terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A ESPIRITUALIDADE DA LÂMPADA



PARA TER ESPIRITO DE GRATIDÃO (28/01/2013)

 
            Queridos (as) catequistas, sempre precisamos renovar-nos para cumprir bem nossa missão pois nós, catequistas temos que ter zelo uns com os outros. Sem comunhão não existe missão, por isso é necessário entrar na simplicidade da união.

CATEQUESE = ZELO+RENÚNCIA

É preciso deixar as redes. Deixar tudo aquilo que lhe segura, lhe prende, lhe impede de cumprir a sua missão. Quais são as redes que lhe impede de receber o melhor que Deus tem para você?

Não espere elogios (recompensa humana), senão perdemos a graça de Deus, pois é a gratidão a Deus que nos impulsiona a evangelizar.

REFLETIR: com que espírito servimos a Deus: com o espírito de gratidão ou com o espírito de anunciar a nós mesmos?

           

            Para fortalecer nossa espiritualidade segue uma sugestão para vocês realizarem na Pastoral Catequética de sua Paróquia:

  A ESPIRITUALIDADE DA LÂMPADA

 

            Mantra: Indo e vindo, trevas e luz/ Tudo é graça/Deus nos conduz

            Antes mesmo que se inventasse a roda, a humanidade inventou a lâmpada. Durante milênios as pessoas utilizaram lamparinas de barro ou metal abastecidas com azeite de oliva, para afugentar a escuridão da noite. E por quê? Porque a vida precisa de luz. Mesmo os animais que habitam as profundezas dos oceanos, aonde não chega a luz solar, produzem a sua própria luminosidade para sobreviver; encontrar alimentos, afugentar predadores, encontrar os irmãos da mesma espécie. A luz encontra-se tão ligada à origem da vida que o autor do primeiro capitulo do Gênesis sabiamente a colocou como a primeira criatura de Deus: “Faça-se a luz!”(Gn 1,3). Todos os seres vivos existem não para as trevas, mas para a luz.

Com a humanidade acontece o mesmo. O domínio da tecnologia do fogo foi decisivo para que o homem descobrisse como moldar a natureza e sobreviver à noite. Antes disso, a noite era a hora da morte, em sobrevinham as feras, os ladrões e assassinos. Por isso, a lâmpada adquiriu também um importante significado simbólico de proteção, segurança, orientação, vida. Logo as lâmpadas dos candelabros passaram a fazer parte dos rituais sagrados das mais diversas religiões.

Para o povo de Israel, a lâmpada possui um significado todo particular: lembra nada menos que a Páscoa, a libertação do Egito, o acontecimento central da fé dos judeus. Quando saíram da terra da escravidão, os israelitas foram, guiados por uma coluna luminosa que era a própria presença do Senhor no meio deles (cf. Ex 13, 21s). Por isso a celebração judaica do Sábado (Shabbat) inicia-se com o acender as luzes da casa. Essa tradição foi incorporada pelos cristãos à cerimônia da Vigília Pascal, em que se abençoa o fogo e se acende o círio, sinal do Cristo Ressuscitado.

Na Bíblia, a palavra hebraica nir significa, ao mesmo tempo, “luz” e “lâmpada”. Esse dado é interessante porque nos faz ver que, para a mentalidade israelita, é realmente importante, sobretudo quando ela falta, ou seja, à noite quando é preciso manter as lâmpadas acesas. A função da luz é afugentar a treva, onde existe morte, medo, desorientações. Viver na luz, em sentido bíblico e místico, é viver na presença de Deus, viver em constante Páscoa, permitindo que o Senhor afugente com seu poder as trevas de nossas escravidões pessoais e sociais. A luz de Deus é sempre luz de lâmpada, luz que transforma, luz feita para eliminar a noite do pecado, da maldade, da morte.

 

“Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para o meu caminho!” (Sl 119,105)

 

            Para viver na liberdade adquirida na Páscoa, Deus presenteou o seu povo com a sua palavra. Escutar a Palavra e colocá-la em prática é o centro da vida religiosa de Israel; “Ouve, os Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno” (Dt 6,4-6)

            A palavra de Deus torna-se para o povo da aliança a nova coluna luminosa que aponta a direção da liberdade: “O mandamento Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz!” (Sl 19,9)

            Para viver na luz, é necessário ouvir a Palavra, meditá-la, praticá-la, transmiti-la. Ela é a lâmpada que permite ao povo de Deus perseverar no caminho da fidelidade à aliança com Javé: “Tua Palavra é uma lâmpada para os meus pés e uma luz para o meu caminho” (Sl 119,105). Do contrário, sem ouvir a Palavra Israel retorna à sua escravidão podendo praticar desumanidades piores do que as que sofria sob o jugo dos egípcios. Entra aí o papel dos profetas, por meio dos quais Deus continuamente convida seu povo a sair das trevas deixando-se guiar pela luz da Palavra: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.Para os que habitavam nas sombras da morte uma luz resplandeceu!”(Is 9,1)

            Para os cristãos essa “grande luz” resplandecente para toda a humanidade é Jesus Cristo, a luz do mundo.


Eu sou a luz do mundo!” (Jo 8,12)


Jesus Cristo é a Palavra do Pai: Palavra por meio da qual foi criado o mundo. Palavra que foi dada como lâmpada a Israel. Palavra sempre renovada na boca dos profetas. Nessa Palavra eterna, “estava a vida e a vida era a luz dos homens. Essa luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguirão apagá-la” (Jo 1, 4-5)

Quando chegou o tempo oportuno, essa “Palavra se fez homem e habitou entre nós” (Jo 1,14), na pessoa do jovem carpinteiro de Nazaré. Seu jeito revolucionariamente amoroso de viver, resgatando a todos os que foram jogados nos porões do mundo (doentes, prostitutas, pecadores, crianças, pobres, ricos, etc.) relativizando as hipocrisias religiosas de sua época, ensinado de modo simples a vontade do Pai, era nada menos que a Palavra eterna de Deus viva no meio dos homens, a luz brilhando intensa e incomodamente no meio das trevas. As trevas tentaram apagá-la na noite da cruz. Mas a vida brilhou para sempre na manhã sem fim da ressurreição!

Cristo é a Lâmpada do Pai, o farol da humanidade, “o Sol nascente que nos veio visitar, lá do alto, como luz resplandecente, para iluminar os que vivem nas trevas e nas sombras da morte” (Lc 1,78). É Ele o astro que aquece e ilumina o povo de Deus como diz o autor do Apocalipse a respeito da Nova Jerusalém: “A Cidade não precisa do sol nem da luz para ficar iluminada, pois a glória de Deus a ilumina e a lâmpada é o Cordeiro” (Ap 21,23)

                                    “Você é a luz do mundo!” (Mt 5,14)


            Seguir Jesus é ouvir e viver a Palavra tornada gente no seu modo de viver: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). O discípulo de Jesus, no desejo de assemelhar-se ao Mestre também se torna lâmpada, luz para transformar o mundo: “Você são a luz do mundo. Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão na casa. Assim a luz de vocês brilhe diante dos homens para que eles vejam as boas obras que vocês fazem louvem o Pai que está nos céus!” (Mt 5,15-16)

            Viver na luz é belo, mas não é fácil. Também o escuro tem os seus atrativos e seduções. Às escuras é que se fazem as coisas escondidas, longe do julgamento alheio. No escuro, podemos atender os nossos desejos mais imediatos sem sermos incriminados por ninguém. Viver nas trevas é bastante cômodo e instantaneamente prazeroso. É viver como se, pelo menos por um momento, Deus, não existisse. É viver como se não existisse a verdade, a justiça ou a ética. Viver nas trevas é tentar esconder-se de Deus, como o homem e a mulher no paraíso, após terem comido o fruto proibido. (cf. Gn 3,8)

            Mas o homem e a mulher não conseguem se esconder de Deus, porque não conseguem esconder-se de si mesmo. O ser humano nasceu para a luz- sua alma é luz, sua consciência é luz, sua razão é luz que busca a verdade e a clareza nas coisas: “O espírito do ser humano é uma lâmpada de Javé, que sonda as profundezas do ser” (Pr 20,27).

            Nossa vocação mais que viver na luz, é sermos luz. Não uma luz inútil, acesa durante o dia, mas uma lâmpada que – assim como nosso Senhor Jesus Cristo - arde onde as trevas precisam ser afugentadas, onde a vida se encontra ameaçada, onde há pessoas tratadas como coisas, onde a verdade se encontra distorcida, onde a alegria desapareceu, onde o ódio pisoteou o amor. “Onde houver trevas que eu leve a luz” (São Francisco de Assis).

 

Para rezar em grupo:
Sugestão de lucernário
Ambiente: Círio Pascal já aceso no inicio da celebração. Em frente ao círio, um recipiente com brasas e outro com incenso. Velas pequenas espalhadas pelo chão. Cada um deve ter uma vela pessoal, de modo que o local fique iluminado apenas pela luz das velas. Organizar a celebração em folhetos para todos.
  1. Após o sinal da cruz, o coordenador motiva os participantes a recordar as trevas pessoais e comunitárias que precisam ser iluminadas com a luz do Senhor.
  2. Canta-se um refrão que fale de luz enquanto se acendem as velas no círio: “Sim, eu quero que a luz de Deus...”; “Indo e vindo, trevas e luz...”
  3. Todos assentados, canta-se ou reza-se o Salmo 27 (26): “O Senhor é minha luz e salvação”
  4. Proclamação de um dos seguintes textos: Mt 5,14-16; Jo 1,1-14; 8,12
  5. Pausa para meditação
  6. Preces espontâneas. A cada prece, queima-se um pouco de incenso
Encerra-se a celebração rezando-se ou cantando o Salmo 91 (90) ou o Cântico de Simeão (Lc 2,29-32)

 

 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ COM ADULTOS



 
ESCOLA DE FORMAÇÃO NA FÉ COM ADULTOS
 
  PARA VIVENCIAR MELHOR O ANO DA FÈ

1º MODULO  
(16/01/2013)
 
 
 
Tema: CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: “DEUS VEM AO ENCONTRO DO HOMEM”
   1-Ao tocar os ouvidos com a cruz: “Receba nos ouvidos o sinal-da-cruz, para que você ouça a Palavra de Deus”

2-Ao tocar os olhos coma cruz: “Receba nos olhos o sinal-da-cruz, para você veja a glória de Deus”

3-Ao tocar a boca com a cruz: “Receba na boca o sinal-da-cruz, para que você anuncie a Palavra de Deus”

4-Ao tocar o peito com a cruz: ”Receba no peito o sinal-da-cruz, para que Cristo habite pela fé em seu coração”

5-Ao tocar o ombro: “Receba nos ombros o sinal-da-cruz, para que você carregue o jugo suave de Cristo”

 Animador: Acabamos de ser tocados pela cruz de Cristo, instrumento da nossa salvação. O nosso gesto concreto deve ser viver este tempo como tempo de verdadeira penitência e conversão

Todos: Senhor, nosso Deus, Pai de infinita misericórdia, aumentai a nossa fé. Fazei que sejamos cada vez mais fiéis ao amor de Vosso Filho Jesus Cristo, que nos amou até o fim em sua morte de Cruz. Ele, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém

 INTRODUÇÃO

Na história da humanidade está presente o pecado. Essa realidade se esclarece plenamente apenas à luz da Revelação divina e, sobretudo, à luz de Cristo Salvador que fez “superabundar a graça onde abundou o pecado” (Rm 5,20)

A história da humanidade é nossa e como um livro, é feita de vários capítulos. O primeiro capítulo é maravilhoso, nos seduz a cada instante e sabemos de cor e salteado. Deus nos criou por amor e derramou sobre nós centelhas de sua vida divina, nos fez participantes da sua mesma divindade, nos enriqueceu com dons, cheios de graça e de bondade. Fomos criados para viver em harmonia com todo o universo, com os outros, com os animais e com a criação. E não teríamos experimentado a morte, nem a dor, nem as lagrimas, nem o sofrimento, tudo seria alegria e jubilo. O dom da liberdade, usado mal, nos fez perder como por encanto a beleza e harmonia da vida. A palavra que abre este segundo capítulo não nos agrada, mas ela está lá: é “queda ou pecado”.

TRÊS MOMENTOS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE E DO SER HUMANO:

1º- O homem criado seria aquele  que nós contemplamos antes do pecado, cheio de paz, de harmonia e de amor, incapaz de fazer o mal

2º- O homem decaído que nós contemplamos depois do pecado original, onde o ser humano experimenta toda sua fragilidade e sua vergonha, por não ter agido segundo as normas de Deus, “de não comer do fruto da árvore do bem e do mal. A vergonha de encontrar-se com Deus. Como um menino travesso que, sabendo ter agido mal e percebendo a chegada do pai, corre a esconder-se porque está “nu”, isto é, sabe que é pecador e frágil. Deveria ter corrido aos braços de Deus e em Deus ter confiado para sempre.

3º- O homem remido, comprado de novo, resgatado pelo sangue de Cristo. Essas imagens são muito bonitas e nos ajudam a entrar no mistério do pecado e do amor. O pecado, visto à luz de Deus não deve fechar nosso coração e nem nos faz fugir de Deus, mas sim correr para Ele na certeza de seu amor e de seu perdão. Vale a pena ler e meditar silenciosamente o primeiro texto da introdução, em especial as últimas palavras são de uma força impressionante: “onde abundou o pecado, superabundou a graça”.

Somos lavados na graça de Deus e não devemos ter medo de nossos pecados, mas colocá-los diante do amor de Deus para que sejam destruídos. Se a liberdade nos faz pecar, a liberdade nos faz voltar para Deus.


CRER, CONFIAR E AMAR


(ESTUDAR O TEXTO COMPLETO NO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA parágrafos 1 a 184)

“PAI... a vida eterna é esta: que eles conheçam a Ti, ó Deus único e verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo” (Jo 17,3).

“Deus, nosso Salvador...quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (I Tm 2,3-4).

“Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12), afora o nome de JESUS

A VIDA DO HOMEM – CONHECER E AMAR A DEUS

 Deus, infinitamente Perfeito e Bem-Aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade criar o homem para participar da sua vida bem-aventurada. Chama-o, ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Faz isso enviando Seu Filho Jesus Cristo, como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram. Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e, portanto, os herdeiros de sua vida bem-aventurada.  

A fim de que este chamado ressoe pela terra inteira, Cristo enviou os apóstolos que escolhera dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: “Ide, fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinado-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28,19-20)

PARTE I: EU CREIO- NÓS CREMOS

 CAPÍTULO I: O HOMEM É “CAPAZ” DE DEUS

O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.

AS VIAS DE ACESSO AO CONHECIMENTO DE DEUS

1º) O mundo: A partir do movimento, das pessoas, da ordem e da beleza do mundo

2º) O homem:  com sua abertura à verdade e à beleza, com seu senso de moral, com a sua liberdade e a voz da sua consciência, com a sua aspiração ao infinito e à felicidade, o homem se interroga a respeito de Deus

CAPÍTULO II: DEUS VEM AO ENCONTRO DO HOMEM

I-A REVELAÇÃO DE DEUS

O próprio Deus, em sua bondade e sabedoria tomou a iniciativa de revelar-se

 II-ETAPAS DA REVELAÇÃO

Pela Criação

A Aliança com Noé

Aliança com Abraão

Formação do Povo Israel

Profetas

CRISTO JESUS “MEDIADOR E PLENITUDE DE TODA REVELAÇÃO”

TRANSMISSÃO DA REVELAÇÃO

1-A pregação dos apóstolos continuada na sucessão apostólica

2-Tradição e Sagrada Escritura:

           Antigo Testamento e Novo Testamento, sendo que os quatro Evangelhos ocupam um lugar central, já que Cristo é o centro deles.

CAPITULO III: A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS

Por sua Revelação, “o Deus invisível, levado por seu grande amor fala aos homens como a amigos, e com eles se entretém para os convidar à comunhão consigo e nela os receber” (DV).

A RESPOSTA ADEQUADA A ESTE CONVITE É A FÉ 

Pela fé o homem submete completamente sua inteligência e sua vontade a Deus. Com todo o seu ser o homem dá seu assentimento a Deus revelador.

A Sagrada Escritura denomina “obediência da fé” esta resposta do homem ao Deus que revela

I-EU CREIO-NÓS CREMOS

O “crer” tem uma dupla referência: à verdade e à pessoa; à verdade, por confiança na pessoa que a atesta.

Não devemos crer em ninguém a não ser em Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

A fé é um dom sobrenatural de Deus. Para crer o homem tem necessidade dos auxílios interiores do Espírito Santo

 “Crer” é um ato humano, consciente e livre, que corresponde à dignidade da pessoa humana

“Crer” é um ato eclesial. A fé da Igreja precede, gera, sustenta e alimenta a nossa fé. A Igreja é a mãe de todos os crentes. “Ninguém pode ter a Deus por Pai, que não tenha a Igreja por mãe”

 “Nós cremos tudo o que está contido na Palavra de Deus, escrita ou transmitida, que a Igreja propõe a crer como divinamente revelado”

“A fé é um antegozo do conhecimento que nos tornará bem- aventurados na vida futura” (Hb 11,1)

O CREDO

   

SIMBOLO DOS APÓSTOLOS

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo. Na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

SÍMBOLO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO


Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos:
Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado não criado,consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E, por nós, homens,
e para a nossa salvação,desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo,no seio da Virgem Maria,
e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; E subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida, e procede do Pai; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. Espero a ressurreição dos mortos; E a vida do mundo que há de vir. Amém

A fé não é estática. Sempre devemos aprofundá-la, esclarecê-la para que se solidifique e dê respostas seguras e claras aos questionamentos do dia-a-dia.

Por isso o Ano da Fé é um tempo especial de formação para redescobrir- cultivar e testemunhar a fé

“Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé” (“Porta Fidei” nº 02). Pois supõe-se que a fé é algo comum à vida de todos. De fato, este pressuposto não só não aparece como tal, sendo que, inclusive com frequência é negado.

       Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário,
amplamente aceito em sua referência ao conteúdo da fé e aos valores inspirados por ela, hoje não parece que seja assim em vastos setores da sociedade, a causa de uma profunda crise de fé que afeta a muitas pessoas.

       Não podemos deixar que o sal se torne sem sabor e a luz permaneça oculta (cf. Mt 5, 13-16).

      Como a samaritana, também o homem atual pode sentir de novo a necessidade de aproximar-se do poço para escutar Jesus, que convida a crer Nele e a tirar a água viva que emana de sua fonte

“Porém aquele bebe da água que Eu lhe der não terá sede jamais, pois a água que eu lhe der se converterá nele em fonte de água que brota para a vida eterna”. Jo 4, 14

         Devemos redescobrir o gosto de alimentar-nos com a Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e o Pão da vida, oferecido como sustento a todos os que são seus discípulos

“Eu sou o Pão vivo, descido do céu. Se alguém come deste pão, viverá para sempre;  e o pão que Eu lhe dou, é minha carne para a vida do mundo.» Jo 6, 51

          Com efeito, o ensinamento de Jesus resume, todavia, hoje com a mesma força: «Trabalhai não pelo alimento que perece, e sim pelo alimento que dura até a vida eterna o que os dará o Filho do Homem, porque a este é a quem o Pai, tem marcado com seu selo ». Jo 6, 27

      A pergunta feita pelos que o escutavam é também hoje a mesma para nós: «Que temos que fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28).

        Sabemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é que creiais Naquele que Ele enviou.» Jo 6, 29
        Crer em Jesus Cristo é, portanto, o caminho para poder chegar de modo definitivo à salvação.

       “À sua chegada reuniram a Igreja e se puseram a contar tudo quanto Deus havia feito juntamente com eles e como havia aberto aos gentios a porta da fé”. Atos 14, 27

        Cruza-se esse umbral quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa modelar pela graça que transforma.

      Atravessar essa porta supõe empreender um caminho que dura toda a vida. Este começa com o Batismo, com o qual podemos chamar a Deus com o nome de Pai e se conclui com o passar da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus que, com o dom do Espírito Santo, faz unir em sua mesma glória a quantos crêem Nele.

“Pelo Batismo fomos sepultados com Cristo em sua morte, para que, como Ele foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” Rom. 6,4

“Eu lhes tenho dado a glória que Tu  me deste, para que sejam um como nós somos um”. Jo 17, 22

        Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer em um só Deus que é Amor

“Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é Amor”. 1 Jo 4, 8

        - O Pai, que na plenitude dos tempos enviou Seu Filho para nossa salvação;

        - Jesus Cristo, que no mistério de sua morte e ressurreição redimiu o mundo;

       -O Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos na espera do retorno glorioso do Senhor.

 
CONCLUSÃO


Deus vem sempre ao encontro do homem

 É preciso sempre se deixar alcançar por Ele, de coração aberto e disponível, e poder dizer como São Paulo:

“Eu já fui alcançado por Cristo Jesus” (Fl 3,12)

 “A fé se concretiza no amor” (Gl 5,6)

 “Portanto, dedicai todo o esforço para acrescentar à fé a fortaleza à fortaleza o conhecimento, ao conhecimento o domínio próprio, ao domínio próprio a constância, à constância a piedade, à piedade a fraternidade, à fraternidade o amor. Se estas qualidades existirem e crescerem em vós, não vos deixarão vazios e estéreis no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas quem delas carece é um míope, um cego: esqueceu-se que foi purificado de seus pecados de outrora” (II Pd 1,5-10)
  

O ser humano ou se torna imagem de Deus pelo amor, pela amizade, pela solidariedade com os outros;

Ou se torna imagem do animal que tem dentro si mesmo, pelo egoísmo, pela violência, pela agressividade...

É TEMPO DE SERMOS IMAGENS DO AMOR DE DEUS...

 
1-Para que estamos no mundo?

2-Por que procuramos Deus?

3-Por que Deus quis revelar-se? Como Deus se revela?

4-Como podemos responder a Deus? O que é fé?

5-Que compromisso/desafio você pode assumir para crescer na fé e melhor testemunhá-la?

6-O tema de hoje ajudou você? Como?

7-Alguma dúvida?