quarta-feira, 24 de agosto de 2016

BÍBLIA E MEU AMBIENTE




mes da bilbia
A Bíblia é uma revelação progressiva. Mesmo antes da revelação plena que veio através de Cristo, profetas já anunciavam aspectos importantes da caridade e da justiça que faziam parte do grande projeto de Deus. No conjunto da Escritura, a mensagem vai se encaminhando na direção dos valores do Reino de Deus, depois amplamente explicitada por Jesus. Trata-se de um modo de viver que quer a humanidade se comportando como uma grande família. O bem comum, desejado por Deus, é o grande objetivo.
Os textos bíblicos tratam da relação das pessoas entre si, isto é, como tratar uns aos outros de maneira fraterna. Os textos também falam da relação com Deus, isso significa organizar a vida respeitando o bem comum que Deus quer para nós e para todos. Falam também da relação com a natureza, percebida como dom de Deus, a ser cuidada com gratidão e respeito. E, por fim, falam da relação com os bens materiais, que devem ser distribuídos de forma justa e utilizados para construir uma coletividade com mais igualdade, ao invés de serem utilizados para suprir a ganância de alguns.

Os profetas deram uma contribuição importante para que os poderosos não fugissem do projeto de Deus. Amós fundamenta sua pregação profética num denúncia social aguda, chamando atenção para um progresso econômico que não se traduzia em igualdade e justiça para todos. Sua denúncia aponta para uma situação de caos social, onde as relações afetivas estavam se rompendo. Com suas denúncias, Amós revela que a fé em Deus estava sendo manipulada pela religião oficial. Deus quer justiça e dignidade para todos. Toda a humanidade é contemplada pelo projeto de Deus. (Amós 2,6-8).

terça-feira, 23 de agosto de 2016

PORTA ESTREITA



PAPA NO ANGELUS: JESUS É A PORTA ESTREITA, MAS SEMPRE ABERTA.

Como sempre o Papa comentou a leitura evangélica, em que São Lucas conta que durante uma viagem em direção a Jerusalém, Jesus foi abordado por uma pessoa que lhe perguntou: “Senhor, são poucos os que se salvam?”. Jesus não respondeu diretamente, mas deslocou o debate para um outro plano dizendo: “esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque muitos, digo-vo Eu, tentarão entrar sem o conseguir”.
O que Jesus quer dizer, através desta simbologia da porta – explicou o Papa – é que não se trata duma questão de número, mas do caminho que conduz à salvação. Um percurso que prevê que se atravesse uma porta. E essa porta é Jesus, que nos conduz ao Pai, onde encontramos amor, compreensão e proteção. Mas porque é que essa porta é estreita – perguntou Francisco:
“É uma porta estreita não porque seja opressiva, mas porque nos pede para restringirmos e contermos o nosso orgulho e o nosso medo, para nos abrirmos com coração humilde e cheio de confiança a Ele, reconhecendo-nos como pecadores, necessitados do seu perdão. A porta da misericórdia de Deus está sempre aberta de par em par para todos! Deus não faz diferença, mas acolhe sempre a todos, sem distinção. E a salvação que ele nos dá é um fluxo incessante de misericórdia que derruba todas as barreiras e abre surpreendentes perspectivas de luz e de paz.”
A porta é estreita, mas está sempre aberta de par em par – insistiu Francisco, exortando-nos todos a não esquecer este aspecto. “Porta estreita, mas sempre aberta de par em par”.
Jesus – prosseguiu o Papa – lança-nos, mais uma vez um premente apelo a “ir para Ele, a atravessar a porta da vida plena, reconciliada e feliz.” Ele espera cada um de nós, independentemente do pecado que tenhamos cometido, para nos abraçar e nos perdoar. Entrando pela porta de Jesus, a Porta da fé e do Evangelho, poderemos abandonar as atitudes mundanas, os maus hábitos, os egoísmos, os fechamentos.
“Quando há o contato com o amor e a misericórdia de Deus, há uma mudança autentica. E a nossa vida é iluminada pela luz do Espírito Santo: uma luz inextinguível.”
Depois Francisco convidou os presentes a pensarem um pouquinho, em silêncio nas coisas que temos dentro de nós e que nos impedem de atravessar a porta: “o meu orgulho, a minha soberba, os meus pecados. E depois pensar na outra porta, aquela aberta de par em par pela misericórdia de Deus que do outro nos espera para nos perdoar, pensemos nestas duas portas…”
O Papa continuou convidando a não desperdiçar as numerosas ocasiões de salvação e a entrar pela porta da salvação que Deus nos oferece. Não se trata – adverte Francisco – de fazer discursos académicos sobre a salvação, mas de colher as ocasiões de salvação, até porque,recorda o Evangelho deste domingo, a um dado momento, “o dono da casa pode levantar-se e fechar a porta”.
Mas se Deus é bom e nos ama – faz notar o Papa – porque fecha a porta? Porque – responde Francisco – a “nossa vida não é um videojogo ou uma telenovela; a nossa vida é séria e o objetivo a atingir é importante: a salvação eterna” .
E o Papa exortou todos a pedirem a Nossa senhora, Porta do Céu, para nos ajudar a acolher as ocasiões que o Senhor nos oferece para atravessar a “porta da fé e entrar assim numa via mais larga: é a estrada da salvação capaz de acolher a todos os que se deixam envolver pelo amor. É o amor que salva, o amor que já aqui na terra é fonte de beatitude de quantos, na humildade, na paciência e na justiça se esquecem de si e se doam aos outros, especialmente aos mais fracos”.
Depois de rezar com os fiéis o Angelus em latim, o Papa disse ter recebido a triste notícias de um atentado sangrento que atingiu ontem a Turquia, pedindo para rezarmos pelas vítimas, pelos mortos e os feridos e para pedirmos o dom da paz para todos.




sábado, 13 de agosto de 2016

FELIZ DIA DOS PAIS


Ser pai é ser ...Marcos Leandro
Ser pai é ser criança,
aprendendo e vivendo sempre coisas novas e boas
Pois só assim é que se cresce
Ser pai é ser filho,
seguindo e trilhando os rumos traçados pelos pais
Pois eles só querem o nosso bem
Ser pai é ser irmão,
sendo um pai dos filhos mais novos e mais velhos
Pois desta maneira se treina para paternidade
Ser pai é ser amigo,
compreendendo e ajudando os amigos que precisam de um pai
Pois eles retribuirão com gratidão
Ser pai é ser avô,
observando e encaminhado os filhos a serem bons pais
Pois eles conseguirão a maturidade
Ser pai é ser mestre,
espalhando a sabedoria e seus conhecimentos
Pois é assim que se constrói um mundo melhor
Ser pai é ser pai,
orientando e encaminhado os filhos a seguirem o bom caminho
Pois só assim se obtém a felicidade
Ser pai é ser como Cristo,
educando e praticando seus ensinamentos
Pois é assim que se conquista a benção de Deus

terça-feira, 9 de agosto de 2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

Escola de Atualização Bíblico-Catequética da Regional Sul I da CNBB


Dia do Catequista: Aprender para melhor evangelizar
Todos somos evangelizadores por sermos batizados. Poucos são vocacionados a ser catequistas. Uma evangelização eficaz, solicita a cada catequista uma busca constante para o conhecimento da Palavra de Deus. Ao transmitir a Palavra de Deus, não estamos nos posicionando a respeito de um assunto qualquer, mas da vida pratica de Jesus Cristo, que revelou para toda a humanidade o rosto humano de Deus.
Com o objetivo de contribuir com a educação continua das pessoas que aceitaram o chamado para ser catequista, nasceu a Escola de Atualização Bíblico-Catequética da Regional Sul I da CNBB. Este ano teve como tema " Caminho do Discipulado" e como Lema " Fala Senhor na nossa voz" (At 8, 26-40). Dia 30 de Junho tivemos duas importantes aulas. " Comunicação e Catequese" com o professor Felipe Zangari. A comunicação é fundamental para que o projeto de Jesus Cristo chegue a todos. Como está a comunicação na catequese? Como estamos comunicando Jesus Cristo aos catequizandos?  Padre Luís Gonzaga Bolinelli, através de uma oficina, desenvolveu o tema: " Ministério do Catequista: Mensageiro da misericórdia".  Deus usou de misericórdia, para que sejamos misericordiosos. Estou anunciando a misericórdia de Deus, praticando a misericórdia? Como Igreja estamos sendo misericordiosos?
Dia 1º de Julho Padre Guilherme Daniel Michelett, mostrou a importância da harmonia entre "Catequese e Liturgia". A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada. Bento XVI. Como está a transmissão da importância da participação na Celebração Eucarística, para os catequizandos? Como catequistas somos modelos para os catequizandos, participando constantemente nas celebrações dominicais? Celebrar é um ato especial com a participação da comunidade e do presbítero. Os cristãos se reúnem para celebrar. Quem celebra não é somente o padre, mas todo o povo reunido celebra. Padre Jordélio nos orientou no encontro noturno, sobre a Catequese Junto a pessoa com deficiência.
Dia 02 de Julho, Padre Boris Agustín Nef Ulloa, em sintonia com o Ano da Misericórdia, ministrou aula sobre: " Jesus fonte de misericórdia: Evangelho de Lucas". O que sabemos de Jesus Cristo através dos Evangelhos Sinóticos? Qual o rosto de Jesus Cristo revelado pelo Evangelista Lucas? O Evangelho de Lucas tem duas características importantes: Misericórdia e Salvação. A parábola do Bom Samaritano é um exemplo marcante de quem deseja descobrir o que é misericórdia.
Dia 03 de Julho, Irmã Rosangela Aparecida Fontoura, ajudou-nos a entender que ser catequista começa pela compreensão de " Mística e Espiritualidade". Somos catequista mistagógicos? Temos destinado um tempo para nossa preparação pessoal para transmitir a Palavra de Deus para os catequizandos? Estamos nos reunindo para rezar antes de dialogar com nossos catequizandos? É fundamental para o catequista ter uma vida de oração. Saber silenciar para ouvir a voz de Deus.
Todos os dias tivemos Celebração Eucarística presidida por Dom Tomé e concelebrada pelos padres presentes e um diácono.
Representaram a Diocese de Piracicaba: Neide Ferreira Casimiro, Gislene Bassani, Heloisa Helena Cruz, Antônio Carlos Casimiro e Domingo Nunes
Convido a todos os catequistas para que participem dia 28 de Agosto, a partir 14:00 da concentração e Celebração da Eucaristia que será presidida por Dom Fernando. Catedral de Santo Antônio.
Domingo Nunes
Coordenador Regional do Secretariado de Iniciação a Vida Cristã.




quarta-feira, 22 de junho de 2016

CATEQUESE E LITURGIA - II




RELAÇÃO ENTRE CATEQUESE E LTURGIA

CATEQUESE E LITURGIA: Duas faces do mesmo mistério

JESUS ENSINA E JESUS CELEBRA: Assim como Seu ensinamento, foram muitas as celebrações de Cristo: o perdão da adultera, na casa de Mateus, com Zaqueu...até a celebração máxima na Última Ceia.

INTRODUÇÃO
  A PARTIR DA LITURGIA UM VERDADEIRO “ECO” DO MISTÉRIO
Antigamente, na nossa língua português, se escrevia “catequese” com “ch”: “Catechese. Os franceses e italianos (ainda hoje) escrevem a palavra “catequese” com “ch”: “cathéchésè” (em francês), “catechesi” (em italiano). Por que será?

A palavra “catequese” é uma palavra de origem grega: Katá (a partir de) + echos(voz, fala, eco), resultando: kat’echesis. Por isso, que antigamente, na língua portuguesa, a palavra “catequese” era escrita com “ch”...Mas qual o alcance teológico desta incursão etimológica?

Todos sabemos o que é um “eco” e o que significa “ecoar”...Pois é! Dentro da palavra “catequese” se esconde a palavra “eco” (do grego: “echos”). Ou melhor, nela se esconde o “ecoar de algo”. E este “algo”, na nossa tradição cristã, é a palavra divina que, vinda do alto, “ecoou” no nosso mundo pela “ressonância” amorosa de Sua encarnação e vida solidária com os pobres. É o mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo (com o dom do Espírito Santo) que “ecoou” no mundo pela ressonância esplêndida de Sua presença viva no meio dos seus. Mistério Pascal que continua “ecoando...ecoando...ecoando”, sobretudo a partir das celebrações litúrgicas, quando a Palavra é proclamada e explicada, quando celebramos a Eucaristia, os demais Sacramentos, o Ofício Divino, etc. 

Em outras palavras, o “estrondo” da Páscoa “ecoou” pelo mundo afora (e continua “ecoando”!) sobretudo a partir da Liturgia vivida e celebrada. E os (as) catequistas, já desde tradição cristã mais antiga, são cristãos e cristãs que fazem “ecoar aos ouvidos e ao coração dos ouvintes iniciantes (catequizandos) e iniciados o mistério pascal vivenciado sobretudo na divina Liturgia.

Cristo, (pela energia e o “sopro” do Espírito) foi o primeiro “ecoador” do projeto salvífico do Pai, vindo do alto: o primeiro Cat’equista!

Depois vem os apóstolos que, cheios da energia do Espírito a partir da experiência pascal revivida na assídua escuta da Palavra e na “fração do pão”, fizeram “ecoar” para todos os recantos do mundo de então a grande novidade do Reino de Deus.

Os apóstolos, por sua vez, transmitiram aos seus este importante ministério, a saber, de serem um permanente “eco” da presença viva do Ressuscitado, para que todos pudessem ter o privilégio de participar plenamente da vida nova que a Páscoa inaugurou.

Estes, por sua vez, se fizeram rodear por inúmeros colaboradores diretos neste ministério “catequético”, isto é, de “fazer ecoar” a Boa Nova, a partir da experiência pascal vivida na Liturgia.

O “eco” que hoje ressoa em nossas comunidades é este: Anunciamos, Senhor, a Vossa morte, proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, senhor Jesus”!Assim- podemos dizer toda a nossa assembleia litúrgica, anunciando a morte salvadora do Senhor, desempenha já um ministério “catequético”.

E os (as) catequistas? A partir da participação nesta assembleia, ou melhor, a partir da experiência da Páscoa comunitariamente celebrada na divina Liturgia, exercem o verdadeiro ministério de “fazer ecoar” na vida dos (as) iniciantes essa mesma experiência de fé. A partir da Liturgia  são um verdadeiro “eco” do mistério.

Ambas se encontram no centro da vida cristã, que é o mistério Pascal de Jesus Cristo; a experiência mais profunda da ação do libertador na história da humanidade. (LITURGIA EM MUTIRÃO, CNBB)

LITURGIA E CATEQUESE:Metodologia (catequese iniciática – com utilização das duas fontes
**Atos 8, 26-40 (Felipe e o etíope)
O DNC destaca que duas fontes regam a catequese: BIBLIA E LITURGIA

SAGRADA ESCRITURA: fonte na qual a catequese busca a sua mensagem fruto da experiência de fé de um povo com Deus.

LITURGIA: fonte na qual a catequese saboreia o mistério, tornando-o celebre, fonte da memória celebrada do mistério pascal de Cristo e expressão da vida da Igreja.

CATEQUESE como educação da fée a LITURGIA como celebração da fésão duas funções da única missão evangelizadora da Igreja.

A catequese, sem a liturgia, esvazia-se da dimensão do mistério e reduz-se a um amontoado de ensinamentos e teorias sobre Deus e a Igreja, mas sem significado profundo para vida.
A liturgia, por outro lado, sem a catequese, é carente do sentido e conteúdo da fé, que se consolida no aprofundamento da mensagem cristã, missão assumida pela catequese

A liturgia é fonte inesgotável da catequese, não só pela riqueza de seu conteúdo, mas pela sua natureza de síntese e cume da vida cristã: enquanto celebração ela é ao mesmo tempo anúncio e vivência dos mistérios salvíficos.Por isso ela é considerada lugar privilegiado de educação da fé e os autênticos itinerários catequéticos são aqueles que incluem em seu processo o momento celebrativo como componente essencial da experiência religiosa cristã.

A liturgia, com seu conjunto de sinais, palavras, ritos, símbolos, em seus diversos significados, requer da catequese uma iniciação gradativa e perseverante para ser compreendida e vivenciada. Os sinais litúrgicos são ao mesmo tempo anúncio, lembrança, promessa, pedido e realização, mas só por meio da palavra evangelizadora e catequética esses seus significados tornam-se claros.

É tarefa fundamental da catequese iniciar eficazmente os catequizandos nos sinais litúrgicos e através deles introduzi-los no Mistério Pascal.
Aquilo que não é celebrado não pode ser apreendido em sua profundidade e em seu significado para a vida.

A catequese leva em conta essa expressão de fé pelo rito para desenvolver também uma verdadeira educação para a ritualidade e o simbolismo.É importante que a catequese tenha na celebração o ponto alto do encontro, momento em que há interiorização, partilha e crescimento da fé a partir da vida. A catequese litúrgico-celebrativa é carregada de momentos fortes de oração (súplica, gratidão, intercessão e perdão), faz o confronto pessoal e comunitário com a realidade, da fé com a vida e da vida com a fé
É fundamental caminhar em vista da unidade entre catequese e liturgia, faces de uma mesma realidade, ações importantes e que expressam a identidade do ser cristão, porque possibilitam a experiência com a Pessoa de Jesus Cristo

SENTIDO E SIGNIFICADO DA LITURGIA PARA A CATEQUESE
1-O CENTRO DA CATEQUESE É O MISTÉRIO DE CRISTO
2-O LUGAR DE ENCONTRO COM A PESSOA E O MISTÉRIO DE CRISTO É NA PALAVRA DE DEUS

3-A liturgia é fonte da catequese, porque também é nela “que se tomam as leituras que são explicadas na homilia, e os salmos que se cantam, as preces, as orações e hinos litúrgicos são penetrados do seu espírito, e dela recebem seus significado as ações e os sinais”

4-A importância do Ano Litúrgico, com seus tempos e festas, como fonte de catequese.

5-A catequese sistemática, conforme as suas exigências e conforme o costume, se dá fora da liturgia

6-VIGÍLIA PASCAL COMO OBJETIVO DO ITINERÁRIO CATEQUÉTICO
Conforme o DNC 49, a Vigília Pascal, que é centro da liturgia cristã, e a espiritualidade batismal são inspiração para qualquer itinerário catequético
Na Vigília, contemplamos a ressurreição, a glorificação do Filho no Pai pelo Espírito, celebramos a libertação das trevas e da escravidão, somos configurados na luz e na liberdade.

A VIGÍLIA PASCAL É:
A festa da luz, em que saímos da escuridão e vemos a aurora da vida no “novo dia”
A festa batismal, que nos incorpora no Corpo de Cristo, nos faz participantes do mistério pascal, nos faz ressurgir para a vida renovada.
A festa da recordação da vidae das ações divinas em favor da humanidade, bem expressa na liturgia da Palavra

A festa da Eucaristia, ação de graças ao Pai que ressuscitou Jesus e nos fez participantes da vitória sobre a morte.

ALGUNS PROBLEMAS NA INTERAÇÃO ENTRE CATEQUESE E LITURGIA PRECISAMOS SUPERAR
1.   A Catequese entendida como aula, doutrinação, ensino teórico que deve primar pelo rigor e pela memorização de temas e citações;
2.   Uma catequese sacramentalista: voltada tão somente para a recepção dos sacramentos;
3.   Durante muito tempo a catequese ficou restrita às crianças, criando aquela concepção: “catequese é coisa de criança”;
4.   Em diversas épocas, a catequese (Eucaristia e Crisma) não levava à iniciação à fé e à vida eclesial, mas se tornava conclusão da vida cristã, uma espécie de “formatura”;
5.   Uma catequese muito abstrata e teórica sem símbolos e sem uma dimensão orante e celebrativa.

COMPROMISSO:
Mudar a realidade de forma progressiva e sistemática
RELAÇÃO FÉ E VIDA
1.   Consolidar a ligação entre Fé e Vida, tanto na catequese quanto nas celebrações litúrgicas;
2.   Romper com a concepção reducionista de catequese para os sacramentos;
3.   Rever a metodologia usada na catequese, para que os encontros sejam sempre celebrativos, orantes, simbólicos;
4.   Re-pensar as estruturas físicas onde acontece a catequese, para que se tornem espaços propícios para celebrações;








NA MESA DA PALAVRA
·         Pretende-se que a Leitura da Bíblia, na catequese, não seja mero estudo de um livro, mas seja acolhida da Palavra de Deus que nos fala por este Livro Santo da nossa fé.
·         O fato ir até essa mesa, postar-se de pé, trocar a toalha de acordo com o tempo litúrgico, por exemplo, revela a necessidade celebrar a Palavra.
·         É importante solenizar sua leitura, celebrar sua mensagem.
·         Gestos, posturas e lugares determinam o que pensamos e como valorizamos cada momento da vida.




NA MESA DA CATEQUESE

  Resgata-se o antigo simbolismo de sentar ao redor da mesa para tomar a refeição.
   Neste caso, crianças, jovens e seus catequistas, sentam ao redor da mesa para saborear a Palavra que dá vida, sacia toda sede e devolve a alegria ao coração humano.
  Usando a mesa pretende-se sair do esquema de escola, da utilização de cadernos e canetas, e de tudo que lembre uma lição escolar.
   Ao redor da mesa se fala, se contemplam os símbolos, se dialoga e se realizam algumas atividades.








5.   Buscar um novo itinerário para a Iniciação Cristã, introduzindo o catequizando na vida da comunidade recuperando a riqueza do catecumenato, que fica como horizonte para a catequese;
6.   Celebrar em comunidade os momentos fortes e as datas especiais do calendário litúrgico, envolvendo a comunidade, os catequizandos e os pais;
7.    Superar definitivamente o modelo tradicional de catequese como doutrinação

Mas, fica aqui um alerta: NÃO SE FAZ CELEBRAÇÃO DE ENTREGA E RITOS SÓ POR FAZER, porque é “bonito”, porque todo mundo está fazendo... As celebrações e ritos marcam “etapas” na catequese e precisam, por isso, ser precedidos dela ou sucedidos por ela.  Ritos, celebrações e símbolos só farão sentido se a comunidade e os catequizandos souberem “o que está acontecendo”. E, temos visto e sentido, que isso nem sempre acontece.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

CATEQUESE E LITURGIA - I


LITURGIA: FONTE E ÁPICE DA VIDA CRISTÃ.

  I - SIGNIFICADO:
 Origem (vocábulo grego - leiton e érgon: leitourgia) – obra do povo ou para o     povo(obra pública)
§                Transformação   - qualquer serviço ( escravo,  profissional)
§              Uso cristão- Obra de Cristo e a ação de sua Igreja: o povo do Senhor toma      parte na obra de Deus.
  II - A LITURGIA NA CONSTITUIÇÃO SACROSANCTUM CONCILIUM
  ·         Deus Pai enviou Jesus para realizar a obra da salvação; Jesus enviou os apóstolos para que anunciassem a salvação através Igreja, que a realiza na liturgia. (SC 6)
§                   É o exercício da função sacerdotal de Cristo. (SC 7)
§                    Toda celebração litúrgica é uma ação sagrada por excelência, e não se iguala      a nenhuma outra.(SC 7)
§                      Cristo está presente em Sua Igreja, e especialmente nas ações litúrgicas.          (SC 7)
§                 Na liturgia da terra nós participamos, saboreando-a já, da liturgia celeste. 
       (SC    8)
§                 A sagrada liturgia não esgota toda a ação da Igreja. (SC 9)

III – A LITURGIA É O CIMO E A FONTE DA VIDA CRISTÃ.
§  Na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal pelo qual Cristo realizou a obra da salvação. (CIC 1067)
§  Toda a vida litúrgica da igreja gira em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos. (SC 6 – CIC 1113)
 A liturgia é o lugar privilegiado da catequese.  (CIC 1074)

A catequese está ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois nos
sacramentos e principalmente na Eucaristia, o Cristo Jesus age e transforma os homens e as mulheres. (CIC 1074 – CT 23)
§  A catequese litúrgica visa introduzir os fiéis no mistério de Cristo. (CIC1075)                                                                                                                                                                                
§  A Igreja vive da Eucaristia, sacramento da caridade.
§  A Eucaristia é fonte e ápice de toda a vida cristã. SC 10 – CIC 1324)
§  Os demais sacramentos se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. (CIC 1324)
§  A Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo,nossa Páscoa. (CIC 1324)
§  Na Eucaristia está o cimo da salvação dos homens e o culto que prestam a Cristo e, por Ele, ao Pai. (CIC 1325)
§  A Eucaristia é o sacrifício da cruz e ressurreição do Senhor atualizado em nossos altares. SC 2)
§  É o resumo e a suma de nossa fé, “pois nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia e ela confirma nossa maneira de pensar.” (CIC 1327 – Santo Irineu)
§  Ninguém, mesmo que seja um sacerdote, tem o direito de acrescentar, suprimir ou mudar nada em matéria de liturgia. (SC 22)
§  A Igreja faz a liturgia e a liturgia faz a Igreja.
§  A liturgia deve ser precedida pela evangelização, pela fé e pela conversão, e assim, produzir frutos na vida dos fiéis, levando-os à missão. (CIC 1072)

 IV – REFERÊNCIA:
§  Catecismo da Igreja Católica
§  Constituição SacrosanctumConcilium
§  Curso de Liturgia – Dom Estêvão Bittencourt O.S.B.
§  Ecclesia de Eucharistia
§  SacramentumCaritatis
§  Instrução Redemptionis  Sacramentum