenal, apresenta-se os fatos fundantes da história da salvação, a salvação em Jesus Cristo, a história da Igreja ao longo dos séculos, assim como a metodologia catequética baseada na pedagogia de Jesus.

         O Terceiro Tempo é o tempo da purificação e da iluminação. Este tempo é dedicado a preparar o coração do catequista, salientando a necessidade de conversão e de intensa vida de fé

         O Quarto Tempo é o tempo da Mistagogia e objetiva que o catequista cresça no conhecimento do Mistério Pascal e participe com mais conhecimento e conscientização da recepção dos sacramentos

 

ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS (RESUMO)

         Motiva a criatividade de quem coordena

         Preparação cuidadosa do ambiente revela a atenção e o carinho de quem recebe. Uma comunidade bem acolhida fica confortável do início ao fim do encontro: mesa com toalha, flores, Bíblia, velas, cartazes, som, CDs, folhas de canto, tudo o que se fizer necessário para que o encontro se torne momento agradável

         Quem coordena, procure mostrar-se atencioso e dar as boas-vindas a todos com um sorriso.

         Pedir as luzes do Espírito Santo

         Todo o encontro deve ser iniciado com uma partilha dos acontecimentos da semana e uma revisão do AGIR anterior procurando-se fazer uma ponte com o tema do dia.  

         Este é o momento do VER que deve ser enriquecido com dinâmicas, cartazes, textos de jornais, cantos, de maneira a provocar o catequista e despertar seus interesse para o que se pretende abordar.

         A leitura bíblica marca o ILUMINAR, ocasião em se busca o Deus que nos fala: pode ser precedida por um refrão repetitivo para dar um toque respeitoso ao momento. A prática da leitura orante da Bíblia ajuda a maior intimidade com a Palavra de Deus.

         O AGIR é o que solidifica e que possibilita uma catequese de atitudes, por isto, é proposto um pequeno exercício feito em casa para aprofundar o que foi tratado.

         Ao final da unidade, pode-se incentivar os catequistas a elaborarem um pequeno texto reflexivo para sintetizar o que foi aprendido 

 

CELEBRAÇÕES (RESUMO)

         O Catecismo da Igreja mostra a relação entre a catequese e liturgia e afirma:”a liturgia é o ápice para a qual tende a ção da Igreja, ao mesmo tempo é a fonte de onde emana toda a sua força, portanto é o lugar privilegiado da catequese do Povo de Deus”. Daí a importância de celebrar os tempos desta catequese catecumenal a fim de tornar viva a fé cultivada na doutrina explicita dos encontros

         As celebrações foram elaboradas com a intenção de marcar de maneira sensível a passagem de cada etapa, pois cremos que embora os conteúdos esclareçam e ampliem a visão do catequista, o que converte o coração é o que se celebra. Por isso devem ser muito bem preparadas

 

SUMÁRIO

PRIMEIRO TEMPO
         Dimensão antropológica e pré - catecumenal
         Celebração de abertura- Entrega da Palavra
         1-O catequista e sua vocação
         A pessoa do catequista
         O relacionamento com o outro
         O mundo em que vivemos
         O relacionamento com Deus
         2-Anúncio do querigma
         Deus me ama e me chama
         Jesus nos revela que Deus é amor
         Jesus morreu e ressuscitou
             Celebração – Entrada no processo catecumenal
 
         SEGUNDO TEMPO
           A Palavra de Deus, Fonte da Catequese Catecumenal
           1-A voz da Palavra
         Deus se comunica através da criação
         Deus nos fala através dos acontecimentos
         Deus nos fala através da Sagrada Escritura
            2-O rosto da Palavra
         O rosto humano de Jesus- Jesus e seu agir
         Jesus e suas palavras – Parábolas
         A morte de Jesus
         A ressurreição de Jesus
         3-A casa da Palavra
         Família
         Comunidade e Catequese
Comunidade e Liturgia
         4-O caminho da Palavra – História da Catequese
         Catequese de iniciação – Sec. I a V
         Catequese de imersão (Idade Média) Séc. VI a XV
         Catequese de Instrução – Sec. XVI a XIX
         Catequese de Comunhão e Participação – a partir do Sec. XX
           5-O caminho da Palavra – Metodologia da Catequese
         Pedagogia de Jesus
         Método VER-ILUMINAR-AGIR
          Celebração da Palavra
 
         TERCEIRO TEMPO
         Purificação e Iluminação
         O pecado (exorcismo) e o Sacramento da Reconciliação
         Creio
         Pai Nosso
         Celebração – Renovação dos compromissos batismais
 
         QUARTO TEMPO
         Catequese Mistagógica
         Sacramentos
         Sacramentos da Iniciação Cristã
         Celebração – da Missão e do Envio
 
 

   PRIMEIRO TEMPO


Celebração de abertura- Entrega da Palavra

DIMENSÃO ANTROPOLÓGICA E PRÉ-CATECUMENATO


            “A catequese possui forte dimensão antropológica. E por isso, ela precisa assumir as angústias, e esperanças das pessoas e oferecer-lhes as possibilidades de libertação plena trazidas por Jesus Cristo. Por isso que as situações históricas e as aspirações autenticamente humanas são também conteúdo da catequese.” (DNC 42)

“Um processo de catequese de inspiração catecumenal deve partir do Pré-catecumenato, pois este é o momento do anúncio de um Deus que é amor e que nos ama do jeito que somos. A explicitação do querigma leva à conversão e mostra a importância da vida comunitária para os fiéis” (Cf. DNC 45)

 

CELEBRAÇÃO DE ABERTURA-ENTREGA DA PALAVRA

Acolhida

            (Realizar uma procissão de entrada dos catequistas em que um (a) catequista entra com flores; um (a) catequista traz a Bíblia e ao seu lado, dois catequistas levarão velas. E cada um trará sementes nas mãos.

Animador: Iniciemos nossa celebração, acolhendo cada um de vocês que quer aprofundar no conhecimento e na vivência da fé cristã para oferecer uma catequese mais rica aos catequizandos de nossa comunidade, cantando:

- Um dia escutei teu chamado, divino recado/batendo no coração/ deixei deste mundo as promessas /e fui bem depressa  no rumo de tuas mãos.

Tu és a razão da jornada/ tu és minha estrada

meu guia, meu fim/No grito que vem do  meu povo/ te escuto de novo chamando por mim.

Os anos passaram ligeiro/ me fiz um obreiro do reino de paz e amor/ Nos mares do mundo navego/ e as redes me entrego/ tornei-me teu pescador

Embora tão fraco e pequeno/ caminho sereno com a força que vem de ti/ A cada momento que passa

revivo esta graça de ser teu sinal aqui

 

 Dirigente: Louvemos a Deus pela doação que vocês fazem ao se colocarem, como discípulos missionários, a serviço da comunidade, cantando:

  Em Nome do Pai,em Nome do Filho, em Nome do Espírito Santo...”

 

Introdução

Leitor 1: Com esta celebração queremos dar inicio ao Curso de Formação de Catequistas, na linha da Iniciação Cristã em nossa Paróquia. Há muito tempo, a Igreja vem percebendo a necessidade de fazer uma catequese que seja mais celebrativa e vivencial. Uma catequese não apenas de conteúdo, mas também transformadora de atitudes e comportamentos.

 

Leitor 2: Por isso, hoje, os catequistas de nossa comunidade vão receber um exemplar da Bíblia (simbólico). Essa entrega é para marcar, de maneira solene, que eles foram convidados e aceitaram se engajar nesse novo modelo de catequese e, alimentados pelo Pão da Palavra, querem se tornar “fermento na massa”.

 

Dirigente: Agora, cada um de nós é convidado a refletir as seguintes questões: O que é a Bíblia para mim? Um livro de estudos? Um guia para minha vida? Em que momento eu leio a Bíblia? Quem quiser pode partilhar as respostas a esses questionamentos em voz alta. (Deixar que alguns falem)

 

Salmista: Jesus quando orava ao Pai, meditava os salmos como todo judeu fiel. Vamos meditar o Sl 119(118) 33-40 que mostra como precisamos nos esforçar para entendermos o que Deus quer de nós.

Refrão: Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor, lâmpada para meus pés, e luz, luz para meu caminho. (cantar a cada 2 estrofes)

           -O Senhor Deus ensina-me a entender as tuas leis e eu sempre as seguirei.

          -Dá-me entendimento para que eu possa guardar a tua lei e cumpri-la de todo coração.

         -Guia-me pelo caminho dos mandamentos, pois neles encontro a felicidade.

         -Faze com que eu queira obedecer aos teus mandamentos, em vez de querer riquezas.

         -Não me deixes ficar pensando em coisas sem valor; sê bondoso para comigo, como prometeste.

         -Eu sou teu servo, cumpre a promessa que me fizeste, a promessa que fazes ao que O temem.

        -Livra-me dos insultos que me causam medo; os Teus julgamentos são bons.

        -Eu quero muito obedecer às Tuas leis. Conserva-me vivo, pois Tu és justo.

 

Proclamação da Palavra de Deus

Animador: A Bíblia é o livro por excelência da catequese. Escutar a Palavra de Deus leva-nos a dar mais valor ao modo de viver em conformidade com alei que está escrita em nosso coração.

(Uma catequista pega a Bíblia, ergue-a bem alto e a entrega ao dirigente, enquanto todos cantam)

Canto: Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor, lâmpada para meus pés, e luz, luz para meu caminho

 

Dirigente: Leitura do Evangelho de Mc 4,1-20

Reflexão: (nesse momento, o dirigente fará uma breve reflexão sobre a Palavra e alusão à semente dfistribuida aos catequistas)

 

Dirigente: Neste momento façamos alguns instantes de silêncio para aprofundar o que acabamos de ouvir

(Após esse momento, cada catequista encaminha-se até o dirigente e recebe, simbolicamente, a Bíblia com as palavrasJ

Dirigente: Guarda a Palavra em teu coração.

 

Rezando a vida e a Palavra de Deus

Leitor 1: Somos convidados a elevar a Deus nossas preces, pedindo pelos catequistas que, hoje estão recebendo a Bíblia como sinal para se aprofundarem em sua leitura e se colocarem a serviço do Reino.

 

Leitor 2: Deus de Bondade, fortalece os catequistas de nossa comunidade e os guarde de todo o mal, rezemos ao Senhor

Todos: Senhor, escuta a nossa prece.

 

Leitor 1: Pai Amoroso, faça com que nossa comunidade esteja pronta a colaborar com os catequistas sempre que for necessário, rezemos ao Senhor.

 

Leitor 2: Pai Misericordioso, que a exemplo desses catequistas, surjam outros homens e mulheres para integrar a Pastoral Catequética de nossa comunidade, rezemos ao Senhor,

 

Dirigente: Acolhe, ó Deus, as orações de nossa comunidade para que possamos, a cada dia,ser mais perseverantes na missão que Tu nos destes. Isto te pedimos em Nome de Jesus.

 

Encerrando a Celebração

 Dirigente: Que o Deus de toda sabedoria e bondade torne a todos nós ouvintes dedicados e praticantes fiéis de Sua Palavra agora e para sempre. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Todos: Para sempre seja louvado

 

Quero ser teu filho
Contemplar teu brilho
Caminhar no trilho
Dos teus pensamentos
Quero certamente
Ter na minha mente
Permanentemente
Teus ensinamentos
E cada dia mais e mais
No livro santo mergulhar
Achar no livro a minha paz
Depois de ouvir o teu falar
 
 
Tua palavra, meu Senhor
Tornou-se meu alimento
És meu começo e és meu fim
Eu já não vivo sem sentir
Não faz sentido para mim
Viver sem Te ouvir.
 

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1º ENCONTRO

1-O CATEQUISTA E SUA VOCAÇÃO

         O ser humano vive à procura de respostas que deêm sentido à sua vida. Diante do mistério, que é viver, sentimos uma intensa curiosidade em saber quem somos e o que fazemos aqui. Porém, quem se lança à grande missão de evangelizar deve ter vivido uma experiência de amor por Jesus Cristo e ter a consciência de que é uma pessoa única e insubstituível no mundo. Deve conhecer as próprias possibilidades e tirar o máximo proveito das qualidades que tem, sabendo que não nascemos prontos, mas estamos em permanente construção de nossa personalidade. Somos alguém em função do outro, somos criados para viver em comunhão com os outros, com o cosmo e com Deus.

 

       a)A pessoa do catequista
Somos pessoa em formação e em permanente crescimento, vivendo em um mundo de mudanças


aceleradas. A mídia exerce uma influência muito grande sobre pessoas, apresentando imagens novas, atrativas, e cheias de ilusão e fantasia, como nos dia o Documento de Aparecida. Em razão disso é necessário refletirmos acerca de nossa identidade pessoal, quem somos


 


       Questões para diálogo:


       O que significa ser pessoa na sociedade em que vivemos?


       E nós, como somos? Quais as qualidades que temos? Será que somos capazes de escrever, em 2 minutos, 20 qualidades nossas?


 


       Às vezes, é mais fácil apontar nossos defeitos do que nossas qualidades. Muitas vezes, nos


sentimos incapacitados  para realizar um trabalho porque ainda não percebemos o valor que temos, nem a habilidade para construir uma identidade plena de valores. Quando rejeitamos alguma parte de nós mesmos seja limitação ou qualidade, podemos causar efeitos danosos em nossa estrutura psicológica.   


 


         Leitura Bíblica: Ef 4,1-12

            A Epístola aos Efésios tem um cunho essencialmente eclesiológico. É uma exortação aos cristãos para se envolverem no mistério de Cristo para o bem da comunidade. Fala da nova vida que os seguidores de Cristo têm por estarem unidos a Ele. E fala também de como essa vida se manifesta nas relações que eles têm uns com os outros. A fim de ilustrar a união do povo de Deus, na carta são usadas três figuras para a Igreja: a de um Corpo da qual Cristo é a cabeça (1.22-23); a de um edifício, do qual Cristo é o alicerce fundamental (2,20-21), e a de um casal, no qual a Igreja é a esposa, e Cristo é o esposo (5,25-32)

         Ler o texto em voz alta

         Em seguida, todos lêem silenciosamente

         Repetir o versículo que chamou mais a atenção

Refletir:
O que o texto diz para mim?
O que me impede de assumir algumas tarefas para as quais sou convidado?

 

         Para aprofundar:

         É Deus quem dá os dons para as pessoas atuarem com maturidade e crescerem na fé. Ninguém

nasce pronto, todos somos seres incompletos. Ao longo do processo de crescimento, a pessoa vai adquirindo experiências e desenvolvendo seus dons. Crescimento e mudança são qualidades pertencentes ao ciclo davida de todos os seres vivos.

         O catequista é um ser único e indivisível, querido e amado por Deus como um indivíduo que está

sempre em busca da completude, tendo no coração o desejo de Deus e do bem. É uma pessoa que ama a vida e busca o crescimento em todos os segmentos: físico, intelectual e espiritual. Para isso busca crescer na maturidade humana, no equilíbrio psicológico, na espiritualidade, ao mesmo tempo em que é pessoa integrada no seu tempo e se identifica com sua gente (cf. DNC 232)

 

         Na realidade, esse perfil é um ideal que precisa ser alcançado. É importante que o catequista seja alguém que ama a vida e procura a realização como pessoa. Alguém que busca o autoconhecimento e que avalia constantemente suas atitudes, identificando qualidades, capacidades e virtudes. Alguém que reconhece com serenidade suas limitações e procura superá-las. Quem consegue fazer essa análise de maneira justa, se sente feliz e tem condições de crescer em maturidade. É necessário procura viver intensamente e entender com clareza o próprio eu aceitando-se e procurando crescer numa atualização constante, isto torna a vida plena e traz alegria e satisfação pessoal.

        
O exercício da catequese quando é frequentemente avaliado e retomado, favorece o crescimento do equilíbrio do catequista, assim como aprimora seu diálogo e relacionamento dentro do grupo. Uma sólida espiritualidade, alimentada pela oração e vivência da Palavra de Deus, possibilita ao catequista realizar a vocação para a santidade para a qual todos fomos chamados por Deus. Nossos bispos em Aparecida delinearam características de quem quer se tornar discípulo de Jesus: 

           

         Na realidade, esse perfil é um ideal que precisa ser alcançado. É importante que o catequista seja

alguém que ama a vida e procura a realização como pessoa. Alguém que busca o autoconhecimento e que avalia constantemente suas atitudes, identificando qualidades, capacidades e virtudes. Alguém que reconhece com serenidade suas limitações e procura superá-las. Quem consegue fazer essa análise de maneira justa, se sente feliz e tem condições de crescer em maturidade. É necessário procura viver intensamente e entender com clareza o próprio eu aceitando-se e procurando crescer numa atualização constante, isto torna a vida plena e traz alegria e satisfação pessoal.

          O exercício da catequese quando é frequentemente avaliado e retomado, favorece o crescimento do equilíbrio do catequista, assim como aprimora seu diálogo e relacionamento dentro do grupo. Uma sólida espiritualidade, alimentada pela oração e vivência da Palavra de Deus, possibilita ao catequista realizar a vocação para a santidade para a qual todos fomos chamados por Deus. Nossos bispos em Aparecida delinearam características de quem quer se tornar discípulo de Jesus: 

         “Como características do discípulo, indicadas pela iniciação cristã destacamos: que ele tenha como centro a pessoa de Jesus Cristo, nosso Salvador e plenitude de nossa humanidade, fonte de toda maturidade humana e cristã, que tenha o espírito de oração, seja amante da Palavra, pratique a confissão frequente e participe da Eucaristia. Que se insira cordialmente na comunidade eclesial e social, seja solidário no amor e fervoroso missionário” (DAp 292)

   

Depois do que refletimos hoje, o que podemos dizer a Deus?

         Em círculo, de mãos dadas, propor que cada um expresse em forma de oração o que acha que

ainda lhe falta completar para atingir a maturidade como pessoa de fé. Em que o grupo pode ajudar?

 

         Para refletir e agir

         Ler e aprofundar em casa o texto Ef 4,12

                                                                      Bênção

  Ó Senhor que fizeste o ser humano inferior somente a Ti mesmo e lhe deste a glória e a honra de um rei, abençoa estes teus amigos que querem crescer como pessoa à Tua imagem e semelhança. Amém!

 

CANTO

1-Um dia escutei teu chamado, divino recado/batendo no coração/ deixei deste mundo as promessas /e fui bem depressa  no rumo de tuas mãos.

Tu és a razão da jornada/ tu és minha estrada/ meu guia, meu fim/No grito que vem do  meu povo/ te escuto de novo chamando por mim.

2-Os anos passaram ligeiro/ me fiz um obreiro do reino de paz e amor/ Nos mares do mundo navego/ e as redes me entrego/ tornei-me teu pescador

3-Embora tão fraco e pequeno/ caminho sereno com a força que vem de ti/ A cada momento que passa revivo esta graça de ser teu sinal aqui

 

 

3º MÓDULO:


TEMA: COMO TRABALHAR O

 ENCONTRO COM PAIS,

TAMBÉM DE FORMA

PERMANENTE E

SISTEMÁTICA



É anseio dos catequistas algo para os encontros com pais, pois, há uma faca de dois gumes: todos querem realizar. Mas o que fazer? Isso gera insegurança. E acaba-se, muitas vezes, não se realizando, ou algo fragmentado e sem substância.

Na maioria das vezes somente um se dispõe a dirigir o encontro, e os pais estão ali UNICAMENTE PELOS FILHOS E NEM SE COGITA QUE O ENCONTRO É PRIMEIRAMENTE PARA SEU CRESCIMENTO, e quando se encontram com os catequistas de seus filhos, estes não sabem o que falar e acaba sendo mais algo parecido com ambiente escolar, respondendo à perguntas: “como está se comportando, participando, etc.” quando na realidade o catequista deveria perguntar sobre algo relacionado à sua transformação, seu crescimento no lar, na escola...Em que a catequese tem ajudado...

 

O subsidio, vem de encontro a essa lacuna: CATEQUESE FAMILIAR, também organizado por Dom Eugenio Rixen e Margareth Villaba (Editora “Vozes”), que valoriza o papel da família como educadora da fé, mas questiona: “quando nos dirigimos às famílias de nossos catequizandos, uma frase muito comum em nossas realidades é a seguinte: “Pais vocês são os primeiros catequistas de seus filhos”.

      No entanto, antes de fazer esta afirmativa, deveríamos perguntar à Igreja e a nós, que somos enviados para evangelizar e catequizar:

Que instrumentos estamos fornecendo aos pais para cumprirem sua missão.

 

A catequese não deve ser só ocasional, reduzida a momentos prévios aos sacramentos ou à iniciação cristã, mas sim um “itinerário catequético permanente”

 

ESTRUTURA DOS ENCONTROS

OBJETIVO: Define o que se deseja alcançar com o tema proposto para cada encontro

 

AMBIENTE: Sugere-se que o local seja preparado com antecedência e de acordo com o tema a ser tratado, deixando o ambiente alegre e acolhedor

 

ACOLHIDA: Este é um momento importante do encontro. As pessoas precisam ser recebidas com carinho, gestos simpáticos, mensagens, agrados, dinâmicas, para que se sintam valorizadas e à vontade

 

CANTO: Sempre se diz que cantar é rezar duas vezes, por isso na catequese a musica possui importância singular. Sugerimos, para os encontros, alguns cantos populares que, se não forem conhecidos, poderão ser substituídos por outros próprios da realidade. Eles podem ser apresentados com diversos recursos: cartaz, folhas, livro, lousa, etc.

 

OLHANDO A VIDA (VER): O encontro se realiza a partir da realidade das pessoas, de acontecimentos ou fatos da vida. Em cada encontro são apresentadas sugestões para refletir o tema em sintonia com a realidade dos participantes. Elas podem ser adaptadas pelo catequista de acordo com o contexto e exploradas com criatividade. O VER é o momento de questionamento a respeito do que pensam as famílias. É importante escutar, com atenção acolhedora, o que elas têm a dizer. 

 

ABRINDO A BIBLIA (ILUMINAR): Este é o momento de escutar a Palavra de Deus que vai iluminar a reflexão sobre a realidade. O ato de abrir a Bíblia para escutar o que ela nos diz será realizado com dignidade. Sempre que possível, o catequista fará uma entrada festiva da Bíblia, com cantos, velas e flores e depois da leitura, o livro sagrado será colocado em um local de destaque. O catequista conduz a reflexão de acordo com a interpretação da Bíblia pela Igreja, daí a necessidade de uma formação permanente.

 

OUVINDO A VOZ DA IGREJA: O catequista não expõe uma doutrina própria, mas fala em nome da comunidade eclesial. Por isso nesse item são indicados documentos oficiais da Igreja, principalmente do Documento de Aparecida, que irão ajudar o catequista na reflexão e preparação do encontro.

 

REZANDO A VIDA E A PALAVRA DE DEUS (CELEBRAR): Momento feliz e privilegiado do encontro com Deus. É imprescindível que seja criado um clima de oração, suscitando preces espontâneas, lembrando-se sempre das necessidades das famílias e relacionando-as com o tema do encontro. É muito importante que sejam utilizados símbolos, velas e flores, com ampliação destas sugestões de acordo com a realidade

 

LEVANDO A PALAVRA DE DEUS PARA A VIDA (AGIR): Momento de vivenciar e assumir um compromisso a partir do que foi refletido. Pode ser feito antes ou depois do momento de oração

 

ENCERRAMENTO DO ENCONTRO: O catequista pode pedir a algum membro da família (pai, mãe...) para fazer a benção. A saudação e o canto final podem ser os indicados ou de acordo com costume local.

 

SUMÁRIO

UNIDADE I- ANÚNCIO
1.      O amor de Deus
2.      O pecado e a misericórdia
3.      A salvação em Jesus Cristo
4.      O Espírito Santo: amor do Pai e do Filho
CELEBRAÇÃO DA TRINDADE – DEUS TRINO DE AMOR
 
UNIDADE II – O DISCIPULADO
1.      Família: primeira comunidade
2.      Discípulos de Jesus
CELEBRAÇÃO DO CREIO
3.      Palavra de Deus: alimento para a nossa fé
4.      Oração: conversa com Deus
CELEBRAÇÃO DO PAI NOSSO
 
UNIDADE III – SACRAMENTOS
  1. Sacramentos: sinais para viver a graça de Deus
  2. Sacramentos de Iniciação
  3. Sacramentos de Cura
  4. Sacramentos de Serviço
CELEBRAÇÃO DA MISERICÓRDIA
 
UNIDADE IV – VOCAÇÃO E MISSÃO
  1. Todos somos chamados e enviados
  2. Profetas: homens e mulheres que defendem a verdade
  3. Maria de Nazaré e de todos nós
  4. A missão de Jesus é a nossa missão
  5. A missão dos discípulos de Jesus
CELEBRAÇÃO: TODOS SOMOS ENVIADOS

 

COMO APLICAR

1-Cada representante levar para sua Paróquia, este encontro que se realiza com os pais mensalmente, com duração de dois anos.

2-Cada catequista realiza com os pais do seu grupo, pois é a forma de estar junto dos pais e assim melhor conhecer os catequizandos, e convém que este não seja muito numeroso para permitir uma melhor participação.

3-Pode envolver a Pastoral do Batismo (Uma boa oportunidade para começar a unificar as pastorais do Batismo e Catequese)

4-Pode ser realizado na casa da família, e pode ser em casas diferentes, sendo o ambiente preparado pela família que acolhe

5-O catequista reúne os pais de seu grupo no seu dia de encontro, com a participação do catequizando.

6-Preparar os encontros com catequistas, orar juntos para eliminar alguma dúvida.

 

INICIATIVAS SUGERIDAS PELOS AUTORES:

1-Tornar os catequizandos missionários da Catequese Familiar

2-Enviar uma carta, elaborada a partir do coração e com assinatura do pároco, convidando os pais a participar da Catequese Familiar

3-Fazer uma visita às famílias com o objetivo de cativar e criar laços, atraindo-as para o caminho de Jesus

4-Preparar a festa das inscrições na Catequese Familiar com os catequizandos e famílias. Que esta festa seja tempo de muita alegria e acolhida afetuosa com a presença do pároco e representantes de todas as forças vivas da paróquia ou da comunidade.

5-Elaborar uma ficha de inscrição com os dados necessários para uma boa caminhada como, por exemplo, as datas de nascimento e de casamento, para que sejam celebradas no decorrer dos encontros.

6-Manter os laços criados na primeira visita, na festa das inscrições e em outros momentos espontâneos, para que os catequistas possam pouco a pouco conhecer a historia da vida destas famílias. É a partir desta história que elas devem ser amadas, respeitadas e acolhidas. Nesse processo, muito cuidado com as palavras, pois elas podem revelar moralismos que não levam a nada.

 

QUANTO AO MELHOR TEMPO PARA A FESTA DAS INSCRIÇÕES:

         A proposta de uma Catequese Familiar é inovadora. O processo catequético passa a ser não só da responsabilidade da Igreja, mas também uma tarefa dos pais dos catequizandos. Precisamos enfatizar este aspecto à comunidade e, para isto, pensamos em marcar, significativamente, o inicio das atividades com um momento de festa, de celebração, quando serão feitas as inscrições. Podemos aproveitar o tempo do Advento, Natal ou Quaresma, quando as famílias já se encontram envolvidas em novenas e campanhas. Cada Comunidade pode planejar a melhor época de acordo com sua realidade. A equipe de Catequese familiar pode aproveitar para visitar e convidar as famílias para a festa das inscrições.

 

1º ENCONTRO: O AMOR DE DEUS

OBJETIVO: anunciar às famílias que Deus ama gratuitamente cada um de nós, por isso enviou seu Filho Jesus Cristo, que veio para que todos tenham vida em abundância.

AMBIENTE: Preparar uma pequena mesa com flores, vela e Bíblia. Podem ser usados cartazes com figuras de famílias de diversas etnias e condições sociais

ACOLHIDA:

         Acolher as famílias de maneira que elas se sintam queridas e valorizadas. Falar do amor de Deus, demonstrando carinho desde o momento da acolhida

         Preparar um modelo afetuoso de apresentação para que catequistas e pais se conheçam

         Conversar com os pais para verificar as expectativas que eles têm em relação aos encontro

         Apresentar aos pais quais são os objetivos da Catequese Familiar

OLHANDO A VIDA

Valorizar a importância de vir a esse encontro, mesmo com todas as dificuldades e trabalhos de todos. Conduzir o grupo de modo a reconhecer que somente o amor que cada um tem por seus filhos é que motiva estarem reunidos para fazer a Catequese Familiar. Pedir que relatem casos em pais se doaram pelos seus filhos e depois refletir com eles a respeito destes fatos, perguntando:

         Por que um pai, ou uma mãe, se doa pelos filhos?

         Os filhos reconhecem o que os pais fazem por eles?

Comentar que nós fazemos parte da grande família de Deus, que Jesus Cristo nos ensinou a chamar a Deus e Pai e que o Pai nos ama como filhos. Refletir sobre como o amor de Deus por nós de manifesta e como o percebemos

ABRINDO A BÍBLIA

Is 49,15-16; IJo 4,9 - O amor de Deus

Orientar o grupo a ler o texto bíblico lenta e atentamente procurando descobrir o que diz sobre o amor de Deus. Depois da leitura motivar o grupo a realizar um momento de silêncio Refletir com o grupo utilizando as seguintes questões:

O que os textos nos fazem pensar?

Que sentido eles têm para nós?

O que diz para cada uma de nossas famílias hoje?

Promover com o grupo um momento de meditação do texto com troca de impressões. Para isso, convém que o catequista dê testemunho do amor de Deus em sua vida, relatando algum fato que lhe tenha acontecido e no qual pode senti-lo. Depois pedir que as famílias façam o mesmo.

OUVINDO A VOZ DA IGREJA

“A história da humanidade, história que Deus nunca abandona, transcorre sob seu olhar compassivo. Deus amou tanto nosso mundo que nos deu o Seu Filho. Ele anuncia a Boa Nova do Reino aos pobres e pecadores. Por isso, nós como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que Sua existência não é ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos somos portadores de boas-novas para a humanidade, e não profetas de desventuras” (DAp,30)       

 

 REZANDO A VIDA E A PALAVRA DE DEUS

   Comentar com os pais como e quanto Deus nos tem amado em todos os momentos de nossa caminhada, nos bons e nos difíceis. Por isso precisamos agradecer Sua presença conosco.

 

   Convidar os pais para que fiquem em atitude de oração, em pé ou em círculo, como for possível.

 

Distribuir as folhas de canto ou apresentar a letra em um cartaz

“Com amor eterno Eu te amei”

Com amor eterno eu te amei, dei a minha vida por amor. Agora, vai, também ama o teu irmão.
a- Já não somos servos, mas os teus amigos, à tua mesa nos sentamos pra comermos deste pão.
b-Que nossa amizade se estenda a todos, pois o Cristo nos ensina que o amor é dom total.
c- Terá recompensa até um copo d'água. O amor que é verdadeiro se traduz em gesto e vida.

         d- Cristo, partilhando sua graça e vida, quer que, unidos, a vivamos sempre entre os irmãos.

e- Se permanecermos no amor de Cristo, viveremos sua mensagem de esperança e alegria.

f- O pão da alegria nos alimentou, que ele seja nossa força e nos sustente a caminhada.

 

Orientar o grupo para rezar o Sl 136 (135) da seguinte forma:

         Uma pessoa lê em voz alta os versículos

         Após a leitura de cada versículo, o grupo responde com o refrão:

“pois eterno é Seu amor por nós”

 

Incentivar o grupo a acrescentar outros motivos de louvor

Sl 136 (135)

-Louvai o Senhor, porque Ele é bom

-Louvai o Deus dos deuses

-Louvai o Senhor dos senhores

-Louvai o Deus do céu...

LEVANDO A PALAVRA DE DEUS PARA A VIDA

Motivar os pais para que questionem sobre o que o amor de Deus faz em cada um.

Incentivar para que tentem manifestar esse amor em casa para a família

Propor que façam um aprofundamento sobre o que vivenciaram neste encontro, refletindo em casa I Jo 3,11-18

ENCERRANDO O ENCONTRO

Pedir a um pai que profira a bênção e faça a saudação final

Pode-se criar uma dinâmica para salientar o significado de abençoar e ser abençoado

BÊNÇÃO: O Deus de amor e da consolação nos abençõe. Ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém

SAUDAÇÃO: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

CANTO: Sugere-se terminar o encontro com um canto que pode ser o mesmo do momento de oração

 

4ºMÓDULO:


  TEMA: IMPORTÂNCIA DO CULTIVO DA ESPIRITUALIDADE


ATIVISMO: UMA PATOLOGIA GENERALIZADA

Ativismo não significa só excesso de trabalho, mas fazer as coisas de coração contrariado,

murmurando, reclamando, e pior ainda para aparecer, agradar a autoridade, cumprir a lei e até para autopromoção.

Outro lado do ativismo pastoral é a incoerência entre o que se diz e o que se faz. Leva-se uma vida dupla,

numa “personalidade dupla” e isso é desgaste de energia e fonte de fadiga.

Quem sofre o mal do ativismo, pode até não trabalhar muito, mas não reza, não estuda, Inão descansa,

porque o trabalho virou escapismo, fuga de problemas não resolvidos.

Cai-se num circulo vicioso: “enche-se de trabalho e não se tem tempo para o cultivo espiritual e humano”.

O ativista esquece que o valor e a grandeza da vida não estão naquilo que se faz, mas naquilo que se é.

Quem faz muitas obras para o Senhor e acaba esquecendo o próprio Senhor por causa das muitas obras

está equivocado. Quem se apega às obras, espera elogios, gratificações e resultados e geralmente não sabe dar lugar aos outros

 Os efeitos do ativismo são muito negativos:

§  irritabilidade, desgaste, esgotamento, isolamento, doenças, “impaciência apostólica”, queima-se as pessoas com facilidade e freqüência.

O ativismo é alimentado por determinadas afeiçoes: desejo de aparecer, competição, rendimento, sucesso.

O ativista peca pela pressa. Vive sob pressão do tempo e sob sensação da urgência que é a “tirania do urgente”.

Numa sociedade competitiva e consumista o ativismo é uma doença cultural que se manifesta no infarto,

agressividade, depressão, stress e falta de tempo, de meditação, de silêncio e de escuta.

É um comportamento contra a vida. Um desobediência ao quinto mandamento.

Sobrecarrega-se de responsabilidades, ambição do sucesso, fazendo do ativismo uma patologia.

O remédio e cura são: oração, lazer, amizades boas, mudar o estilo competitivo, perfeccionista e apressado, observar o quinto mandamento e o convite de Jesus “vinde à parte para um lugar deserto e descansai” (Mc 6,31)

RESUMINDO: CULTIVAR A ESPIRITUALIDADE

         Estando com Jesus, os discípulos foram observando como o Mestre cultivava a intimidade e o constante encontro com o Pai, nos acontecimentos da missão, ou à noite, quando se retirava.

 

Concluindo: Jesus se retirava para encontrar com o Pai para cultivar:

§  Escuta do Pai (Jo 5,19) (obediência ao plano do Pai).

§  Fazer a vontade do Pai (Jo 6,14-15) (salvar a todos)

§  Serviço aos irmãos (doando até a vida)

§  (E antes das principais decisões, Jesus retirava-se para a oração conforme Mc 6,45-46 (a escolha dos Doze, Horto das Oliveiras e outros)

 

A ESPIRITUALIDADE DO ESPELHO

Já se olhou no espelho?”É uma frase que todos nós já ouvimos: manda a pessoa se enxergar, ver de fato quem ela é, tomar contato com sua própria realidade. Espelho realmente é isto: autoconhecimento. Por isso, espelho faz tanta falta em casa. Se o espelho está quebrado, é preciso jogá-lo fora e comprar outro. Não ficamos sem espelhos, porque precisamos enxergar a nós próprios.

Também é assim em nossa vida espiritual: precisamos de espelho para reconhecer quem realmente somos e quão bonitos podemos ficar. Os exemplos de pessoas ousadas, corajosas, coerentes, caridosas nos levam a perceber quanto ainda somos pequenos e podemos crescer. A vida dos outros é espelho para a nossa própria vida. Certamente é esse o motivo de haver tantos filmes sobre biografias de pessoas exemplares: Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, João Paulo II, Nelson Mandela, São Francisco de Assis... Queremos aprender como essas pessoas chegaram a ser quem foram, como se tornaram tão boas, ou tão decididas, ou tão importantes para o mundo.

Precisamos de espelhos que reflitam para nós a luz de Deus, que sejam palavra viva de Deus, que sejam testemunhas. Entre os primeiros cristãos, o anúncio da Palavra vinha sempre ligado ao testemunho, como confessa Paulo: “De modo algum considero minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu a leve a bom termo a minha carreira e o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus” (At 20,24).

Ser testemunha é falar de Deus com a vida, com os próprios exemplos e atitudes. As simples palavras, as belas pregações, repletas de poesias, comovem por um momento, mas pode ser semente levada rápida pelo vento. A Palavra só é de Deus quando se comunica também pela vida de quem prega. Daí a grande importância dada aos testemunhos de vida na evangelização. O testemunho toca e converte; o mero discurso entretém e se esvai.

Como diz o autor da carta aos Hebreus, “estamos rodeados de uma nuvem de testemunhas” (12,1). Os santos e santas de Deus, canonizados ou não, são espelhos que refletem para o mundo a luz de Cristo. Olhando para esses homens e mulheres, vemos Cristo refletido neles, nas mais diversas épocas, lugares e situações – na família, na educação, no mundo do trabalho, no mundo da cultura e da ciência, nas comunicações... Dar testemunho é refletir Cristo para o mundo com a própria vida.

Não é tarefa pequena fazer os outros olhar para nós e enxergar Cristo. Talvez seja por isso que achemos o apóstolo Paulo meio pretensioso ao dizer: “Sejam meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Cor 11,1). Para sermos imagem de Cristo no mundo, primeiro é preciso haver luz. Espelho algum mostra alguma coisa se não for iluminado: espelhos são inúteis nas trevas. Não podemos refletir a imagem de Cristo se não formos iluminados pela graça de Deus. É o Senhor quem toma a iniciativa de fazer de nós seus instrumentos. É Ele quem nos escolhe para sermos imagens de seu Filho no mundo, e somente na força dele isso é possível.

A luz é sempre boa e pura, porque é o próprio Deus agindo em nós, mas os espelhos nem sempre são de boa qualidade. Podem estar cobertos de poeira, sujos, manchados, trincados, quebrados. Podem ser espelhos que mostrem imagens distorcidas de Cristo. Muitas vezes a Igreja parece uma “casa dos espelhos”, em que as imagens das pessoas são ora altas, ora baixas, ora gordas, ora magras, provocando confusão pelas muitas imagens diferentes e simultâneas de uma mesma pessoa. A pessoa que deseja se aproximar da fé cristã pode sair mais confusa do que evangelizada ao ver tantas imagens diferentes de Cristo dentro da Igreja: ora apenas um curandeiro, ou um agitador político, ou um teólogo revolucionário, ou um príncipe descido dos céus...

- Que espelho sou eu de Cristo?
- Que imagem de Cristo revelo para o mundo como cristão?
- As pessoas conseguem ver Cristo em mim?
- Não estarei eu muito empoeirado, embaçado, com trincas?

Olhando para nossa vida, as pessoas deveriam sentir vontade de ser cristãs; quem contempla Cristo na vida do outro contempla melhor a si mesmo: enxerga o que há de melhor em si próprio à espera de manifestar-se. Como diz o documento Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, a verdade da nossa vida, o mistério de nós próprios só se torna verdadeiramente claro no mistério da pessoa de Jesus Cristo (cf. GS 22). Cristo em nós é o que há de melhor em nós. Se somos semelhantes a Cristo, encontramos o melhor de nós próprios. Encontramos a pérola preciosa, o tesouro escondido no campo – a santidade, que também pode ser chamada de felicidade.

Ser santo é ser o que se deve ser. Numa perspectiva de fé, ser santo é ser como Jesus: amar como Ele amou, pensar como Ele pensou, sonhar como Ele sonhou, sentir o que Ele sentiu, viver como Ele viveu – para lembrar a bela canção do Padre José Fernandes de Oliveira.

Os papas frequentemente dizem que o mundo precisa de santos. Isso equivale a dizer que o mundo precisa de mais testemunhas de Cristo, de bons espelhos que reflitam a sua imagem em nosso tempo.

O testemunho cristão, a santidade de vida não são realidades inatingíveis. Começam pela meditação da Palavra e pela mudança de vida, no desejo de assemelhar-se a Jesus, de ser presença de Jesus no mundo. Não um Cristo a nosso modo e segundo nossas conveniências, mas o bom pastor que recobra a ovelha perdida; o bom samaritanos que socorre a quem ninguém quer ajudar; o mestre de fecunda vida de oração; o pregador ousado da Palavra, contra as injustiças e hipocrisias do seu tempo; o Filho de Deus que deu sua vida em resgate de muitos.

Ser espelho de Cristo no mundo, espelho no qual as pessoas possam enxergar o melhor de si mesmas, e também lembrar que nós nunca somos a fonte da luz. Devemos atrair as pessoas não para nós, mas para Cristo. O sol é Cristo; nós, a Igreja, os discípulos de Cristo, somos apenas a lua, somos só espelho – refletimos, com muitas imperfeições, uma luz que não é nossa, mas clareia, ilumina, aponta caminhos. “Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face” (1Cor 13,12).

           

SUGESTÕES PARA UM ENCONTRO DE ORAÇÃO

·         Material: Bíblia e cópias do texto acima para todos; um local preparado com quatro espelhos: um empoeirado, um sujo e embaçado, um trincado e um último em bom estado, vela acesa e flores.
·         Após o sinal da cruz, invoca-se o Espírito Santo com um canto ou um refrão apropriado.
·         Todos com Bíblia na mão, proclama-se o texto 2 Cor 4,1-6
·         Lê-se a reflexão acima, dando liberdade aos participantes para repetir frases tanto da Bíblia quanto do texto “Espiritualidade do Espelho”.
·         Convidam-se os participantes a se olhar nos diferentes espelhos e compará-los com diferentes tipos de testemunho cristão.
·         Momento pessoal de oração: em silêncio, os participantes retomam a palavra de Deus e meditam sobre como estão sendo imagens de Cristo no mundo.
·         O animador orienta uma partilha ao final do momento de oração, concluída com o Pai Nosso e o abraço da Paz
·         Use sua criatividade para incrementar as sugestões aqui apresentadas    

 

 

 

 

CANTOS GESTUAIS E RECREAÇÃO

1-Renova-me, Senhor Jesus/ já não quero ser igual/Renova-me Senhor Jesus/ põe em mim Teu coração/

Porque tudo que há dentro de mim/ precisa ser mudado, Senhor/ Porque tudo que há dentro do meu coração/ precisa mais de Ti

 

2-As minhas mãos estão cheias do amor de Deus(2x)/Tudo aquilo que toco abençoado será(3x)

Pelo amor de Deus

Este lugar está cheio do amor de Deus (2x)/Tudo à nossa volta abençoado será (3x)/ pelo amor de Deus

 

3-Quando Jesus passar/Quando Jesus passar/passar/passar/Quando Jesus passar/ eu quero estar no meu lugar

No meu telônio jogando a rede/ sob a figueira ou a caminhar/ buscando água para minha sede/ eu quero ver meu Senhor passar

 

4-Jesus Cristo está passando por aqui/ Jesus Cristo está passando por aqui/

Quando Ele passa tudo se transforma/ A tristeza vai e alegria vem/

Quando Ele passa tudo se transforma/ Vem trazendo bênçãos prá você/ prá mim também.

 

5-Que belo olhinho tem a formiguinha/ que belo olhão tem o formigão (2x) (mão, pé, orelha...)

A formiguinha sobe na espiga/pega um grãozinho e ploft no chão (2x)/ Dó ré mi fá/ viva Jesus que vem nos salvar (2x)

 

6-A formiguinha pega a folha e carrega(2x)/ quando uma deixa a outra pega

Veja que mistério glorioso:/ uma formiguinha ensinando o preguiçoso (2x)

Deus não quer preguiçoso em sua obra (2x/Porque senão o tempo sobra (2x)

 

1-“TIQUE- TAQUE” (dinâmica de conhecimento, amizade, integração)

Participantes sentados em círculo. O orientador dirá a todos que deverão procurar conhecer seus vizinhos da direita e da esquerda, no que se refere a nome , de onde é, passatempo preferido. Após a conversa, o orientador dirá a todos que os “vizinhos da direita” serão “TIQUE”, e os “vizinhos da esquerda” serão “TAQUE” e que uando o orientador mostrar alguém do círculo perguntará: “nome do TIQUE,  a pessoa indicada deverá responder  o nome da pessoa à sua direita. Se o orientador  disser: Passatempo do TAQUE, pessoa deverá dizer o passatempo preferido do vizinho da esquerda. E assim mostrar várias pessoas no círculo para dizerem nome, passatempo, de onde é.... Mas ...quando ouvirem TIQUE TAQUE todos deverão trocar de lugar! Aí o orientador indicará outras coisas a serem conhecidas: cor dos olhos, nome (sempre!), comida preferida,. E segue a dinâmica, sempre perguntando a pessoas diferentes.

 

2-SÍMBOLO IMAGINÁRIO (vivendo o “faz de conta”: dinâmica que favorece a criatividade, o entrosamento).

      Todos de pé, num círculo. Olhar-se mutuamente. Guardar a fisionomia de cada um. O orientador, explica

ao grupo que ele tem nas mãos uma bolinha de borracha, uma bolinha imaginária. E, quem receber essa bolinha dirá o nome de u participante do grupo e lançará a quem ele chamou pelo nome. Se não souber o nome de ninguém, pode perguntar e depois lançar a bolinha... Porém, a qualquer momento, o orientador dirá que de agora em diante, trata-se de uma bola de voleibol (a dinâmica continua, porém, sempre fazendo a expressão correspondente (peso e tamanho)de uma bola de voleibol. Variar mais vezes o “faz de conta”. Como por exemplo: um violão, uma cobra, uma bexiga, uma corrente, um chapéu, um barril de chope, um bebê...)

 

“TOCA, PÁRA E CRIA” (dinâmica para aprofundamento de temas)

       Música tocando. Participantes andando pelo salão. O orientador escreverá na lousa, ou dirá uma palavra referente a um tema estudado. Ao parar a música, formarão duplas e conversarão, por um minuto, sobre a palavra escrita (ou dita). Após um minuto a música recomeça. Desfazem-se as duplas e saem andando pelo salão, individualmente. Enquanto isso será escrita ou dita outra palavra, (sempre referente ao tema). Pára a música e o orientador diz “TRÊS”. Deverá Comentar a nova palavra... em grupo de  ”TRÊS”, por um minuto. Recomeça a música. Todos andando, nova palavra. O orientador irá formando grupos de 6,de 10 etc., com novas palavras, até formar somente 02 grupos. (Ex: se 30 participantes, dois grupos de 15)

Em seguida separará as palavras escritas ou ditas, em dois grupos, também, e cada grupo deverá formar uma só frase com as palavras dadas ao seu grupo. Em um minuto, alguém ou todo o grupo deverá dizer a frase formada.

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