segunda-feira, 16 de abril de 2012

A FESTA DO PERDÃO

Normalmente quando da proximidade da Iniciação Eucarística ou da Crisma, prepara-se todos os detalhes, e, infelizmente a Reconciliação acaba sendo apenas um... detalhe.
     Necessário se faz enfatizar bem este Sacramento. Se for catequizando da Iniciação Eucarística, prepara no ano anterior, dando o devido valor, que não se confessa apenas para comungar, mas para viver vida de reconciliado com Deus, com o próximo e conosco mesmo.
     Se for crismando, preparar para que seja celebrado um tempo antes da Crisma.
     Não usar apenas “confessar-se”, mas CELEBRAR A FESTA DO PERDÃO.
     Abaixo seguem alguns detalhes que podem ajudar você, seu grupo de catequistas, catequizandos e pais a vivenciar a graça do “abraço do Pai”           
  • Motivar para a festa que Deus faz na volta do filho fujão- todo sacramento é sinal, presença, noticia de Deus que ama pessoal e incondicionalmente a cada um de seus filhos e filhas. Ajuda a ver a confissão não só como “contar pecados”, mas sentir o abraço do Pai.  E É UMA FESTA COMO RELATA O EVANGELHO.
  • Fica-se na Igreja em oração ou em silêncio, até que todos celebrem o perdão com o sacerdote,
  • Sacramento não é meta a atingir, mas encontro que vai se tornando sempre mais profundo.
  • Para todos os sacramentos estão os pais, convidam-se parentes, padrinhos, etc., e para o Sacramento da Reconciliação? Convidar, pelo menos os pais para participar
  • Cada um trouxe um prato de doce ou salgado e refrigerante (dividir para não ficar muita coisa!). ligando isto à graça de Deus, que nos faz ser irmãos e irmãs
  • No final entregar uma lembrancinha com uma mensagem (abaixo): fizemos um circulo de EVA e colocamos um coração e uma flor (coração reconciliado (Use a sua criatividade!)

PREPARAÇÃO DA FESTA DO PERDÃO
1-Acolhida carinhosa de cada um
2-Silêncio-fundo musical
3-Pedir as luzes do Espírito Santo para que cada um reconheça seus pecados, e sinta-se necessitado da misericórdia de Deus. Pedir que feche seus olhos e VIVA este momento, olhando para seu coração.
4-Sentar-se, em círculo, no chão, de preferência
5-Contar Lc 15,11-32 e intercalando com
6-A dinâmica dos passos de uma boa confissão e cantos que falem de perdão
7-Dinâmica Traçando caminhos
8-Confissão
9-Confraternização da Festa do Perdão junto com os pais (que também abraçam seus filhos, como acolhimento e podem perdoar-se mutuamente)

            Conta-se a parábola do Pai Misericordioso (de cor), à medida que vão entrando as cores.
            Cinza ou preto: alguém entra vestido de cinza ou preto. Gira por três vezes e aos poucos vai se inclinando profundamente EXAME DE CONSCIÊNCIA! Canto salmo 138 p/ crianças (CD Salmos para crianças)- pedir que todos fechem, os olhos para olhar dentro de si.
            Vermelho: entra alguém vestido de vermelho coloca uma mão no coração e outra eleva para o alto- olhos baixos e fechados- ARREPENDIMENTO!- Salmo 50
            Amarelo Claro: entra alguém de amarelo e abre os braços em cruz- reza o ato de contrição- BOM PROPÓSITO!
            Verde claro: entram 2 pessoas – uma representando o padre e outra o que vai confessar. Padre senta-se e toma as mãos da pessoa colocando-a na sua mão- CONFISSÃO (vai-se colocando a importância de confessar-se, pois o nosso pecado fere a nós, aos irmãos, ao planeta. É preciso reconciliar-se para viver em plenitude o amor
            Branco: entram 3 pessoas vestidas de branco e abraçam-se. Representam o perdão e a comunhão. PENITÊNCIA (desejo de melhorar, mudar...)

            Após a reflexão foi feita a dinâmica abaixo, que os ajudou a ver-se e ir mais tranquilo e com mais objetividade para o sacramento.
  • Traçando caminhos
Material: pequenos pés recortados, canetas, figura de Cristo ou algo que represente a Eucaristia, toalha de mesa e fundo musical.
Distribuir os pés confeccionados em papel para todos os membros do grupo (mais ou menos 5 cada pessoa). Pedir que em silencio, individualmente, escrevam em cada pezinho uma atitude positiva e uma não positiva que tomou (escolher um período: mês, ano,...). Afirmar que ninguém irá ler.
Quando terminarem, colocar no centro de uma mesa ou no chão a figura de Cristo ou símbolo da Eucaristia e solicitar que cada um trace o seu caminho colocando os pés com a escrita voltada para baixo; o que for positivo colocar em direção a Jesus e o não for positivo fazer um caminho contrario a Jesus.
Refletir e analisar se o grupo está, na maioria, voltado para Jesus ou se existe um maior afastamento. Refletir sobre o que nos leva a atitudes negativas e convidá-los a mudar.
A tendência do ser humano é ser condescendente consigo mesmo. Isso torna difícil a analisarmos atitudes de maneira justa. É mais fácil atribuir nossa faltas aos outros ou às coisas.
No momento em que despertamos e somos capazes de reconhecer nossas atitudes impensadas, nos tornamos preparados para solucionar os problemas que venham a surgir, agindo de maneira positiva.
Sabemos que seguir Jesus exige disposição, pois o caminho que nos leva ao bem é mais difícil, pois é exigente, entretanto Deus é a força que nos ajuda a superar todas as dificuldades.
Texto bíblico: Mt 7,13-14


Ao chegar no salão para confraternizar-se:
 O BANQUETE = A FESTA DO PERDÃO, ABRAÇAR-SE
            VIDA É RETOMAR A CAMINHADA – RELIGAR OS LAÇOS
VIDA: NASCEMOS PARA VIVER PARA SEMPRE, -NASCEMOS PARA MORRER PARA O EGOISMO, A MALDADE, O INDIVUDUALISMO...)

Sugestão de Texto para colocar na lembrancinha:

Quando ainda estava longe, seu pai o avistou, e foi tomado de compaixão. Correu ao seu encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos” (Lc 15,20)

FESTA DO PERDÃO
Paróquia ... Data...




sábado, 7 de abril de 2012

Mensagem de Páscoa 2012

Páscoa...
Ressurreição do sorriso...
Ressurreição da alegria de viver...
Ressurreição do amor...
Ressurreição da amizade...
Ressurreição da vontade de ser feliz!
Ressurreição dos sonhos, das lembranças e de uma verdade que está acima dos ovos de chocolate:
Cristo morreu, mas ressuscitou, e fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações.
Que esta seja a verdade da nossa Páscoa.

Catequistas, Feliz Páscoa a você e seus familiares.

Diácono Flori e Secretariado Diocesano da Catequese

segunda-feira, 2 de abril de 2012

SEMANA SANTA 2012

COMO VIVER A SEMANA SANTA - A SEMANA DO AMOR MAIOR

Nesta Semana tudo celebra o Mistério da Salvação, “Ele tomou sobre si a nossas dores, Seu sangue derramou para nos resgatar das trevas e por Suas chagas fomos sarados”. (Isaías 53 O Servo sofredor). Quando celebramos a liturgia e de forma especial nesta semana A Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, não estamos  recordando, como num álbum de fotos ou num filme de gravações de memórias passadas. A espiritualidade das celebrações litúrgicas atualizam em nossa vida hoje o Mistério que estamos celebrando, ou seja, estamos vivendo e recebendo as graças eficazes do que estamos celebrando, rezando.  Por isso, celebrar a liturgia não é fazer uma simples memória, mas trazer para minha vida hoje, atualizar, tornar novo, Aquilo que nos trouxe Jesus Cristo, seus gestos, Palavras e principalmente o Amor que o levou a morrer por nós na cruz. (Cf. Jo 3,16) Quem garante tudo isso é o Espírito Santo e a intenção verdadeira da Igreja que celebra os Mistérios de Cristo por sucessão apostólica. Isso quer dizer, que recebemos de Cristo e dos apóstolos.

Sentido do Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal é a maior celebração das comunidades cristãs. A Páscoa é o centro do ano litúrgico, fonte que alimenta a nossa vida de fé. Celebrar o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição do Senhor é celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus que o Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando, renovou a vida.

Quando teve início o Tríduo Pascal?

No final do século IV, encontramos já organizado um tríduo pascal, que Santo Agostinho recomendava vivamente a seus fiéis. Formavam, em princípio, o tríduo: a sexta-feira, o sábado e o domingo. É no século VII que o tríduo se inicia com a “Ceia do Senhor” na tarde da quinta-feira, com o que fica ele constituído pela quinta-feira, pela sexta-feira e pelo sábado – aí incluída a vigília pascal. As três datas formam uma unidade: a celebração do mistério pascal.

O que celebramos na Quinta-feira Santa?

O Senhor celebrara com os seus a última ceia no contexto da páscoa judaica: a comemoração da passagem de Israel pelo Mar Vermelho. Nesse dia, Cristo inaugura à nova Páscoa, a da aliança nova e eterna, a de seu pão compartilhado e seu sangue derramado, a de seu amor levado ao extremo e do mandato do amor para nós, a de sua passagem pela morte à ressurreição, a Páscoa que devemos celebrar em sua comemoração. Eucaristia, sacerdócio, mandato do amor e nova Páscoa do Senhor são o conteúdo preciso da missa da Ceia do Senhor. O transporte das formas (hóstias) consagradas à urna para a comunhão da sexta-feira inicia-se no século XIII. O “monumento” (local físico) é elemento acidental e só encontra sentido em vinculação com o mistério celebrado: agradecimento ao amor de Cristo e oração-reflexão do mistério pascal. Nossa atitude: Lavapés- partir para gestos concretos de serviço evangélicos e amor fraterno; repartir o alimento com pessoas necessitadas, em memória da Ceia de Jesus, na Quinta Feira Santa, quando Ele fez na Eucaristia partilhando o pão.
           


O que celebramos na Sexta-feira Santa?

Como vem acontecendo há muito tempo, hoje não se celebra a missa, tendo lugar a celebração da morte do Senhor: o mistério que é celebrado é uma cruz dolorosa e sangrenta, mas ao mesmo tempo vitoriosa e resplandecente. Trata-se de morte, a de Cristo, real e tremenda; mas é passagem para uma vida ressuscitada e eterna. O amor de Deus, que é vida, terá mais poder do que o pecado do homem, que é morte. A celebração incorpora-nos à redenção de Cristo e a seu mistério de salvação universal: pela morte à vida. Nossa atitude: celebração da Morte de Cristo, partir para morrer em relação ao pecado e a tudo aquilo que signifique contravalor ou oposição ao Evangelho; observar o espírito penitencial da Sexta Feira Santa, fazendo o jejum e abstinência e evitando excessos no almoço deste dia, tudo como meio, jamais fim. Não se deve “jejuar por jejuar”. A nós compete abster-se desta ou aquela comida para que habituemos a abster-nos de tudo aquilo que seja contrário ao amor de Deus, ao amor do próximo e a nós mesmos

O que celebramos na Vigília Pascal?

Contamos com documentos do início do século III, que apresentam alguns elementos desta celebração, tais como: jejum, oração, eucaristia – e até batismo, com a bênção da “fonte batismal”. Vão-se acrescentando depois novos elementos: o canto do Exulte, que se vê documentado no século IV e a bênção do círio pascal, no século V. Pouco a pouco, foi-se enriquecendo esta última, que deve ser “a celebração das celebrações” para o cristão, e a que Santo Agostinho denominava “Mãe de todas as vigílias”. Assim ouvimos com alegria: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida, e o Autor da vida se levanta triunfador da morte. Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e todas aquelas pessoas que não acolheram o Reino de Deus. Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição!
       Nossa atitude: Vigília Pascal: celebração da ressurreição do Senhor, partir para levar a viver vida nova, vida de continua busca de conversão, como convém a todo filho de Deus Pai, a todo irmão de Deus Filho e a todo templo do Espírito Santo.
           
Domingo da Ressurreição - Cristo Ressuscitou Aleluia!!!

A ressurreição de Jesus é o ponto culminante da Semana Santa e do Ano Litúrgico. Conforme os relatos dos Evangelhos, a primeira pessoa a receber a comunicação de Cristo ressuscitado foi Maria Madalena, a discípula que mais o amava.
A fé cristã nos assegura que a meta da vida é a ressurreição. Porém os mistérios de Deus não cabem em nossa capacidade de compreender.
O apóstolo Paulo, ao explicar a ressurreição aos cristãos que tinham as mesmas dúvidas que nós temos hoje, menciona muitas vezes, em várias cartas, que Cristo transformará nosso corpo de morte e o fará semelhante ao seu corpo glorioso.
Mas é no capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios que ele escreve com mais clareza: diz que o ato de enterrar o corpo de uma pessoa é como plantar uma semente na terra. A semente apodrece para dar vida a uma planta da mesma natureza dela.
          Assim é o corpo ressuscitado, é novo, nasce do corpo que morreu, não é o mesmo, mas nasceu dele, como a planta nasce da semente.
É a mesma pessoa, libertada de todos os limites e sofrimentos da vida humana e transformada, pela graça de Deus, em pessoa plena, realizada, gloriosa e totalmente feliz.
Com a Ressurreição, Deus completa, por seu amor, aquilo que ainda nos faltava para sermos discípulos de Jesus e alcançarmos a santidade. Deus nos dá de presente aquilo que nós não fomos capazes conquistar por nossas próprias forças. E esse presente é a salvação, obtida para nós pela morte de Jesus. O que nos cabe na morte é aceitar o amor e deixar que ele nos transforme e nos faça santos como Deus deseja. Nossa atitude: Domingo da Ressurreição: Reavivar a esperança de que assim como Cristo venceu, também os seus adeptos, unidos a Ele, haverão de vencer todas as forças do mal presentes no mundo de hoje; fazer que a Páscoa seja todo dia.

Origem e espiritualidade da Semana Santa


A Semana Santa é um verdadeiro tempo de Kairós para Igreja. Tempo em que somos convidados a mergulhar nas profundezas do mistério pascal (paixão, morte e ressurreição de Jesus). Essa forma de celebrar o sofrimento e a vitória de Cristo sobre o mal remonta ao século IV d.C. No concílio de Nicéia (325 d.C.) o então imperador romano Constantino e o papa Silvestre I fizeram uma série de mudanças significativas em relação à liturgia e à consolidação da doutrina católica. Dentre essas mudanças houve o incentivo de se celebrar em Jerusalém o mistério pascal em três dias consecutivos, sendo que na Sexta-feira seria lembrada a morte do Senhor, no sábado o luto e no Domingo a sua ressurreição. Um decreto do papa ordenava que o domingo da ressurreição fosse o dia mais importante do ano. Com o passar do tempo os cristãos acharam por bem celebrar durante toda a semana. No domingo, antecedente à páscoa, celebrava-se, como fazemos até hoje, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, o que hoje chamamos de Domingo de Ramos, onde as pessoas, para lembrarem o povo que aclamava Jesus como rei, levam seus ramos como sinal de alegria e júbilo pela presença do messias-rei entre eles e que permanece até o final dos tempos entre nós (cf. Mt 28, 19-20). Dá para perceber que esse costume na Igreja vem de muito tempo e faz com que a paixão a morte e a ressurreição de Cristo permaneçam sempre atuais em nossas vidas. Uma Semana Santa vivida realmente como aconselha a mãe Igreja produz verdadeiramente muitos frutos para nós. Por isso vale à pena adentrarmos a espiritualidade deste tempo a fim de experenciarmos as graças que Deus tem para nós mediante o seu filho Jesus que nos salva.